Mudança é sempre bom

Uau! Quase um ano não passamos por aqui… Não abandonamos o nosso blog, só o colocamos ‘on hold’ por um motivo muito simples: correria da vida. Muita, muita coisa aconteceu nesse último ano e como qualquer outra pessoa no mundo, imigrante ou não, tem horas que temos que priorizar o que é realmente prioridade.

Por onde começar? Vou fazer um resumão e nos próximos posts podemos comentar mais detalhes dos últimos acontecimentos.

Após 1 ano eu ter pedido demissão do meu trabalho (veja esse post aqui), me dediquei exclusivamente para minha família e casa por 6 meses. Dias maravilhosos! Confesso que gostei bastante desse esquema de mãe-dona-de-casa…rs. Durante esse tempo, eu fiz vários passeios, planejei brincadeiras e viagens com a Manuela durante a semana e final de semana. Passados esses 6 meses, percebi que ela precisava interagir com outras crianças porque estava ficando super grudada comigo, afinal ela não estava indo a creche. Então, resolvi fazer uns ‘part-time’ como se chama aqui; trabalhos de meio período para ganhar uma graninha extra e assim poder pagar os custos de uma creche para nossa pequena. Eu ainda queria ficar mais tempo livre com ela em casa, então decidimos colocá-la apenas dois dias na semana por um período curto, tipo 5 horas diárias. Acho que foi uma excelente experiência e recomendo para as mamães que estão querendo voltar a trabalhar. Resumindo a história, alguns meses depois que ela estava adaptada (e amando!) a creche, a coloquei mais um dia na semana (e trabalhei mais um dia também) e comecei a pensar em voltar a trabalhar na minha área por tempo integral. Um pouco mais de 1 ano depois do meu último emprego, mandei uns 4 currículos e…. bum! – fui contratada em uma empresa que queria. Deus sabe o tempo das coisas. Manuela já super adaptada a creche, Cris e eu montamos um esquema de logística de deixá-la e pegá-la para que ela não ficasse por muitas horas lá. Posso dizer que até o presente momento, 10 meses depois, está dando super certo. Durante esse tempo, viajamos ao Brasil e outros lugares lindíssimos, recebemos nossas famílias e amigos aqui; passamos por invernos e primaveras (estou falando das estações do ano e também das estações da vida) e a vida fluiu normalmente.

A melhor notícia do post deixei para o final :)…

Voltamos de uma viagem de férias do Brasil em janeiro e alguns dias depois ‘nos’ demos a maravilhosa notícia: nosso bebê número 2 estava a caminho! Sim, estou gravidíssima de quase 8 meses já. Todos da casa estão muito felizes; a Manuela então, não se contem de felicidade. Então já sabem que virão outros posts contando a aventura de ser mãe de dois fora do país de origem. Por enquanto, só posso dizer que estou muito contente com esse nosso pequeno grande milagre (depois conto a história do porquê chamo de milagre). Ah, sim! É um menino! E o nome escolhido depois de vários meses foi Nicolas.

Depois dessa grande descoberta, resolvemos repensar na logística da nossa casa e decidimos começar a olhar outras casas um pouco maiores na nossa região. Começamos a olhar meio que sem compromisso, mais por curiosidade de ver como era e quanto valia e de repente, estávamos comprando uma e vendendo a nossa …. De novo, Deus sabe o tempo certo de cada coisa. Depois de muita conversa entre nós e com Ele, percebemos que esse era o melhor momento. O mercado estava a nosso favor de acordo com o estilo de casa que queríamos comprar e também o tipo de casa que é a nossa atualmente. Parece um pouco de loucura comprar uma casa alguns meses antes de entrar em licença maternidade onde a renda cai bastante (outro assunto para outro post), mas a vida é feita de riscos, né… mas com moderação!

É isso aí e mais um tanto de coisa! Vida de imigrante não pára; estamos sempre ‘mudando’…. Aguardem os próximos posts quentinhos. Apesar de que nas próximas semanas estaremos focados na mudança de casa, vamos passar por aqui pra dar um ‘oi’ rapidinho;)

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(Nem tanto) Sobre a greve dos caminhoneiros

**Antes de mais nada, já escrevi um outro post explicando o nosso ‘sumiço’ no blog, mas achei mais pertinente postar esse texto primeiro por ainda estar bem fresquinho…**

Resolvi passar por aqui rapidamente e escrever um pouco sobre a greve dos caminhoneiros. Na verdade, não é sobre a greve dos caminhoneiros, mas apenas compartilhar meu sentimento como cidadã brasileira que vive fora do país. Não tenho dados estatísticos, econômicos ou históricos para dividir, até porque isso aí os ‘especialistas’ no Facebook compartilham a todo momento.

Com frequência, quando acontece algo de grande impacto no Brasil como esse movimento, recebemos mensagens de amigos e familiares dizendo: “Ainda bem que vocês não moram aqui”. Por um lado, eu concordo, mas por outro quero dizer que mesmo não morando há quase 9 anos no Brasil, me importo e muito com o que acontece por lá. Brasil é o país que eu nasci, cresci, conheci meu esposo, me casei, firmei minha fé, tenho minha família de origem e muitos amigos. É um país que vejo grande potencial por ter um povo trabalhador, alegre e determinado; país com uma localização privilegiada, com uma natureza invejável, uma cultura de deixar muitos estudiosos de queixo caído. Sim, esse é o Brasil que eu vejo. Sei que virão pessoas dizendo: “Ah! mas o Brasil não está mais assim. Muita coisa mudou…” – também sei disso, pois acompanho os telejornais. Me sinto triste ao ver notícias de corrupção do alto escalão e mais triste ainda, quando ouço notícias de corrupção da população comum.  Trabalhei por vários anos indiretamente para o governo do meu Estado e me sentia inojada ao ver tanta sujeira. Me recusei a participar de ‘esquemas’ e senti na pele as ameaças por parte dos envolvidos. Isso foi também um dos motivos que me fez querer morar em outro país; queria experimentar um lugar onde a justiça fosse aplicada de verdade e eu tivesse os meus direitos e deveres garantidos por lei. Não me mudei por causa das ameaças, nunca me intimidei por elas, mas saí por querer viver experiências novas.

Ao chegarmos no Canadá, me deparei com um país extremamente organizado e prático e logo me identifiquei com isso. É claro que têm várias coisas aqui que eu não concordo ou acho que poderiam melhorar em muito, mas depois de quase 9 anos vivendo aqui, percebo que é possível sim, viver com dignidade, justiça e liberdade. É possível sim ter ‘Ordem e Progresso’ e isso é o que eu mais desejo para o MEU Brasil. Por duas ou três vezes tivemos o desejo de voltar a morar lá, mas após avaliar as situações, preferimos continuar por aqui até quando Deus nos enviar de volta. Tenho orgulho em ser brasileira e passo isso pra minha filha. Ela é canadense-brasileira e eu brasileira-canadense. Ela cresce falando fluentemente o português, assistindo Galinha Pintadinha, passa as férias comendo Chicabon, coxinha e suco de acerola.  Eu não permito que um governo corrupto e uma parte da população egoísta me desanimem; pelo contrário, isso me dá ainda mais forças para continuar a dizer: Eu sou brasileira e uma típica brasileira pode sim ser honesta, trabalhadora, preocupada com o meio ambiente e muito mais.

Talvez você esteja pensando: “Fácil pra você falar isso porque não está vivendo aqui no caos total.” Concordo em partes. Quando não estamos vivenciando algumas coisas na pele, fica mais fácil falar. Mas quando a gente está fora da situação, a gente consegue ver coisas de uma outra perspectiva e são com esses olhos que escrevo esse post hoje. Consigo ver um povo que quer e vai fazer uma grande e boa mudança no país. Um povo que está se informando cada vez mais. Um povo que não se recua ao ter que exercer seus deveres e sente muito prazer em desfrutar dos seus direitos. Não precisamos nos reinventar, mas precisamos nos redescobrir como pessoas, como cidadãos. Oremos por um Brasil mais cheio de Deus e menos de nós mesmos!

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Curtindo as pequenas coisas da vida

IMG_3937Tenho um lema que carrego comigo já há algum tempo e cada vez mais tem tido significado para mim: Carpe Diem! Ou seja, viva o momento! Numa era onde grande parte da população, incluindo crianças, vive do mal da ansiedade, viver o momento é um grande presente (esse trocadilho foi bom…rs). Viver o momento não significa não se planejar e ‘deixar que a vida leva eu’. Viver o momento também não significa que o que passou não foi bom. Viver o momento é dar um passo de cada vez; é aproveitar mais os detalhes que Deus nos mostra a cada instante; é ver a vida através dos olhos de uma criança; é fazer coisas simples, sozinha ou com quem se ama. Tenho vivido os momentos da minha vida diária. A gente gosta sim de viajar, e as viagens fazem parte da nossa opção de lazer para a família, porém, as viagens costumam ser curtas – duas ou três semanas – se comparadas com o nosso dia-a-dia. Euzinha aqui, curto as coisas cotidianas, tipo: tomar um café da manhã gostoso, dar e ganhar um beijo na Manu (e do Cris!), assistir um filme ou séries com o Cris, ver uma flor do jardim se abrir, brigar com os coelhos que comem a flor, ver minha afilhada pelo Facetime, conversar com Deus, andar de bicicleta ou tomar um sorvete. Coisas simples e que não custam dinheiro (quase) algum. O que vem além disso é lucro.

Dentro dessa filosofia “curtir o momento”, a gente tem aproveitado cada dia desse verão chuvoso de 2017. Estamos apertados de grana, então temos escolhido ir pra lugares mais próximos e mais em conta. Dois domingos atrás (dia 16), fomos no Rockwood Conservation Area conferir o local como sugestão de um colega de trabalho do Cris. Fomos apenas na parte da manhã pra conhecer o lugar, já que fica a menos de 30 minutos daqui de casa e gostamos muito do que vimos. Um lugar bem cuidado com trilhas, prainha, cavernas, rio (Eramosa River), lago e ruínas*. Bem gostoso pra passar o dia ou acampar se quiser, já que tem área de camping. Nos esquecemos de levar o carrinho da Manuela e no final achei ótimo não ter levado – ela correu pra todo lado, tanto nas ruínas, quanto na trilha. Nas ruínas, ela achou o máximo entrar numa porta sem porta, subir numa janela, andar na ponte e posar pra mil fotos. A mamãe também gostou até encontrar uma cobra (não sei tamanho ou que tipo era, só sei que quando vi saí correndo e Manuela só pedindo pra ver a cobra… aff!! Tenho pavor de cobras…Não, eu não tirei fotos…).

IMG_3924Durante nossa pequena caminhada na trilha, pudemos desfrutar de um ar puro e um silêncio da mata que era quebrado pela vozinha da Manu encantada a cada pedrinha que encontrava. Ela disse que estávamos na ‘jungle’ (floresta)… Fizemos apenas um pequeno pedaço de uma das trilhas que fazem um loop e depois fomos pra prainha até a chuva cair e nos mandar de volta pra casa. Na trilha, encontramos uma caverna (não entramos por motivos óbvios, mas pode ser explorada sim) e também um ninho de passarinhos que estava ao chão. Pequenas grandes descobertas pra gente e principalmente, para nossa filhota. Sair do mundo virtual dos desenhos e entrar pro mundo real onde se pode tocar e sentir é muito mais legal. Saímos de lá com gostinho de quero mais. Vamos voltar por aqui pra contar mais sobre esse lugar bacana que descobrimos a alguns quilômetros da nossa casa.

*As ruínas era onde ficava um antigo moinho de uma fábrica de lã.

Ruínas

Trilha e praia

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Um pouco de imaginação é sempre bom!

*Viagem feita em abril, mas só agora consegui escrever o post. Ops…!

 

walt_disney_and_mickey_mouse_logo_1Para comemorarmos o aniversário de 15 aninhos da Luísa (Xuxu), todos os irmãos e agregados se reuniram e a demos de presente uma viagem pra Orlando por uma semana com direito a parques da Disney e Universal. Fomos todos pra lá e também contamos com a agradável presença do casal de amigos Wellington e Marcela.

Alguns de nós já tínhamos ido pra lá outras vezes e outros era a primeira vez (como o meu caso). Mas acho que cada vez que se vai nos parques é como se fosse a primeira vez… além das muitas novidades, sempre tem um renovar das emoções, das expectativas e das pessoas que estão nos acompanhando na viagem.

Nos programamos meses antes, desde a compra das passagens até os restaurantes que gostaríamos de visitar e mesmo assim a gente fica meio perdido em meio a tanta informação. Um site que usamos muito com dicas valiosíssimas foi o Vai Pra Disney. São dois brasileiros que já trabalharam lá e também já visitaram os parques milhões de vezes; eles dão dicas de tudo o que você pensar! Por já existir sites tão bons e explicadinhos, não vou gastar tempo aqui falando sobre dicas e afins, vou relatar como foi nossa viagem e um pouco do nosso ponto de vista de algumas coisas.

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Hospedagem: Alugamos uma casa super bacana no Airbnb. Novinha, bem localizada, limpa e com itens que a gente precisa; quartos e banheiros suficientes. Não temos nada do que reclamar. Alugar uma casa quando se vai de turma é top, porque assim dá pra ficar junto e bater papo, tomar café da manhã em casa mesmo e também economizar nas diárias. Mas…. ainda quero ficar hospedada num dos resorts M-A-R-A da Disney…. sonho de consumo meu. Dormir no quarto do Rei Leão e tomar banho no banheiro da Ariel…ahhhh…. vem, dinheiro!!!

*Um comentário à parte sobre o Wal Mart: nunca vi tanto brasileiro fora do Brasil – em todos os parques e principalmente, no Wal Mart. A gente deve ser o maior público consumista dessa loja. Compramos nossos itens de café da manhã e aproveitamos para comprinhas extras. Tem muito item da Disney super em conta: roupas, canecas, chaveiros, malas, toalhas, bolsas e tudo mais que sua imaginação permitir. Vale a pena checar lá antes de gastar fortunas nos parques, se você quer comprar lembrancinhas pra família inteira.

Aluguel de carro: Alugamos dois carros pela Avis com desconto por sermos membros do Costco. Os carros estavam em excelente estado e tudo correu bem. Duas reclamações: 1- uma fila de imensa no aeroporto pra pegar os carros; 1 hora pra ser mais precisa. Bem cansativo depois de chegar de viagem você ter que esperar esse tempo todo na fila. 2- quando fomos devolver os carros, tivemos um imprevisto e não conseguimos abastecê-los antes da entrega e a taxa para abastecimento foi muuuito salgada.

Atrações em Orlando e arredores: Tem bastante coisa que pode se fazer em Orlando – free e ‘não-free’- e eu não vou me arriscar a listar todas elas, mas posso citar algumas que curtimos ou somente vimos enquanto passeávamos. A primeira é a famosa Disney Springs (antiga Disney Downtown) que é uma espécie de centro da cidade onde se tem lojinhas, retaurantes, música, shows, etc. Fomos lá numa noite apenas e saí com gostinho de quero mais (apesar que a outra metade do nosso grupo conseguiu voltar no dia seguinte, mas eu, Cris e Manu já tínhamos voltado pra nossa casa in Canada). Como os dias foram intensos nos parques, quando a noite chegava a gente queria um banho e cama… mas a vontade de conhecer mais e mais coisas nos fazia ajuntar os caquinhos e sair de novo. Nesse dia, estávamos comemorando o aniversário de casamento da Dri e do Leo e então, demos prioridade para jantar num lugar legal. Fomos no Rainforest Café, restaurante temático imitando a Floresta Amazônica (apesar que a Luísa observou que tinha elefantes e girafas… acho que juntaram a África também :)). Já tínhamos ido nesse restaurante em Niagara Falls – é bacana, mas o preço pode ficar salgadinho…. Além disso, nesse lugar tem lojas de produtos Disney incríveis! Ô vontade de ser rica e comprar uma blusa de cada personagem dos filmes!!! No Disney Springs também acontece o show do La Nouba do Cirque do Soleil – alguns do nosso grupo já assistiram ao show antes e disseram ser bacana. Também nesse centrinho massa, tem o Aerophile que é um balão de ar quente, porém preso a um fio no chão, ou seja, você não sai por aí sobrevoando os parques. A ideia é você ter uma visão panorâmica do lugar. Quase fomos nessa atração, porém quando fomos comprar os ingressos online, vi muitos comentários sobre a atração ser imprevisível devido ao clima – se chove ou venta muito, logicamente, o voo é cancelado. Ficamos receosos de comprar o ingresso e não coincidir o dia que poderíamos ir X tempo bom. Assim optamos por ver só de longe, mas quero experientar numa próxima oportunidade. No dia que chegamos, o povo que gosta de basquete (me inclui fora dessa), foi a um jogo da NBA pra sentir a emoção de estar lá. Segundo relatos, foi uma experiência super gostosa. No nosso último dia, visitamos também a Orlando Eye, famosa roda gigante de Orlando/Coca-Cola e também nos divertimos com os peixinhos no Aquário Sea Life. Gostamos bastante das duas atrações, mas a Manuela ficou mais encantada com o aquário e seus habitantes…rs. Não posso também deixar de falar do Cruzeiro da Disney que também já entrou pra minha wish list. Cruzamos com o navio deles durante nossa viagem as Bahamas que fizemos no mês anterior já relatada nesse post aqui. Só ouvimos bons comentários do navio – fora os preços…

Num dos dias de folga, como canadenses sedentos a uma prainha, resolvemos colocar os pés na areia e tomamos rumo à praia de Clearwater, uma das top 10 dos EUA. A praia fica a 1 hora e 40 minutos de distância da casa que alugamos, um pouquinho longe, mas valeu a pena. Foi um dia super gostoso que curtimos sol, mar e brisa…. e claro, um sorvete delicioso!

Parques: Optamos por ir em 3 parques (algumas pessoas do grupo também foram no Hollywood Studios). Na verdade, nossos planos eram apenas 2, mas aí ganhamos o Universal como presente dos irmãos 🙂 (Quem quer irmãos assim???? Thank you, guys!). Todos os parques foram ótimos, e cada um com um toque especial. A infra-estrutura dos parques é coisa de outro mundo e com muuuitas opções de compras (tem lojinha de tudo o que você pensar. Duas lojas só da Betty Boop!) e também de comes e bebes. Portanto, pode guardar uma graninha extra porque é difícil você não querer levar aquele moleton fofo da Minnie ou uma caneca da Cinderela… Pros pobres como eu, tem várias opções de imãs de geladeira 😉

  1. Universal Studios: Um parque que te faz voltar uns anos atrás e relembrar filmes como Transformers, Shrek, The Simpsons, E.T. e MIB. Para os fanáticos por Harry Potter, este é um dos parques com uma das atrações. Lá é sobre a parte Diagon Alley – pra quem entende disso. Eu e o Cris não somos muito fãs da saga do bruxo (sorry, guys), mas pra quem curte, é bem legal. A área para crianças pequenas é temática do Pica-pau – outro personagem bem antigo – e tem brinquedos bem simples e seguros para nossos pequenos. A Manuela amou a área do Curious George, mas não animou se molhar nos brinquedos com água (rsrs). E também preciso registrar isso aqui: um dos brinquedos que ela mais gostou foi uma área com 3 escorregadores dos mais simples possíveis e uma mini parede de escalada… Conclusão: Os parquinhos públicos aqui pertinho de casa ficam mais baratos….!!! (Na verdade, a viagem foi pra nós, os marmanjões de plantão! Manu vai curtir daqui uns anos).
  2. Magic Kingdom: Como o próprio nome fala, realmente é um reino mágico onde tudo fala, canta e dança. Um lugar de alto nível de detalhes para trazer a ideia de que realmente você está em outro mundo. O parque é enorme e um dia passa longe de ser suficiente para ver as principais atrações. É um lugar onde se pensou em tudo para todas as idades e pessoas. Tem estacionamento de carrinhos de bebês, aluguel de cadeiras de rodas, wi-fi e um app do lugar que te fala o tempo de espera em cada fila dos brinquedos. É ou não é demais? Pra você que gostaria de visitar a casa do Mickey e da Minnie, pode tirar seu cavalinho da chuva porque eles foram desalojados. A casa deles foi desativada já há alguns anos e imagino que eles foram morar em Miami :). Mas o castelo da Cinderela… ah!!! O castelo…. Lindo de manhã, de tarde e de noite. Não consegui visitar o castelo por dentro porque estava com os horários restritos, mas minha irmã disse que por dentro é meio ‘sem gracinha’ (tem uma parte grande do castelo que é reservada para festinhas particulares). Então, vou ficar só sonhando com ele do lado de fora mesmo.

    Também curtimos o desfile dos personagens e por acaso, pegamos um lugar super bom onde pudemos ver bem de pertinho os personagens nos seus carros cantando e dançando e interagindo com o público. Uma coisa muito legal que observei foi que a medida que o carro alegórico daquele filme passa, a música tema é tocada nas caixas de som, ou seja, essas caixas não são interligadas, elas acontecem separadamente… haja sincronização!

    A montanha-russa da Branca de Neve e dos 7 anões é a bam-bam-bam do momento e nossa turma só conseguiu ir no brinquedo depois da meia-noite quando a fila estava menos de 40 minutos de espera… Manuela reconheceu várias princesas e demais personagens e foi apresentada ao fofo elefante Dumbo. Amou voar com ele! Também foi apresentada à Ariel e achou lindo ir na gruta dela. Pra você que acha que o Magic Kingdom vive só de princesas e Mickey está enganado; lá você vai encontrar Piratas do Caribe, Ursinho Pooh, Pinóquio, Monstros, Toy Story e outros mais.

  3. Islands of Adventure:  The best – na minha opinião. Tem um pouco de tudo com muita adrenalina. Para a Manuela, a área do Dr. Seuss foi a mais legal. Para mim, não há combinação mais perfeita que montanha russa + água. Amooo! E aí meu caro, depois que me molhei na primeira volta, ou melhor, ensopei, fui várias vezes nos brinquedos da área da Toon Lagoon – d-e-l-í-c-i-a!! Fiquei com a roupa molhada até irmos embora, mas valeu a pena. Lá tem um castelo do Harry Potter também (Forbidden Journey) e mais um tanto de atração e lojas da saga. Achei bem bacana o fato de que enquanto você espera na fila da montanha russa do HP, na verdade, você vai entrando no castelo e existe várias intereções com o público, o que faz disso uma experiência bem interessante e você nem vê o tempo de espera na fila.  Marvel também se faz presente com as montanhas-russas do Homem Aranha e Incrível Huck sendo destaques na adrenalina e nas filas gigantes. No finalzinho do dia, obviamente, as filas ficam bem pequenas e me lembro que enquanto eu esperava o pessoal ir em algum brinquedo (Manu estava dormindo), o Cris disse: “Vou no Incrível Huck. Não tem fila nehuma.” Ele foi sozinho e voltou em menos de 10 minutos…rs. Fica a dica!  O parque ainda conta com as atrações do Jurassic Park (Uau! Tô ficando velha… filme da minha infância) e do King Kong.

Para uma viagem de uma semana com uma criança pequena e um bebê (Manu e Ceci – minha linda afilhada), a escolha de 3 parques é uma ótima escolha no nosso ponto de vista. Os dias de parque são dias intensos, se sai cedo e só volta bem de noitão, além da gente ficar em pé a maior parte do tempo. Portanto, no dia seguinte a gente fica bem cansado. Lembrando que ainda tínhamos que carregar Manuela nas horas que ela não queria ficar no carrinho… aja braço!! Assim sendo, pra nós foi ótimo intercalar dias de parques com dias de descanso ou atrações mais tranquilinhas. Eu fiz uma avaliação rápida e acho que crianças a partir de 7 anos devem ser as que mais curtem o parque; digo na sua totalidade. Elas provavelmente já assitiram a todos os filmes e tem o seu super heroi ou princesa prediletos. Elas também já terão altura mínima para a maioria dos brinquedos e podem ao mesmo tempo, desfrutar dos brinquedos dos pequeninos.

Uma coisa que talvez eu me “arrependa” foi não ter tirado mais fotos…. mas digo entre aspas porque na verdade fiz uma escolha de curtir mais e tirar menos fotos. É muuuita coisa pra se ver, fazer, cuidar de criança e etc e tal e a vontade é de ‘clicar’ a cada passo, cada personagem, cada brinquedo, mas escolhi economizar nos cliques dessa vez. Cada um da turma tirou as fotos que gostaria, mas pelo que vi, a maioria seguiu mais ou menos essa filosofia também – algumas imagens ficaram registradas apenas nas nossas memórias.

Como podem ver, Orlando é cheia de atrações gratuitas ou baratas, então o bacana é aproveitá-las ao máximo. Voltei da viagem já programando a próxima, querendo reservar um café da manhã no restaurante do Mickey e um jantar com a Cinderela ou a Bela. Na verdade, todos eles nos convidaram para ir visitá-los, mas nossa agenda estava cheia dessa vez, e tive que recusar os convites, mas tive que prometê-los que iria vê-los novamente em breve! 😉

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150 anos do nosso Canadá!

logo150Que alegria! Que privilégio estar vivendo aqui nesta data tão marcante para o país! Um país que proporciona a todos oportunidades, alegrias e desafios. Um país que vem se construindo com dignidade, respeito e cooperação. Um país que zela pelos seus princípios sem desmerecer valores tragos por outras culturas e nações. Sim, um país livre, mas que honra seus antepassados britânicos e franceses.

Em 1867, essa terra deixou de ser um lugar de ninguém e passou a ser um lugar de todos. Se fortaleceu e províncias e territórios foram estabelecidos e se uniram. Tantas coisas aconteceram de lá pra cá e tantas outras foram criadas que vou arriscar citar algumas das famosas invenções: a poutine, a barra de chocolate, o lacrosse, a caixa de ovos, o hockey, a insulina, o marcapasso, o walkie talkie, o saco de lixo, o telefone, o basquete.

Invenções e inventores que mudaram e melhoraram o nosso mundo. E de certa forma, posso dizer que o Canadá também melhorou minha vida. Me trouxe novas expectativas, novos desafios, novas conquistas. Também me trouxe um presente chamado Manuela. Só posso esperar por um futuro próspero e cheio de surpresas.

Nesse dia, só me resta agradecer por morar num país tão abençoado e bonito por natureza. Ops! Essa frase se refere a outro país, né?, mas posso usar para o país do gelo também.

Happy anniversary, Canada!

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Cruzeiro Carnival Sunshine 5 dias Bahamas

Depois de anos hesitando, finalmente fizemos o nosso primeiro cruzeiro. Sempre tivemos receio, pois Aline é daquelas pessoas que enjoam com grande facilidade, mas depois de uma boa pesquisa, resolvemos embarcar na nossa primeira aventura marítima e gostamos bastante da experiência. Não sentimos praticamente nada durante todo o cruzeiro.

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Fizemos o cruzeiro de 5 dias da empresa Carnival no navio Sunshine. O cruzeiro partiu de Porto Canaveral na Flórida e fizemos 3 paradas em diferentes ilhas das Bahamas:

1º dia: Saída do Porto as 4pm (embarcamos as 12:00pm)

2º dia: Parada em Freeport (8am – 4pm)

3º dia: Parada em Nassau (8am – 4pm)

4º dia: Parada em Half Moon Cay (8am – 3 pm)

5º dia: Dia no mar sem paradas

6º dia: Chegada em Porto Canaveral as 8am

Resolvemos chegar em Orlando um dia antes do nosso Cruzeiro e voltamos um dia depois da nossa chegada na volta. Nestes dias extras, alugamos um carro e fomos para Cocoa Beach, praia que fica pertinho do local de embarque em Porto Canaveral. Achamos muito bacana a estrutura de Cocoa Beach. Como fechamos nosso cruzeiro de última hora, não tinham muitos hotéis disponíveis nos valores que gostaríamos de pagar, então ficamos em hotéis mais simples (Motel 6 na ida e International Palms Oceanfront Resort na volta). Como foi somente 1 noite em cada hotel, foi realmente o que precisávamos.

Cocoa Beach:

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Freeport: Chegamos em Freeport por volta das 8am. Saímos logo cedo do navio e pegamos um táxi ($14 por pessoa) para Taino Beach (cerca de 20 minutos).

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Nassau: Chegamos em Nassau por volta de 8am e ficamos na região do porto mesmo. Fomos para Junkanoo Beach (20 minutos de caminhada).

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Half Moon Cay: É a ilha privada da Carnival. Apesar do tempo estar super fechado e carregado de nuvens, esta foi, na nossa opinião, a melhor parada. Umas das praias mais bonitas que já visitamos.

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Atividades no navio: O que não faltava era coisa para fazer no navio. Todos os dias eles deixavam no nosso quarto qual seria a programação do dia seguinte.

O Carnival Sunshine possui: quadra de basquete, parque aquático, piscinas, teatro, cinema, mini golf, ping-pong, parquinho infantil, clube para reunir crianças, adolescentes e jovens, casino, várias opções de restaurante, palestras de diversos tópicos e por ai vai…

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Que venham outros cruzeiros 🙂

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Qual o preço do seu tempo?

Estamos em falta com nosso blog, mas tem momentos na nossa vida que temos que dar prioridades pra certas coisas e assim, outras ficam de lado temporariamente. Muitas coisas aconteceram nesses últimos meses: perdas e ganhos, mudanças e estabilidade, decisões e dúvidas. E tudo isso faz parte da vida, afinal, sem essas “emoções” a vida seria bem sem graça, né?
Já tem um tempo que comecei a escrever um post e acabei não finalizando-o. Queria falar um pouquinho sobre maternidade. Não é assunto novo nem aqui no nosso blog nem no mundo virtual, mas cada mãe tem sua visão e experiência e eu gostaria de compartilhar mais um pouquinho da minha jornada até então, poucas semanas depois da nossa pequena completar 2 aninhos.
Escrevi esse post quando ainda estávamos no Brasiiiiil…. Curtimos o nascimento da minha sobrinha Cecília (linda de viver!) e aproveitamos pra descansar um pouquinho também, e obviamente, desfrutar da maravilhosa companhia da família e amigos. Mas isso é assunto pra outro post em breve….

Sem dúvida alguma, o ‘item’ essencial para se ter durante a gestação e por todo o resto da vida é o tão falado AMOR. Isso foi escrito há muitos anos atrás, em vários livros e principalmente, nos livros da Bíblia. Mas não vim falar sobre esse item hoje. Quero compartilhar outro sentimento que tem me feito tomar grandes decisões.

Além da paciência, criatividade, carinho, e etc, descobri que a maternidade/paternidade precisa de muuuita DISPONIBILIDADE. Sim, disponibilidade. Podemos chamar também de dedicação, abnegação ou disposição. Todas essas palavras fazem parte do mesmo contexto ao meu ver. Desde a gravidez, abrimos mão de muitas coisas em prol de um ser que ainda é menor que um amendoim. Abrimos mão de roupas da moda e sapatos de salto alto, de uma reforma da casa e de um passeio de mergulho, de pintar os cabelos brancos e de fazer um curso de francês. Quando nasce, precisamos estar disponíveis/dispostos pra acordar a cada duas horas, a comer comida fria, a tomar um banho de 3 minutos, a trocar todo o guarda-roupa. A gente abre mão das festinhas de casais e cineminhas no sábado à noite, abre mão de uma maquiagem bem feita ou unhas pintadas com capricho. O orçamento doméstico também precisa estar disponível para mudanças. Ao invés de um sofá novo, um guarda-mini-roupas, ao invés de queijos finos e chocolates, uma variedade de frutas e comidinhas saudáveis. Quem também passa pelo crivo da disponibilidade para mudanças é o tão procurado senhor TEMPO. Soneca do domingo à tarde não existe mais -para os pais, é claro – enquanto o bebê dorme, todo o resto da casa ‘te chama’. Pra sair no horário, precisamos nos preparar com algumas horas de antecedência e ainda chegar atrasados de vez em quando. Principalmente se a criança já estiver na fase do desfralde. Coloca a criança no vaso com bastante antecedência, mas ela só resolve  ‘fazer o serviço’ na hora que ela já está sentada na cadeirinha dentro do carro.
E pra não deixar de falar que toda a comunidade precisa estar disponível para receber o novo ser humano. Isso inclui parentes, amigos, vizinhos, como também os empregadores dos pais, os supermercados, a cidade. O nascimento de um bebê mexe com todos e como diz o ditado africano: “É preciso uma aldeia inteira pra se educar uma criança.” Isso é a mais pura verdade. Ninguém educa um filho sozinho.

Descobrimos que a disponibilidade do nosso tempo estava muito restrita e estávamos desfrutando pouco da companhia da Manu e como todos sabem, time flies! Assim, depois de 10 longos meses (depois que acabou a minha licença-maternidade) resolvemos tomar a decisão de nos dedicar mais a ela e eu pedi demissão do meu trabalho. Já se foram quatro meses que me dedico tempo integral à Manuela, minha casa e meu esposo. Que decisão difícil! Mas que decisão acertada! Ainda estamos nos ajustando; temos planos para que eu volte a trabalhar, mas por menos horas diárias ou semanais e também mais próximo de casa. Cremos que cada casa, cada família funciona de um jeito e só os pais sabem o que melhor se adequa dentro da sua realidade.

Depois vou postar sobre minhas atividades com Manuela durante esses meses. Como é bom saber que estou dedicando esse tempo pra ela (ou será pra mim?!?) e que já estou colhendo frutos dessa escolha.

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Combo 3 em 1

Parte da série: Pontos turísticos de Toronto e redondezas

No início de julho, tivemos um fim de semana prolongado em celebração ao dia do Canadá, 1 de julho. Clima extremamente favorável para passeios, picnics, caminhada e tudo mais que se puder fazer do lado de fora das quatro paredes. E assim fizemos e não perdemos um minutinho sequer, começando na quinta-feira final da tarde – pré-feriado.

Quinta-feira, 30 junho – Parquinho

Esse não é exatamente um ponto turístico da cidade, mas a fofurice da Manuela é tanta que resolvi incluir no post e deixar uma diquinha… Por quê não?!? Rsrs.

Toronto, Mississauga e as demais cidades da GTA são recheadas de parques. Alguns apenas com um gramado e árvores para você se sentar e relaxar, outros com brinquedos de parque para crianças (balanço, escorregador, etc), outros com o tal do “splash pad” (não sei a melhor tradução, mas a ideia é uma área com vários tubos por onde sai água para as crianças se refrescarem), outros com trilhas  para caminhadas e pedaladas. Enfim, você não precisa gastar nem um tostão para se divertir, se esse for o problema.

Aqui você acha os parques de Toronto e aqui os parques de Mississauga.

Sexta-feira, 1 julho – Canada Day – Downey’s Farm

Fomos convidados pela nossa querida amiga Adriana para passar o dia com ela e sua turma na fazenda. É uma fazendo de verdade, para aqueles que acham que não existe fazendas no Canadá por causa do frio. Tem plantações, bichos, flores e barro. Mas o povo aqui é bem criativo e esperto e abre as portas das fazendas para o público na época das colheitas (maio a setembro). Cada fazenda tem sua especialidade, essa que fomos por exemplo, se colhe morangos e framboesas em julho, maçãs em agosto e abóboras em setembro.

Eles geralmente oferecem diferentes brinquedos para as crianças. Veja alguns deles nas fotos abaixo. Desculpe-me pelo grande número de fotos, mas foi difícil selecionar…rs.

Além disso, proporcionam a oportunidade das crianças terem contato direto com os animais. Havia um mini curral com vários tipos de bichos lá e muitos deles ficam soltos, andando entre os turistas curiosos. Pra mim, duas coisas me fizeram rir muito: uma placa que dizia assim:

“Esses são animais de verdade. Eles podem morder.
Tente não se mostrar muito apetitoso.”

e a outra coisa foi presenciar o estresse de uma galinha tentando fugir de uns meninos pentelhos. A criançada daqui não tem costume de ver galinhas vivas, então ficam altamente empolgadas quando encontram com uma… Pobre galinha…rsrsrs.

Difícil dizer do que a Manuela mais gostou: se dos brinquedos, dos morangos ou dos bichinhos, ou é claro, da presença da amiguinha Amy.

 

Sábado, 2 julho – Lakeside Park

O sábado foi mais relax, pois como a temperatura estava super agradável mas não o suficiente para irmos pra água, (piscina, lago, mangueira ou qualquer outra coisa que tenha água) resolvemos ir para um parque perto de casa. Como falei acima, o Canadá é cheio de parques. Fomos no Lakeside Park que como o próprio nome diz, fica às margens do Lago Ontário. Fizemos um picnic style e enquanto as crianças brincavam na areia/parquinho/splash pad, nós adultos estávamos curtindo preguiça debaixo da sombra de uma bela árvore. Bem, na verdade, os momentos de ficar curtindo preguiça debaixo da árvore foram raros porque tínhamos no total 3 crianças abaixo de 3 anos, então, você já imagina que não foi assim tããão relax….rsrs. Enquanto um sobe num brinquedo muito alto, o outro come areia e o outro…. Cadê o outro?!? …rsrs.

 

Domingo, 3 de julho – Bronte Creek Provincial Park (piscina)

Acordamos com muitos planos de lugares para ir, mas  sem nada concreto. Brincando com Manuela no jardim, percebi que o dia estava lindo e o clima perfeito pra piscina. Bora nadar! Arrumamos nossa malinha, que aliás, tem ficado semi-pronta nesses dias de verão, e partiu piscina! Convidamos mais uma vez a Adriana e família e eles se juntarem à nós algumas horas depois que já havíamos chegado no lugar. Esse piscina fica no Bronte Creek Park em Oakville. É sem dúvida, uma das maiores piscinas que já vi. Como toda boa água canadense, a água é ge-la-da. Não tem como ser diferente, não dá tempo da água esquentar considerando que ela ela estava congelada até pouco tempo atrás. Enfim, o jeito é se enfiar de cabeça e tremer todinha. Ou então você quase nunca vai entrar nas águas naturais daqui.

Esse parque também tem uma área de camping e uma mini fazenda. Ainda não conhecemos essas duas atividades que eles proporcionam aos visitantes.

O valor é bem acessível, principalmente para uma família grande. $17 por carro e $3,25 para adultos. Eles possuem uma lanchonete lá com fast food, que é gostoso e não é caro. Se você quiser levar seu lanche, more than welcome. E se quiser fazer seu ‘churras’, é só ir pra área reservada para tal.

Como pode ver, a gente adora explorar nossos arredores e no verão, não paramos quietos em casa nem um fim de semana. Curtição do início ao fim!

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Ontario Summer Games 2016

Não é novidade para ninguém de que os olhos do mundo esportivo estão voltados para Rio 2016 e como um apaixonado por esportes, não escondo minha frustação tristeza em não poder presenciar estes jogos olímpicos tão esperados. Provavelmente os ultimos jogos olímpicos que eu teria a chance de ver acontecendo no Brasil. Mas isto não tira minha animação em acompanhar pela a telinha as competições.

Em outro nível técnico esportivo, vários jovens atletas estarão participando dos jogos de verão de Ontário que este ano acontecerá em Mississauga durante os dias 11 e 14 de Agosto. Os jogos de verão de Ontário ocorrem a cada 2 anos e quando vi que Mississauga seria sede dos jogos, fui pesquisar mais sobre o evento:

– Serão 3.500 atletas de toda a província de Ontário

– Idade entre 12 a 18 anos

– 34 eventos esportivos

– 22 locais

– Todos os eventos são gratuitos, exceto a cerimônia de abertura

O Canada está longe de ser uma potência esportiva e apesar de ter uma sólida base de atletas, a grande maioria não se profissionaliza quando se chega aos anos universitários. Mas o que percebo é que os esportes fazem parte da vida da maioria das famílias canadenses, seja nos centros comunitários, escolas ou campos espalhados pela cidade com as ligas de baseball, futebol, tênis, basquete, volei e por ai vai. E claro os esportes de inverno, onde aí sim, somos uma potência mundial.

Entao se voce está na grande Toronto e quer ver a nova geração de Ontário competindo, dê uma olhada no site do evento e faça a sua programação.

Algumas dicas para aproveitar o verão e ainda assistir aos jogos de verão de Ontário:

Jack Darling  Park: O parque vai ser a sede do triatlo para atletas de 15 e 16 anos. As competições serão logo pela manhã, entao dá para acompanhar os atletas e depois aproveitar este parque que é um dos mais concorridos e bonitos de Mississauga. O parque tem um belo parquinho para as crianças, splash pad, prainha e uma bela vista de Toronto.

Lakefront Promenade: O parque vai ser a sede do volei de praia feminino e terão competições durante todo o dia na sexta, sábado e domingo. Entao dá para curtir algumas partidas e ainda fazer uma caminhada neste belo parque e marina.

Erindale Park: O parque será a sede das competições de arco e se você acha esta competição um pouco entediante, ainda assim recomendo a visita a este parque. Ele tem uma bela trilha (Culham Trail) que margeia o Credit River e parece não ter fim (são 12 kms de trilha que se inicia no Erindale Park). Este parque vale a visita em qualquer estação do ano.

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Lakeside Park: O parque será a sede das competições de ciclismo de rua. Apesar de não ser um parque muito popular de Mississauga, gostamos bastante de lá, pois ele é normalmente bem tranquilo de se achar estacionamento, tem um belo parquinho e splash pad para as crianças e uma praia (não apropriada para banho) de pedras com uma bela vista de Toronto.

 

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Toronto Islands / Ilhas de Toronto

A atração de hoje são as ilhas de Toronto, uma das nossas atrações favoritas na cidade de Toronto. Ideal para conhecer de maio a outubro, sendo o verão a estação que a gente aproveita mais.

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Vista do ferry saindo de Toronto

Basta Pegar o ferry no Jack Layton Ferry Terminal (que a propósito, vai passar por uma grande reforma) e em 20 minutos estará em um dos 3 pontos da ilha: Centre Island, Ward’s Island ou Hanlan’s Island.

Dica: no verão, as filas para o ferry podem ser bem grandes, portanto compre o ingresso antecipado online e você não precisará enfrentar a fila da bilheteria.

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Tia Emilia de modelo na ilha

A grande maioria das pessoas pegam o ferry que leva para a Centre Island, nós na verdade preferimos pegar o ferry para a Ward’s Island (parte leste da ilha), pois lá tem a praia que preferimos. Realmente a parte central da ilha é onde ficam localizadas grande parte das atrações, então se for a primeira vez visitando a ilha, talvez seja melhor começar pela Centre Island.

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A ilha é razoavelmente grande para caminhar toda a pé, são aproximadamente 5 quilômetros de ponta a ponta. Minha recomendação é levar sua bike ou alugar uma seja em Toronto ou na própria ilha. A barraca de aluguel de bicicleta fica localizada na parte central da ilha e vale ressaltar que as bicicletas alugadas na ilha parecem ser da década de 20, então já vá preparado para praticar uma boa pedalada.

Nossa primeira visita quando chegamos no outono de 2009

Nossa primeira visita quando chegamos no outono de 2009

A ilha possui basicamente 4 praias para banho, como disse, nossa preferida é a Ward beach. As outras são Centre Beach, Gibraltar Point Beach e Hanlan Beach. Atenção que a praia Hanlan é uma praia de nudismo (e o povo fica pelado mesmo!) e também conta com grande público gay. Nossa experiência foi digamos, traumatizante…hahahaha!!

Agosto de 2014 na Ward beach

Agosto de 2014 na Ward beach: Luísa, Aline e Manu (na barriga)

DSC01897Além das praias, os principais pontos para visitação na ilha são um mini zoológico, um parque de diversão na Centerville, uma igrejinha, algumas marinas, uma galeria de arte, o farol Gibraltar, quadras de tênis e por aí vai.

 

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Igrejinha

Igrejinha

Como podem ver, tem muita coisa e um dia lá passará muito rápido e provavelmente não conseguirá ver tudo. Além é claro, dos eventos que ocorrem durante o ano: Dragon Boat Race, corrida de rua, festivais, etc, etc. Já fomos várias vezes na ilha e basta ter uma visita aqui em casa que a Toronto Islands está sempre na lista de lugares pra passear.

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Longboat race 2014

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Longboat race 2015

Opções de refeição: O legal é levar as coisas para fazer um belo picnic, mas se por algum motivo não der para levar, opções é o que não faltam. Bem no centro da ilha tem uma lanchonete que vende pizzas e cachorro quente e no parque de diversão também tem uma pequena praça de alimentação. Já ao leste da ilha, está o Island Café e Rectory Café. Bem do lado da doca da Centre Island tem um restaurante que se chama Shopsy’s (ainda não fomos nesse).

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Vista do ferry boat saindo da ilha

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Unionville – Markam – Ontário

Assim que chegamos na cidadezinha histórica de Unionville em Markam, minha mãe olhou para mim e disse: “Nossa, quando acho que ja conheci todos os lugares em Toronto, vocês sempre encontram outros mais bonitos para me trazer.”

E foi assim, sem muita pretenção que fomos passar o dia no vilarejo histórico de Unionville em Markam. Fundada em 1794, o vilarejo se resume a uma rua principal, um lago e uma estação de trem, tudo isto dentro de um bairro residencial na região de Markam/Ontário.

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No final de semana que visitamos, estava acontecendo o festival de rua de Unionville, mas eu recomendo visitar o local em qualquer época do ano (no inverno, o lago é uma grande pista de patinação). Para admirar as construções históricas da Main St., recomendo inclusive a visita em um dia mais tranquilo.

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Uma das atrações do festival de rua era um passeio de trem entre as estações de Unionville (uma das mais antigas do Canadá) e Markham. Este passeio somente acontece em dias especiais, mas se você quiser fazer um passeio em um antigo trêm, durante todo o verão acontecem passeios entre Uxbridge e Stouffville. Detalhes no site da York-Durham Heritage Railway (destaque para as crianças que gostam do desenho “Thomas the Tank Engine”, pois eles tem um passeio especial em Agosto com direito a conhecer Sir Topham Hatt).

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Ficam aqui algumas fotos deste nosso passeio:

Main St.

Main St.

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Levamos nosso lanche para comer no passeio de trem.

Levamos nosso lanche para comer no passeio de trem.

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Cayo Santa Maria – Cuba – Resort Iberostar Ensenachos

E mais uma vez comprovamos que Cuba tem as praias mais bonitas que já conhecemos. Acabamos de voltar de 1 semana em Cayo Ensenachos, uma ilha na ilha de Cuba e desta vez não saímos do Resort para nada. Por isto o post será um review do Resort Iberostar Ensenachos.

O ponto vermelho é onde fica a ilha de Cayo Ensenachos.

O ponto vermelho é onde fica a ilha de Cayo Ensenachos.

Nosso pacote foi com a Sunwings, empresa canadense de turismo, e não tivemos do que reclamar. Nosso voo saiu cedo de Toronto e em menos de 4 horas já estávamos em solo cubano. Viajamos com nossos passaportes canadenses e meus pais com passaportes brasileiros. Para ambos os casos, bastou preencher um formulário que era nosso visto para entrada no país. Porém, se você viaja do Brasil para Cuba direto, acredito que precisará de solicitar o visto com antecedência no consulado cubano no Brasil.

Um ponto negativo desta região de Cuba é que se gasta 1 hora e 40 minutos de transfer até chegar no resort; porém neste percurso, se vê um pouco de pequenos vilarejos cubanos e se passa pelos 48 kms de estrada construída no meio do mar para chegar as ilhas.

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Estrada contruída no meio do mar caribenho à caminho do paraiso.

O Iberostar Ensenachos é um complexo de 3 resorts em 1. Ficamos na parte central, que se chama Park Suite, onde é voltado para famílias com crianças. Eles ainda tem uma ala somente para adultos e outra mais afastada mais VIP.

Chegando no Iberostar

Entrada do Iberostar

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Como se pode ver acima, o resort possui 2 praias: Megano e Ensenachos. Fomos somente 2 vezes na praia Ensenachos, pois gostamos mais da Megano, que também era mais próxima do nosso quarto 🙂

Praia Megano (maioria dos dias parecia uma grande piscina)

Praia Megano

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Praia Megano (maioria dos dias parecia uma grande piscina)

Praia Ensenachos, ótima para fazer snorkel próximo as rochas.

Praia Ensenachos: ótima para fazer snorkel próximo as rochas

O resort possui diversas atividades e praticamente todas inclusas no pacote:

Ponto náutico com caiaques, pedalinho, barco a vela.

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Aulas de tênis com o Reno Lopez. O Reno é um ex-atleta cubano que já disputou torneios da ATP e foi um privilégio ter feito algumas aulas com ele. Ele é bem famoso com uma galerinha canadense que vai sempre para o Resort, então se você curte tênis, sugiro ir bem cedo na área das quadras e marcar seu horário com ele.

Fazia 1 hora de aula com ele.

Aulas de tênis com Reno

Snorkel – A vantagem deste resort é que você não precisa fazer uma excursão para fazer snorkel em um lugar bacana. Na praia Megano tem uma embarcação naufragada que se tornou uma ‘casa’ para uma boa variedade de peixes e na praia Ensenachos tem um paredão rochoso que tem muitos peixes diferentes – vimos até uma arraia 🙂

Com este mar, nem precisava de snorkel para ver os peixes

Com este mar, nem precisava de snorkel para ver os peixes

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Outras atividades eram pilates, vôlei, bingo, academia, tiro, hidroginástica no mar e por aí vai (com certeza, estou esquecendo de várias…rsrs)

Alimentação

Uma coisa que muitos turistas reclamam em Cuba é sobre a alimentação, e realmente se compararmos com outros resorts do mesmo nível no México ou República Dominicana, os cubanos ficam um pouco atrás, mas nada que se você não for muito exigente irá se importar. Mas no quesito simpatia, eu coloco os cubanos em primeiro lugar.

O Iberostar Ensenachos Park Suite possuiu 1 buffet (Ventanas) e 4 a la carte: Japonês (Azia), Mediterrâneo (La Punta del Pirata), Italiano (Palazzo) e Cubano (Padilla). Nós experimentamos os 3 últimos e sem dúvida, o Mediterrâneo é o melhor de todos.

 

Manu adorou as frutas

Manu adorou as frutas frescas

Restaurante Cubano

Restaurante cubano Padilla

Restaurante Mediterrâneo

Restaurante Mediterrâneo La Punta del Pirata

Piscinas e parque aquático infantil

Manu sempre queria ficar um pouco mais na piscina.

Manu sempre queria ficar um pouco mais na piscina.

E só servia descer no tubalão :P

E só servia descer no “tubalão” 😛

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E fechamos nossa semana de descanso com um belo pôr do sol visto do restaurante mediterrâneo:

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Atrações Canadá – CN Tower / La Tour CN

Percebi que muitas das principais atrações de Toronto e região nunca tiveram um post dedicado somente a elas aqui no blog. Já visitamos várias destas atrações por diversas vezes e curtimos bastante, principalmente quando levamos alguém pela primeira vez e podemos admirar com um novo olhar coisas que as vezes passam desapercebido.

E a CN Tower é a primeira destas atrações que vamos falar. Já subimos umas 5 vezes na torre, porém ainda não fizemos todas as atividades que ela proporciona, mas vamos chegar lá.

Nossa primeira visita em 2007 na nossa lua de mel.

Nossa primeira visita em 2007 na nossa lua de mel.

Se você curte a história dos lugares, pode clicar aqui para ler a história da torre de 553 metros de altura (equivalente à um prédio de 147 andares) e inaugurada em 1976.

Dri e Leo em 2012

Dri e Leo em 2012

As atividades disponiveis na CN Tower são:

Observatórios: Claro que um dos principais motivos de se subir no alto da CN Tower é poder ver a cidade de outro ângulo. E são diversas opções: Andar no chão de vidro (glass floor), LookOut, Terrace, SkyPod (ponto mais alto de visitação da torre).

Nossa segunda visita em 2010 com meus pais.

Nossa segunda visita em 2010 com meus pais.

Restaurante 360: Fomos almoçar no restaurante pela primeira vez no mês passado. O 360 é um restaurante giratório e uma boa opção para uma boa refeição com uma bela vista. Os preços são um pouco mais caros, porém a subida na torre já está inclusa, então recomendo. A dica é verificar qual o horário do por do sol e ir um pouco antes para desfrutar da vista de dia e a noite.

Comemorando o aniversário da Aline.

Comemorando o aniversário da Aline.

Edge Walk: Ainda nao fizemos esta atividade, mas pense na possibilidade de andar pendurado a um cabo no topo da torre? Se te agradou, veja os detalhes no site.

Foto do site EdgeWalk

Foto do site EdgeWalk

Mas se você quer fazer algo diferente e ainda ajudar uma boa causa (WWF, United Way), você pode subir a torre pelas escadas (1776 degraus) no CN Tower Climb.

A CN Tower é um dos principais pontos de visitação da cidade, se não o principal, e vale muito a experiência. Para todos os detalhes de horários, preços e atividades, recomendo sempre o site oficial da torre, pois sempre estão com alguma novidade acontecendo.

Vista a caminho da Toronto Island

Vista a caminho da Toronto Island

Vista do Rogers Centre quando aberto..

Vista do Rogers Centre quando aberto..

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Fatos interessantes no ambiente de trabalho no Canadá

trabalhoResolvi escrever um post sobre alguns fatos interessantes que já observei nesses últimos seis anos do ambiente de trabalho canadense. E quando eu estava escrevendo, fui compartilhar com o Cris e ele disse: “Eu também!” Então achamos que esse assunto merecia dois posts, pois cada um de nós tem suas experiências.

Os fatos descritos são  coisas subjetivas, que podem sim, variar de empresa pra empresa, então quero deixar claro que essa é a minha visão e experiência, nada aqui é regra. Algumas coisas são estranhas, outras engraçadas e outras comportamentos que deveriam ser adotados no Brasil e no resto do mundo. Depois que ler, você pode deixar seu recadinho dizendo o que mais gostou 😉

  • PTO days – Personal Time Off ou Folga por motivos pessoais – Todo ser humano precisa de dias durante o ano para resolver alguns “pepinos” ou ficar na cama quando você não está se sentindo muito bem ou talvez ou ir ao cinema às 11 horas da manhã :). Brincadeiras à parte, além das minhas férias, tenho 5 PTO days durante o ano que posso usar quando eu quiser (e a chefe aprovar). Não precisa dar muita explicação, só avisar que estou de folga naquele dia e pronto!
  • Olhar a temperatura antes de sair e talvez trabalhar de casa – Já falamos sobre isso aqui, mas vale repetir. No inverno, tem dias que é dureza e até arriscado sair de casa, principalmente se tiver acontecido uma tempestade de neve na noite anterior. O trânsito fica um caos, algumas coisas literalmente congelam (tipo, os trilhos do trem) e a maioria das escolas cancelam as aulas. A saída para evitar maiores transtornos é você trabalhar de casa. Portanto, cheque a temperatura e os noticiários antes de sair de casa em dias de inverno!
  • Não precisar de atestado médico quando se está doente – outro dia de folga que tem nome especial: Sick day. Se você não está se sentindo bem naquele dia, você liga pro chefe e avisa que vai tirar Sick Day. Na maioria das empresas, ou você tem PTO days ou Sick Days. É mamata demais se tiver os dois!!
  • Gripe/resfriado – Se a pessoa estiver gripada, não se cumprimenta com aperto de mão ou beijos e evita participar de reuniões em ambientes fechados além de usar o hand sanitizer (álcool em gel) o tempo todo. Tem até regra sobre como espirrar!! Hahahahaha!!!! Você deve sempre espirrar cobrindo sua boca com seu antebraço, que na maioria das vezes está coberto com a manga comprida da blusa, para que o vírus morra no tecido da roupa evitando assim que ele se espalhe. Acho hilário, mas faz sentido – não muito no Brasil, onde mangas compridas são raridade de se usar!
  • Vestuário – 1) Uniformes não são comuns por aqui. Garçons por exemplo, muitas vezes se vestem apenas de preto.
    2) Existe tipos de roupas e cores pra cada estação. No inverno, o preto e o cinza dominam nas ruas e nas empresas. Você até ganha um elogio se usa amarelo-ovo, por exemplo. Mas eu acho que o elogio é falso…rs.
    3) Nos escritórios, a regra é sempre de casaquinho/blazer/terninho e sapatos fechados. Quase ‘morro’ de não poder usar minhas lindas sandálias brasileiras para trabalhar…
    4) Sexta-feira é Jeans day. Nas empresas que o uso de roupas sociais é obrigatório, em algumas sextas-feiras do mês eles abrem exceção e você pode ir trabalhar de calça jeans.
  • Morar perto do trabalho – é quase que mandatário pro canadense, porém com o aumento absurdo dos preços de imóveis, cada vez mais as pessoas estão morando mais afastadas dos grandes centros e com isso o número de carros na rua só aumentando. Quando comento que gasto uma hora e meia pra chegar em casa as pessoas acham um absurdo (P.S. Eu também acho, mas me lembro que isso é bem comum na terra brazilis… Ou pior…)
  • Pay day – o pagamento do salário é a cada duas semanas ou às vezes, toda semana. Então, você tem um “faz-me rir” quinzenalmente.
  • Serviços bancários – Usa-se muito cheque para pagar as coisas e pode demorar até 30 dias para o cheque cair na sua conta. A demora também é válida pra DOCs, transferências entre contas. Enquanto no Brasil basta um clique e o dinheiro é transferido, aqui você tem que aguardar muitos dias. Tem outras formas de pagamento mais rápidas, mas ainda não são populares quanto essas aí.
  • Fac-símile – O velho aparelho de fax ainda é muito usado para transmitir informações como: dados de cartão de crédito, inscrições em eventos, reservas, etc. Em alguns lugares, isso já virou peça de museu, mas aqui se acha nas mesas dos escritórios.
  • Materiais de escritório – esses são descartados facilmente, basta apenas alguém não estar utilizando-os por algum tempo e eles vão direto para o lixo. Isso em alguns lugares. Em outras empresas usam objetos e computadores do arco da velha…afff!! Me irrita a contradição!
  • Limpeza do escritório – fica muito a desejar, além do quê, você é quem limpa sua própria mesa de trabalho. Não tem aquela faxineira duas ou três vezes por semana. Nós brasileiros temos a fama de sermos chatos com limpeza e pra falar a verdade, gosto da fama. Tento manter meu espaço de trabalho o mais limpo possível, mas não tem como eu levar o aspirador lá de casa pro trabalho, né?!?
  • Ouvir conversas dos outros e dar palpites – acho isso super engraçado. O famoso ‘ficar de orelhas em pé’. É como se você estivesse sendo vigiado o tempo todo, seus colegas de trabalho ouvem tudo que você fala no telefone ou com o outro colega – e depois dão palpite na conversa se lhes for conveniente…rs. Por outro lado, eu sou meio “avoada”; às vezes as pessoas estão batendo papo perto da minha mesa, mas como eu não fui convidada para o assunto, fico na minha e não fico prestando atenção (algumas vezes sim, confesso…hehehehe) e aí de repente surge uma pergunta direcionada à mim e eu fico ‘boiando’ e preciso perguntar do que eles estavam falando…
  • Parabéns super tedioso – enquanto no Brasil a gente quase solta fogos de artifício quando é aniversário de alguém e contrata salgadinhos, compra presente, bolo e etc, aqui se limita em um cartão comprado aleatoriamente que todos assinam e se canta uma “Parabéns pra você” que dá vontade de chorar de tão triste que é. Não tem palmas, não tem “Com quem será” e é sempre num tom de voz baixo e suave, quase que uma música clássica para ninar um bebê.
  • Sem treinamento quando contratados – me lembro de treinar muita gente quando era contratado pela empresa quando eu trabalhava no Brasil. Eram horas, dias de treinamento e a pessoa ficava me acompanhando durante esse tempo até estar apta para colocar a mão na massa. Aqui parece que tem menos funcionários e muito trabalho, ou seja, te vira! Ninguém tem muito tempo pra te treinar. E muitos dos treinamentos são online, já gravados quando se trata de empresas grandes. O segredo é: self-training. O famoso vivendo e aprendendo…
  • Campanhas beneficentes- se participa de diversas campanhas pra arrecadar dinheiro para entidades. Eles são bem criativos nisso e inventam várias ações no decorrer do ano para você se engajar e poder contribuir: tem a sexta-feira do jeans, tem rifas, bingos, venda de cookies no dia dos namorados ou natal, etc. No final do mês ou do ano, ajunta-se o valor arrecadado durante aquele período e envia para a instituição escolhida. Amo isso!
  • Entrega do contra-cheque – se ele ainda for do tipo físico e não online, é entregue pelo chefe a cada funcionário subordinado a ele e o chefe sempre agradece pelo seu trabalho no momento da entrega.

Tenho certeza que muitos desses fatos acontecem também em empresas brasileiras, mas eu nunca tive a oportunidade de vivencia-los enquanto morava/ trabalhava no Brasil. Agora, uma coisa é certa: o “Parabéns quase morrendo” eu tenho certeza que não acontece em lugar nenhum do Brasil!!!! Nós somos muuuito animados!!!

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Mercado de Supply Chain em Toronto – UPDATE

Tenho recebido alguns contatos de brasileiros da área de supply chain e relendo meu post pré-imigração (aqui), acho que depois de 6 anos no mercado canadense, já estava na hora de fazer um update aqui.

Supply Chain

Pois bem, cheguei em 2009 e fui logo procurar alguma certificação para fazer (eles prezam bastante por certificações aqui no Canadá). Primeiramente, fiz o agora extinto NOW Program (post aqui) para me ajudar com a preparação do currículo e entrevistas. Logo em seguida fui para a Microskills fazer o programa SCAPE deles (ainda ativo e recomendado). Falei um pouco sobre ele neste post que fiz sobre a certificação CPIM. Em 2009, o governo custeava o primeiro módulo do CPIM (curso e prova).

Demorei 5 anos para concluir meu CPIM, fiz um módulo por ano, opção pessoal, pois já estava no mercado de trabalho e não tinha muito tempo para me dedicar, mas conheço pessoas que obtiveram a certificação em 6 meses… incrível isto.

Voltando lá no início da imigração, após 5 meses aqui no Canadá, consegui meu primeiro trabalho como Analista de Compras em uma empresa distribuidora de auto-peças. Fiquei lá somente 8 meses, pois recebi uma proposta melhor para ser Planejador de Materiais para uma empresa no ramo de cozinhas industriais (produzem para as grandes redes de fast-food). Após 10 meses, recebi a proposta para ir trabalhar em uma grande indústria de tecnologia e mais uma vez não me hesitei e fui correndo. Era uma proposta para gerenciamento de supply chain global. Este foi o emprego dos meus sonhos: era responsável pelo Planejamento de demanda e suprimentos de smart-phones para os sites de reparação em toda a América Latina e ainda trabalhava em alguns projetos mundiais. Era muito legal ver toda aquela logística e trabalhar em grandes projetos que envolviam diversos profissionais de várias áreas em todo o mundo. A grande questão era que a empresa ficava em uma cidade a uns 60kms de Mississauga e fiquei quase 2 anos fazendo este commute (post sobre carpooling). Quando estávamos pensando em comprar uma casa por aquelas bandas, a empresa começou a ir muito mal e a demitir em massa. Resolvi segurar a onda e antes de qualquer coisa, comecei a procurar alguma outra oportunidade. Eis que surgiu uma proposta na minha atual empresa, que é especializada na produção de trens e aeronaves, para ser responsável pelo planejamento de materiais para a América do Norte para a demanda de peças de reposição dos clientes que possuem produtos da marca. E eis que estou nesta empresa há 3 anos.

Então, durante esses 6 anos tive a oportunidade de conhecer um pouco dos mercados automobilístico, de tecnologia e transporte. A concorrência é grande sim entre os profissionais de supply chain, mas existe algumas certificações que acabam diferenciando alguns profissionais e o bom e velho networking é super importante. Eu acabo de concluir minha certificação CSCP da APICS e recomendo.

Foram 4 empresas em 6 anos e sempre digo que a melhor maneira de procurar um novo emprego, é estando empregado. A primeira porta a se abrir, normalmente demora um pouco mais (há exceções, claro) mas as oportunidades estão disponíveis para aqueles que são persistentes.

Abaixo uma lista de certificações que eu acho relevante comentar e indicar:

CPIM – Certified in Production and Inventory Management. Certificação que abrange temas ligados à gestão de produção e gestão de estoque. Fiz um post somente sobre a certificação.

CSCP – Certified Supply Chain Professional. Certificação mais abrangente dentro da cadeia de suprimentos que destaca áreas de Supply Chain Design, Planning and Execution, Improvements and Best Practices. É muito conteúdo em um certificado só, e muitas vezes eles não aprofundam muito, mas se você já é do ramo, vai perceber que não tem nenhum segredo.

Tanto o CPIM quanto o CSCP são certificados da APICS, uma associação super respeitada e recomendada na América do Norte.

CIFFA CertificateCanadian International Freight Forwarders Association. Para obter o certificado, é necessário fazer pelo menos 2 cursos: International Transportation and Trade e Essencials of Freight Forwarding. Este certificado é mais voltado para quem quer trabalhar com trâmites alfandegários e comércio exterior. Detalhes no site da CIFFA.

CCLP Certificate – CITT-Certified Logistics Professionals. Ideal para os profissionais de logística que trabalham com transporte de cargas. Para obter a certificação é necessário completar 5 cursos on-line, ser graduado e ter pelo menos 5 anos de experiência na área. Todos os detalhes no site da CITT (Canadian Institute of Traffic and Transportation).

SCMP (Antigo CPP) – Supply Chain Management Professional. Apesar do curso abranger diversas áreas da cadeia de suprimentos é a certificação mais recomendada para os profissionais de compras. Todos os detalhes no site da SCMA Ontário, mas já adianto que esta é a certificação mais cara de todas que citei.

Vou ficando por aqui, pois o post ficou enorme. Se tiver alguma dúvida ou algo a completar, deixem comentários aí embaixo J.

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Pérolas do dia a dia no Canadá

Mesmo morando e trabalhando aqui há mais de 6 anos (isso tudo!?), ainda acho muito legal as diferenças de comportamento das pessoas de culturas diferentes. Sei que estas diferenças estão também presentes na cultura diária das empresas brasileiras, mas acho que aqui elas se intensificam um pouco mais 🙂

As situações abaixo são verídicas, somente não vou citar em qual empresa aconteceram, para evitar qualquer exposição.

Contato físico:

Aqui eles prezam muito pelo physical space/boundaries, que nada mais é que o espaço entre você e a outra pessoa que está conversando. Não chegue MUITO perto e sempre deixe um espaço confortável (exceto no TTC na hora de rush, aí os bons modos vão para as cucuias, afinal, ninguém pode se atrasar para o trabalho :P, que o diga a esposa que passou por isto estando grávida)

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 Se você não “adivinhar” a nacionalidade da pessoa pelo sotaque, o estilo de fazer contato físico pode dar alguma dica. Os latinos são no geral os que mais “gostam” de tocar e abraçar as pessoas.

Causo: Uma vez fui a um jantar de confraternização da empresa da esposa e apesar de não conhecer a diretora da Aline, já tinha ouvido falar tanto dela que acho que criei uma afinidade no psicológico que quando a Aline me apresentou, eu não hesitei e já fui para dar beijos e abraço :-0 como se a conhecesse há anos kkk…. Ela ficou um pouco sem graça com a situação (ou não esperava), mas foi super educada e disse: “Ah, no Brasil vocês tem costume de cumprimentar com quantos beijos?” e eu como um bom mineiro, disse que 3 beijos; e lá fui eu dar 3 beijos e um abraço na diretora da Aline. Apesar da situação ter sido estranha, foi uma ótima maneira de quebrar um pouco o ‘gelo’ inicial e já bater um papo gostoso com ela :). É claro que a Aline ficou o restante da noite me zoando e quando ela me apresentou para o restante da equipe, rolou somente um handshake (aperto de mão).

Horários:

Normalmente aqui as pessoas tendem a respeitar mais os horários, então se você for convidado para uma festa de canadenses que está programada para 7pm, pode chegar às 7pm que a festa estará rolando e não vão achar que você chegou cedo. E lembre-se que a maioria das festas também tem horário para acabar. Portanto, se no convite diz de 7pm às 10pm, pode esperar que 10pm não terá mais ninguém (isto vale para festas até mesmo na casa das pessoas).

Causo: Uma situação engraçada que aconteceu no trabalho: Minha colega de trabalho tinha uma reunião com seu gerente às 11:30am para uma avaliação 1×1, ela olhou para o relógio e era 11:33am então ela ficou revoltada pela falta de respeito dele em deixá-la esperando para a reunião.

Causo 2: Meu horário de trabalho vai até às 4:30pm e o do meu colega do lado vai até às 5pm. TODOS os dias que eu ainda estou na minha mesa às 4:40pm ele vira para mim e solta: “O que está acontecendo? Porquê ainda não foi embora?” (agradeço a Deus por trabalhar em uma empresa que preza qualidade de vida, e se fico depois do horário, principalmente porque a chefia pediu alguma coisa urgente, meu gerente até pede desculpas e diz para compensar aquelas horas/minutos depois… é mole???).

Causo 3: É sexta-feira 3:00pm, e do nada, meu gerente vira para nossa equipe e diz: “Se vocês estiverem com o trabalho em dia, sintam-se à vontade de irem para casa mais cedo para curtir o fim de semana”. E muitas pessoas na verdade não vão para casa, pois precisam terminar suas atividades (responsabilidade acima de tudo).

Horário de almoço:

Não sei se já falei que a cultura aqui é a de levar marmita para o trabalho, e isto vale para o carinha do almoxarifado ao presidente da empresa. Comer comida de casa é sinônimo de ser saudável por aqui e claro, economia também (apesar das diferenças salariais rsrsrs).

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O grande “prazer” de uma colega de trabalho é na hora do almoço conferir o que todos estão comendo (não somente ela, mas muitos fazem isto e este comportamento se repetiu em todas as empresas que já trabalhei por aqui). TODOS OS DIAS é um tal de: “Nossa! A comida do fulano está com uma cara tão boa!” ou “Nossa! Fulano trás arroz todos os dias, ele deve realmente gostar de arroz, né?” rsrsrs… Mas a melhor de todas foi essa (lembre-se que são fatos verídicos): “Nossa! Fulano foi comprar comida 3 dias seguidos (isto mesmo, parece que a fulana ainda marca no calendário, kkk…), alguma coisa deve estar acontecendo na casa dele.” Aí o fulano chega com sua comida comprada (comida nada, um sanduíche do Subway ou Tim Hortons) e a tal vira para a pessoa e fala: “Ehhh.. sua esposa não está te tratando bem nestes últimos dias, né?” (um pouco de brincadeira no tom de voz, é claro).

Vou parar por aqui, pois o post já ficou super grande, mas tem mais estórias (causos) que vou guardar para contar depois :). Aline também está cheia deles e depois conta aqui.

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1ª Carta para Manuela

(Post escrito em Novembro de 2015, sim estamos 3 meses atrasados no blog)

Oi filha,

Papai resolveu deixar registrado através de cartas, alguns momentos especiais da sua vida, para que no futuro, se te interessar saber mais detalhes da sua infância, elas estarão registradas aqui.

Resolvi fazer esta primeira carta em um período super especial. Sua mãe voltou a trabalhar em 5 de Outubro de 2015, depois de 11 meses de licença maternidade, e o papai tirou 2 semanas de licença paternidade para poder curtir você ainda mais.

Confesso que nossos primeiros dias juntos foram um pouco tenso, pois o papai ainda não tinha muitas habilidades, mas com jeitinho a gente sempre aprende. No final de semana que antecedia a primeira segunda-feira que ficaríamos juntos, você teve febre e durante a semana fomos descobrir que você estava com roseola, nada grave, mas se o papai estava tenso, ficou ainda mais.

Você está em uma fase muito especial e de muitas descobertas, mas a que mais marcou o papai na nossa primeira semana juntos, foi que você aprendeu a abraçar forte. Bastava eu te pegar no colo e pedir um abraço, que você o dava com a maior força do mundo.

Amora também ganhou vários abraços apertados!!

Amora também ganhou vários abraços apertados!!

Meu maior desafio foi conseguir te fazer dormir. Tentava todas as técnicas possíveis e quem disse que você tirava uma soneca (ficar acordada brincando comigo era mais divertido né..), a sorte do papai era que as temperaturas ainda estavam amenas então minha saída era sempre te colocar no carrinho e ir dar uma volta no parque. Não demorava muito e você já estava dormindo. Teve dias que saímos até 3 vezes durante o dia somente para você dormir um pouco (acho que os vizinhos até achavam que o papai era meio exagerado em sair tanto com o bebê, mas não estava nem aí).

Hora da comida também era uma festa.

Hora da comida também era uma festa.

Fotos importadas 3 Dezembro 2015 005

Tentei manter uma rotina com você, mas muitas vezes saimos dela. Nossos dias juntos foram cheios de idas ao parque e seu brinquedo favorito era o balanço (era o único brinquedo que você podia ir nesta idade…rsrs). Assistimos alguns DVD’s também juntos; Galinha Pintadinha, Casa de Brinquedos Toquinho e MPBaby. Todos sempre em português, aliás nosso objetivo foi que você tivesse um bom português.

Lot's of fun!!

Lot’s of fun!!

As duas semanas passaram tão rápido e papai voltou ao trabalho, mas a vovó chegou e cuidou de você durante 1 mês e meio (mamãe inclusive já até fez um post sobre isto, leia aqui).

Espero estar sempre presente no seu processo de crescimento e sempre que possível, estarei registrando aqui estes momentos.

Beijos,

Papai

Fotos importadas 3 Dezembro 2015 013

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In her shoes

(Post escrito em novembro de 2015 e só agora publicado)

mat leaveEssa foi a expressão que veio à minha cabeça enquanto as duas primeiras semanas de outubro se passavam. Em português, a ideia seria ‘estar na sua pele’.

Desde o início da nossa gravidez da Manuela, Cris e eu desejávamos compartilhar a licença maternidade. Aqui no Canadá, a mãe e o pai têm direito de tirar dias para cuidar do bebê durante o primeiro ano de vida dele e Deus nos concedeu esse privilégio quando achávamos que não seria mais possível.

Quando engravidei, estava trabalhando sob contrato, portanto, não tinha emprego garantido depois de 1 ano de licença maternidade. Recebi uma oferta de emprego no meio da licença, mas recusei, já que usufuir do nosso direito de ficar 1 ano inteirinho com a Manu sempre foi nossa prioridade.

No final do mês de agosto, comecei a procurar emprego novamente e fiz algumas entrevistas durante o mês de Setembro e.. Bum! I got a job! Recebi uma oferta de trabalho para começar na primeira semana de outubro. E o que tudo isso tem a ver com o título do post?! Bem, foi aí que começou a “troca de papéis”.

Eu ainda teria direito a duas semanas de licença maternidade e pensamos que seria o momento perfeito pro Cris “tomar posse” dos seus direitos como pai e tirar a licença paternidade. E assim o fizemos. Muitas decisões num curto espaço de tempo.

Ajustes aqui e ali e assim invertemos os papéis por 2 semanas: Cris ficaria em casa com Manu e eu iria trabalhar fora o dia inteiro.

Sem dúvida alguma, a melhor forma de você saber como a outra pessoa se sente em determinada situação é se colocar no lugar dela, fazer o que ela faz , pensar como ela. Tenho o péssimo hábito em às vezes, julgar as pessoas em pensamento e vira e mexe me pego fazendo de vítima ou me sentindo mais especial do que alguém (xiii… acabo de me confessar. Faz parte do meu lado ‘podre’ que luto contra ele). Não foi diferente dessa vez. Estar em casa de licença maternidade é maravilhoso, um privilégio, porém tem também os momentos sombrios que toda mãe passa por eles.

Enquanto ainda em casa com Manuela, eu tentei desfrutar da presença dela o máximo que pude; ensinei várias coisas – e aprendi muitas outras, fiz vários testes: desde qual o melhor horário da soneca até sopa de aspargos; descobrimos parques de nossa vizinhança; participamos de grupos de mães e bebês; exploramos nosso quintal, e claro, demos muitas, mas muitas risadas. Mas tem dias que você se pega trocando a fralda pela oitava vez e se pergunta: Será que eu quero isso pro resto da vida? (óbvio que Manuela deixará as fraldas daqui um tempo, só estou usando isso para figurar). Talvez sim, muitas mães escolhem sabiamente abandonar suas carreiras para educar seus filhos de uma maneira mais próxima e isso é uma escolha linda. Talvez eu faria (ou farei no futuro), mas certo é que a situação financeira agora precisa de um salário extra, então ficar em casa cuidando exclusivamente do bebê não é uma opção no momento.

Por mais que ficar cuidando da Manu o dia inteiro seja uma delícia, tem coisas que são básicas de um ser humano (principalmente para a mulher!) que não são preenchidas. Tem dias que eu queria dar uma volta em algumas lojas, conversar um papo de adulto, ouvir músicas que não fossem infantis ou assistir um filme no cinema. Por causa do frio em alguns desses meses ou por causa da falta do carro à nossa disposição, por algumas vezes passamos 2 ou 3 dias sem sair de casa, e isso cansa. Por que estou contando tudo isso? Pelo fato de que muitas vezes só olhamos o lado bom das coisas dos outros e nos esquecemos que todos temos nossos “perrengues”. Geralmente, o pai só enxerga uma coisa: a mãe ainda dormindo quando ele sai pra trabalhar. Quem é pai aí pode confessar que se identificou com essa afirmação. Mas certo é que fora todo o prazer que é estar em casa com o bebê, tem todo o trabalho adicional: casa pra arrumar, roupas e louças pra lavar, comida pra fazer, bebê que quer mamar, bebê que resolve não dormir ou não comer, fraldas pra trocar e por aí vai. Quem está fora de casa geralmente não percebe todas essas tarefas.

Já a visão da mãe (eu!) geralmente é assim: o pai sai de manhã sem preocupações com tudo que esta por fazer na casa; não tem que aprender um monte de coisas novas de como cuidar do bebê; ele pode ouvir música de adulto no carro; ele conversa com os colegas durante o dia sobre variados assuntos; ele dirige; vai na academia, no vôlei, chega em casa e (na maioria das vezes) as coisas estão no lugar ou se não estão, podem esperar e deixar pra amanhã porque a mamãe estará em casa mesmo. É claro que ele curte o bebê e também cuida dele.

A realidade é que voltando a trabalhar, minha visão mudou. Durante essas duas semanas que o Cris ficou com a Manuela e até o presente momento, todas às vezes que vou sair de casa é como se eu estivesse abandonando-a. Já chorei e meu coração aperta. Pra quem fica o dia todo fora – são 11 horas! – a sensação é de que estou perdendo momentos muito especiais da vida do bebê. E isso é fato. Todos os dias ela aprende uma coisa nova. Eu fico no trabalho louca pra saber a que horas acordou, se já comeu, se gostou do cereal novo, se vai passear, qual o brinquedo está gostando mais, se já fez o #2, se bebeu água, se já voltou a dormir, etc, etc. E aí quando chego em casa, corro pra abraça-la (e ela faz o mesmo!! Quase me derreto!!) e fico apenas duas horinhas do dia com ela. Mundo cruel… E aí penso: era mais ou menos assim que o Cris se sentia.

Como podem ver, meus pensamentos ainda estão meio fora de ordem, ainda não sei falar sobre meus sentimentos em relação à essa situação. Vamos dar tempo ao tempo. Agora começou outra fase: a de ir pra creche. Cris já escreveu um primeiro post sobre isso e depois falaremos mais detalhado sobre nossa experiência da Manu na creche de Mississauga.

Num outro momento, o Cris vai falar da experiência dele sobre essas duas semanas de licença paternidade.

**Para aqueles que gostam de filmes, tem dois que falam sobre troca de papéis. O famoso brasileiro “Se eu fosse você” e o americano “In her shoes”.**

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A procura de uma creche

Escolher um daycare significa decidir onde seu filho(a) ficará durante todo o dia (ou parte dele), então é super importante buscar uma creche que proporcione um ambiente educativo, amigável e de preferência, que você tenha alguma referência.

Day CAre image ad

Um colega de trabalho um dia me disse que o preço que iria pagar no daycare era o menor dos “problemas”, pois segundo ele, é impressionante a frequência com que as crianças ficam doentes. Porém é preciso dizer que aqui em Mississauga, as creches estão em média custando $1.100,00 por mês (em Toronto este valor fica ainda mais caro). Uma parte deste valor pode ser abatido no imposto de renda. Para saber detalhes sobre deduções no imposto de renda, clique aqui.

Quando Manuela completou 8 meses, começamos a pesquisar melhor sobre o assunto e fazer visitas a creches próximas à nossa casa. A Aline fez um workshop no Early Child Care Centre para entender melhor os tipos de creches existentes e os benefícios de cada tipo. Vamos lá as opções:

Tipos de daycare:

  • Licensed home child care: A creche é na casa da pessoa que está prestando o serviço e apesar de não ser licenciada pelo governo, a creche é licenciada através da filiação com um agente licenciado pelo governo.

Alguns dos benefícios:

  • Inspeções são feitas na creche para garantir que estão seguindo os padrões estabelecidos pelo governo.
  • Grupos menores (no máximo 6 crianças)
  • Pode ser subsidiada pelo governo

  • Licensed child care centre: São as creches que possuem um lugar mais amplo com as crianças divididas de acordo com a classificação etária delas. São licenciados pelo governo.

Alguns dos benefícios:

  • Seguem uma regulamentação do governo.
  • Crianças ficam em salas com outras da mesma faixa etária e atividades são preparadas de acordo com o desenvolvimento das crianças
  • Profissionais com formação para cuidar de crianças
  • Pode ser subsidiada pelo governo

  • Unlicensed care: A creche é nomalmente na casa da pessoa que está prestando o serviço e ela não é licenciada pelo governo. Porém, o serviço é legal e deve seguir algumas regras básicas.

Alguns dos beneficios:

  • Máximo de 5 crianças, incluindo os filhos do dono da creche (se for o caso)
  • Preços normalmente mais baixos

Classificação etária das crianças:

Infant (de 0 a 17 meses)

Toddler (de 18 meses a 2,5 anos)

Preschool (de 2,5 anos a 5 anos)

School age (de 6 aos 12 anos)

Apesar da idade escolar ser a partir de 6 anos, o governo de Ontário providencia jardim de infância (Kindergarten) gratuito em tempo integral à partir do ano em que a criança completa 4 anos. Neste caso, normalmente os pais providenciam um before and after school care, que pode ser na própria escola onde a criança está matriculada ou em um dos tipos de creche que informei acima (pagos, é claro).

Para procurar creches licenciadas: http://www.ontario.ca/page/find-and-pay-child-care  ou http://www.iaccess.gov.on.ca/LCCWWeb/childcare/search.xhtml

Manu completou a primeira semana de creche e depois iremos fazer um outro post sobre como tem sido a nossa experiência.

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O que seria do mundo sem as avós?

A melhor babá do mundo?

Ela ama, cuida, dá carinho e atenção. Ela ensina músicas novas, dança, pula e dá cambalhotas. Ela brinca de carrinho, de ‘carrão’ e de bonecas (Amora, Neném, Ana, Ginger… alguns dos nomes das bonecas). Ela passeia no parque, desce no escorregador e brinca no balanço. Ah! E no jacaré também. Ela dá rapadura, camarão e divide seu panetone. Ela pega ônibus, vai pro Square One Mall, na Apple, na Victoria’s Secret, no Metro e na Shoppers Drug Mart. Ela vai nas aulinhas de música com bebês, canta e dança músicas em inglês, conversa com as professoras e as outras avós e mamães, mesmo sem entender 100% da língua. Ela segue direitinho os horários de dormir, de comer e de brincar do bebê. Ela ensina o bebê a cantar & dançar “Meu pintinho amarelinho”, a fazer carinha de assustada e a dizer “Ai, ai, ai!”. Ela assiste Galinha Pintadinha, Casa de Brinquedos, MPBaby, Palavra Cantada, 3 Palavrinhas e Turma do Cristãozinho – na TV ou no iPhone. Ela se sente livre, sem invadir o espaço do outro.

Além de tudo isso, ela arruma a casa, lava roupas, faz comidinhas gostosas, cata folhas do quintal. Ela lava a garagem, costura roupas desembainhadas, lava banheiro e passa roupas. Ela compra pão e tofu. Ela ajuda nas lições de Escola Dominical e na decoração da festa de aniversário de um ano. E quando sobra um tempinho, dá uma passadinha na Dollarama. Tudo isso de rímel, baton, unhas pintadas e um vestidinho fofo.

Pra completar, ela gerencia a casa dela há milhares de quilômetros de distância. Ela estuda com a filha mais nova, dá assistência a filha mais velha quando hospitalizada, conversa com o filho do meio. Cuida do marido mesmo de longe e o empresta seus ouvidos quando ele precisa desabafar ou somente trocar ideias.

Mas acima de tudo isso, ela ora por todos nós, todos os dias. Ela sabe que o poder não está nas mãos dela e sim, do Pai. “Uma mulher de saltos é poderosa, mas uma mulher de joelhos é invencível.”

Quem é ela? A vovó da Manuela, minha mãe.

Mãe, sem palavras pra agradecer o carinho e cuidado seu com a gente durante esses últimos 44 dias. Nossos corações estão cheios de gratidão pelo seu desprendimento e apoio. Que dias como esses se repitam muitas outras vezes!! O-B-R-I-G-A-D-A!

*P.S. Minha mãe veio pra cá cuidar da Manu por 6 semanas enquanto eu me adaptava no meu novo trabalho e o Cris retornava ao seu antigo emprego. Agora, Manuela irá para um Home Daycare, que falaremos em posts mais adiantes.

mamis e Manu

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