Qual o preço do seu tempo?

Estamos em falta com nosso blog, mas tem momentos na nossa vida que temos que dar prioridades pra certas coisas e assim, outras ficam de lado temporariamente. Muitas coisas aconteceram nesses últimos meses: perdas e ganhos, mudanças e estabilidade, decisões e dúvidas. E tudo isso faz parte da vida, afinal, sem essas “emoções” a vida seria bem sem graça, né?
Já tem um tempo que comecei a escrever um post e acabei não finalizando-o. Queria falar um pouquinho sobre maternidade. Não é assunto novo nem aqui no nosso blog nem no mundo virtual, mas cada mãe tem sua visão e experiência e eu gostaria de compartilhar mais um pouquinho da minha jornada até então, poucas semanas depois da nossa pequena completar 2 aninhos.
Escrevi esse post quando ainda estávamos no Brasiiiiil…. Curtimos o nascimento da minha sobrinha Cecília (linda de viver!) e aproveitamos pra descansar um pouquinho também, e obviamente, desfrutar da maravilhosa companhia da família e amigos. Mas isso é assunto pra outro post em breve….

Sem dúvida alguma, o ‘item’ essencial para se ter durante a gestação e por todo o resto da vida é o tão falado AMOR. Isso foi escrito há muitos anos atrás, em vários livros e principalmente, nos livros da Bíblia. Mas não vim falar sobre esse item hoje. Quero compartilhar outro sentimento que tem me feito tomar grandes decisões.

Além da paciência, criatividade, carinho, e etc, descobri que a maternidade/paternidade precisa de muuuita DISPONIBILIDADE. Sim, disponibilidade. Podemos chamar também de dedicação, abnegação ou disposição. Todas essas palavras fazem parte do mesmo contexto ao meu ver. Desde a gravidez, abrimos mão de muitas coisas em prol de um ser que ainda é menor que um amendoim. Abrimos mão de roupas da moda e sapatos de salto alto, de uma reforma da casa e de um passeio de mergulho, de pintar os cabelos brancos e de fazer um curso de francês. Quando nasce, precisamos estar disponíveis/dispostos pra acordar a cada duas horas, a comer comida fria, a tomar um banho de 3 minutos, a trocar todo o guarda-roupa. A gente abre mão das festinhas de casais e cineminhas no sábado à noite, abre mão de uma maquiagem bem feita ou unhas pintadas com capricho. O orçamento doméstico também precisa estar disponível para mudanças. Ao invés de um sofá novo, um guarda-mini-roupas, ao invés de queijos finos e chocolates, uma variedade de frutas e comidinhas saudáveis. Quem também passa pelo crivo da disponibilidade para mudanças é o tão procurado senhor TEMPO. Soneca do domingo à tarde não existe mais -para os pais, é claro – enquanto o bebê dorme, todo o resto da casa ‘te chama’. Pra sair no horário, precisamos nos preparar com algumas horas de antecedência e ainda chegar atrasados de vez em quando. Principalmente se a criança já estiver na fase do desfralde. Coloca a criança no vaso com bastante antecedência, mas ela só resolve  ‘fazer o serviço’ na hora que ela já está sentada na cadeirinha dentro do carro.
E pra não deixar de falar que toda a comunidade precisa estar disponível para receber o novo ser humano. Isso inclui parentes, amigos, vizinhos, como também os empregadores dos pais, os supermercados, a cidade. O nascimento de um bebê mexe com todos e como diz o ditado africano: “É preciso uma aldeia inteira pra se educar uma criança.” Isso é a mais pura verdade. Ninguém educa um filho sozinho.

Descobrimos que a disponibilidade do nosso tempo estava muito restrita e estávamos desfrutando pouco da companhia da Manu e como todos sabem, time flies! Assim, depois de 10 longos meses (depois que acabou a minha licença-maternidade) resolvemos tomar a decisão de nos dedicar mais a ela e eu pedi demissão do meu trabalho. Já se foram quatro meses que me dedico tempo integral à Manuela, minha casa e meu esposo. Que decisão difícil! Mas que decisão acertada! Ainda estamos nos ajustando; temos planos para que eu volte a trabalhar, mas por menos horas diárias ou semanais e também mais próximo de casa. Cremos que cada casa, cada família funciona de um jeito e só os pais sabem o que melhor se adequa dentro da sua realidade.

Depois vou postar sobre minhas atividades com Manuela durante esses meses. Como é bom saber que estou dedicando esse tempo pra ela (ou será pra mim?!?) e que já estou colhendo frutos dessa escolha.

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Esta entrada foi publicada em Educação, Familia, Sentimentos, Trabalho. ligação permanente.

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