“Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda.”

Pois é, essa famosa frase da nossa cantora Rita Lee me fez refletir em várias coisas… sério mesmo!! 3 delas vou mencionar aqui.

1- Síndrome da baixa auto-estima: todo imigrante deve ter essa síndrome e achar que todo mundo sabe mais que você e que devem ficar rindo da sua cara quando você pergunta alguma coisa mais de uma vez. Passei algum tempo curtindo essa síndrome, e digo que ela ainda não foi embora totalmente, mas hoje percebo que sou mais eu!! Tenho defeitos, tenho dificuldade em determinadas coisas, mas isso não pode me abalar e achar que não sei nada. Quanto mais o tempo passa, mais descubro que todo mundo é igual e que esse negócio de inteligência é muito relativo. Tô filosofando demais?? Hum… espero que esteja acompanhando o meu raciocínio. Sempre soube que meu QI não é dos mais altos, me considero uma pessoa bem esforçada🙂 mas tenho percebido que minha preocupação maior é aumentar meu QIE (nomeado por mim) – Quociente de Inteligência Emocional. Segundo o nosso dicionário popular online, Wikipedia, “Inteligência Emocional é um conceito em Psicologia que descreve a  capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.” Bacana, né? Tô tentando aumentar isso em mim…

2- Corpo sarado e mente sã: Quilinhos a mais são sempre indesejados, né? então resolvi me matricular numa academia. Bem, como só matricular não resolve nada, tive que começar a frequentar as aulas🙂 Já tem um mês e tô gostando bastante. São aulas diversas e turmas e professores bem animados. Meu objetivo tem sido ir 3 vezes por semana e até agora tô cumprindo meus horários. E uma boa dose de exercício físico ajuda em muito no seu dia-a-dia. Meu objetivo é sim perder uns quilinhos que não foram convidados e me sentir melhor com meu corpo, afinal algumas roupas já não entram mais😦. Além disso, é um tempo dedicado só a mim mesma e me sinto bem melhor quanto pratico exercícios – o que consequentemente melhora meu desempenho de raciocínio no trabalho ou em qualquer outro lugar. Mas… as aulas são bem puxadas… o que me leva para meu terceiro ponto deste post…. 

3- “…nem toda brasileira é bunda.”: Pois é, faço aulas bem mistas, de soquinhos no ar (BodyCombat) à ficar subindo  num degrauzinho (BodyStep) e também uma mistura de dança/jazz. Muito gostosa a aula, mas cheguei lá achando que ia abafar, afinal toda brasileira tem ginga, correto?? Errado – suei pra conseguir fazer os passinhos que as canadenses e até as chinesas (pasmem!!) estavam fazendo com a maior facilidade… E aí, concluí que tem gente que nasce com o samba no pé e tem gente que tem que suar pra conseguir fazer um passinho simples…

Agora eu tô malhando o corpo ao invés da mente. Por motivo de muuuita distância da minha aula de francês, tive que dar um tempo esse semestre, mas quero muito continuar no próximo ano; a língua é muito gostosa e tenho certeza que vai me ajudar muito num futuro próximo.

Bem, deixe-me ir agora cuidar das minhas coisas – que são muuuitas. Na próxima semana conto mais dessa minha vida doida.

Té mais,

Aline

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3 respostas a “Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda.”

  1. Cesar diz:

    Adorei o post. É isso aí. Sempre positiva e sem vergonha nenhuma.

    E a vida segue…

  2. Eliana diz:

    Oi Aline e Cristiano,
    Meu nome é Eliana e moro em Louveira interior de SP(70km), venho acompanhando vocês a algum tempo. Por acaso procurei umas dicas de viagem para a Turquia e descobri vocês. O interessante é que estive aí no Canadá com meu marido a exatos 12 meses e adoramos esse país.
    A tragetória de vocês é muito bacana e me faz todos os meses entrar no blog pra ver o que está acontecendo, parece até um big brother em que a gente fica torcendo pra ver vocês ganharem.Fique sabendo que torcemos muitos por vocês.
    Temos um filho de 6 anos que está indo para o year 2 no ano que vem, e pensamos em levá-lo para estudar no Canadá quando chegar ao ensino médio, tem tempo ainda mas já estamos sonhando e prospectando….
    Quanto à academia, vimos um pessoal fazendo aula na rua em Quebec, todos equipados e perna pra que te quero, a coisa é puxada… boa sorte.
    Abraço,
    Eliana, Alexandre e Leonardo (nosso filhote)

    • Aline diz:

      Oi Eliana.
      Ficamos muito felizes quando pessoas dizem que nos acompanham. É uma forma que achamos de ter contato com nossos amigos, familiares e futuros amigos, como vocês.
      Sobre a Turquia o Cris já foi lá duas vezes e pode sim te dar umas dicas (ele foi à Istambul e à Bursa). Sobre o Canadá, mesmo ainda sendo bebês, dois anos já se passaram e já temos muita coisa pra contar. Acho que a ideia de vocês virem pra cá quando seu filhote estiver maior é excelente. Bom saber que vocês já estão pesquisando desde já o processo e também já passaram 1 ano aqui. Isso desmistifica um pouco a ideia que as pessoas tem que morar fora é tudo mil maravilhas. No nosso blog, tentamos contar tudo, do bom e do ruim, afinal a vida da gente é assim.
      O pessoal aqui é bem ligado à questão do esporte/ginástica. Onde moramos, tem um parque bem em frente e gostamos de fazer caminhadas e pedalar lá de vez em quando. Mas agora o frio tá chegando e só nos resta ir pra academia mesmo.
      Bem, estamos por aqui se precisar de alguma ajuda.
      Abraços, Aline & Cris

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