Bolsa Família Canadense

Você que mora no Brasil está achando que o bolsa família é privilégio somente seu? Está enganado, pois o governo canadense também tem seu “bolsa família”, e o melhor de tudo, ele é independe da sua renda familiar.

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Brincadeiras a parte, o objetivo deste post é realmente destacar os benefícios que o governo do Canadá proporciona para as famílias com filhos. Vale lembrar que este post é para famílias que moram em Ontario, sei que o pessoal do Quebec tem benefícios ainda melhores do que os daqui J.

UCCB (Universal Child Care Benefit) – Benefício de CAD$100 mensais por filho para todas as famílias com crianças menores de 6 anos. Ao que tudo parece, a partir de Julho de 2015 este valor está previsto  aumentar para CAD$160, retroativo a Janeiro de 2015 e também incluirá um beneficio de CAD$60 mensais por filho para todas as famílias com crianças entre 6 e 17 anos. Este benefício independe da sua renda familiar, e para saber se você é elegível, acesse aqui. Vale lembrar que o UCCB é taxable income e deverá ser lançado como renda na sua declaração de imposto de renda.

Além do UCCB, existem outros vários programas para beneficiar as famílias de baixa renda e ou com crianças que possuem necessidades especiais, são eles:

CCTB (Canada Child Tax Benefit) – No site do CRA (Canada Revenue Agency) tem todos os detalhes e inclusive um calculador para você ver se é elegível. Mas para ser sincero, eu nem perco muito tempo, pois tudo é ligado com seu imposto de renda, e se você for elegível ou não, você vai receber uma cartinha do CRA informando os detalhes.

NCBS (National Child Benefit Supplement) – Igualmente ao CCTB, detalhes no site do CRA. Tanto o CCTB quanto o NCBS a renda familiar precisa ser realmente super baixa para se ter direito.

CDB (Child Disability Benefit) – Este beneficio são para as famílias com crianças que possuem certas deficiências físicas e mentais. Todos os detalhes basta clicar aqui.

E para finalizar, exitem as deduções no imposto de renda (Income Tax) –  Vários gastos com crianças podem ser deduzidos do seu imposto de renda. Vale pesquisar bastante, e mais uma vez o site do CRA é a melhor fonte de informações. Falei um pouco sobre imposto de renda no Canadá aqui.

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Aventuras de uma mãe e um bebê no Canadá – Passeios no frio

Nossa Manuela está com apenas 3 meses, mas já tivemos algumas boas aventuras. Pra começar, já cheguei a conclusão que bebê e frio não combinam na mesma frase. É ‘trash’ você não poder ir passeando até a padaria com seu baby porque lá fora está fazendo -20 graus. Porém, o frio não nos impede de divertir e colocar a carinha pra fora. Tenho feito algumas aulinhas com Manu num programa do governo (vou falar sobre isso daqui a pouco) umas duas ou três vezes por semana e quando a temperatura não está horrível (leia-se, até -15 graus), eu saio com ela de carro ou de ônibus. Sim, busão. Vamos começar falando dele.

Fotos na neve Manu

Os ônibus daqui são adaptados para as mamães entrarem com carrinhos de bebê. O motorista pára bem pertinho do passeio e abaixa a rampa da porta de entrada para facilitar sua vida, afinal, um carrinho + um bebê são bem pesados. Aí, é só você achar um cantinho nas fileiras da frente e estacionar sua Ferrari. Bebês e cadeirantes dividem esse espaço :). Como geralmente não pego o bus em horários de pico, ele está sempre bem vazio, o que ajuda bastante. Claro, que os passeios nas ruas também são ótimos, não tem buracos e são bem lisinhos tendo em todas as quinas uma rampinha de acesso. Mas quando neva muito, andar no passeio pode se tornar uma aventura. A maioria das pessoas limpam seus passeios (como você deve saber, isso é lei), mas às vezes, o morador ainda não limpou a frente da sua casa e você precisa passar por lá, então eu tenho que acionar a tração nas 4 rodas do carrinho… hahahaha! O que significa muito braço para empurrar. Manu adora andar de carrinho; a cadeirinha dela é equipada com um cobertor tipo saquinho bem potente e que a mantém quentinha, quentinha. Então, quando saimos de bus, não vamos muito longe e as paradas são bem próximas de onde vamos, assim a gente não fica muito tempo expostas ao ar livre. Ah sim! E quando a gente chega em casa, ainda tem que limpar as rodinhas do carrinho pra não sujar a casa toda…

Fotos na neve Manu1

Se saimos de carro, o que acontece uma vez por semana, como combinado com o papai, fica muito mais fácil. Porém, encontramos outras dificuldades. O bebê tem que ficar sozinho lá trás e às vezes, preciso parar o carro no meio da rua se ela começa a chorar. Aí, fico ali por uns minutos até ela acalmar e prosseguirmos viagem. Outra coisa, é que o carro precisa ser aquecido antes, senão a gente passa um aperto e pra te falar a verdade, Manu chora de montão quando ela sente frio (e acreditem, isso acontece quando estamos de carro e não de ônibus). Ainda tem a saga de tirar e colocar o carrinho do bagageiro e tirar e colocar bebê + cadeirinha. Ufa! Tarefa árdua, literalmente. Chego a sentir calor depois disso tudo, mesmo estando -20 graus.

Sobre o programa do governo que falei aí em cima, ele se chama Ontario Early Years Centre (OEYC) e na nossa região, trabalham em parceria com o Mississauga Parent Child Resource Centres (MPCRC). Eles promovem vários tipos de cursos, workshops, palestras. Além disso, oferecem locais onde você pode ir com seu bebê ou criança (até 6 anos) e simplesmente passar um tempo lá, com brinquedos e aulinhas de diversos tipos. A maioria dos locais funcionam de segunda à sábado e tem programação o dia todo (e alguns dias à noite). Todo mês tem palestras ou cursos para os pais sobre diversos temas que afligem qualquer um de nós, tais como: Primeiros Socorros; Meu filho não quer comer!; Amamentação; Como avaliar uma creche; Depressão pós-parto e muitos outros. Além desses cursos que acontecem uma vez por mês, também existe cursos semanais, como Massagem em bebês; Eu e meu bebê; Papai e eu e por aí vai. Por fim, tem as aulinhas, que são momentos de descontração com seu bebê onde a gente canta músicas seguidas de gestos, ouvimos historinhas ou simplesmente brincamos com nossos filhos com objetos/brinquedos e atividades que as monitoras nos proporcionam. Digamos que você está cansada de ficar em casa e precisa respirar um ar novo. Você pega seu bambino e vai até algum desses centros e fica por lá o tempo que quiser na área de brinquedos. Simples assim. É claro que para os workshops, como um bom canadense organizado, você precisa se inscrever antes para garantir sua vaga e material, mas não te custa nem um centavo. Tudo custeado pelo governo e com ajuda de algumas empresas. E doações são sempre bem-vidas, claro!

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Pra mamãe, é muito importante esse momento fora de casa, pois você tem contato com outras mães e também pode dar uma fugida do esquema mamar+trocar fraldas+arroto+sonequinha. Parece bobagem sair da sua casa quentinha e aconchegante e levar seu filhote num outro lugar qualquer, mas a gente aprende muita coisa. Estou aprendendo a pedir mais ajuda quando preciso de uma mãozinha extra (ex. quando tem degraus e preciso de alguém pra me ajudar com o carrinho), aprendendo músicas infantis em inglês, trocando experiência com outras mamães, respirando um ar diferente, me exercitando sem perceber, e o mais importante disso tudo, investindo um tempo precioso com minha pequena.

Se eu for pensar muito antes de sair, desanimo fácil. Tem que ser na raça, cara e coragem. Mas o que mais me motiva mesmo, é ver a carinha de felicidade dela quando estamos nas aulinhas. Como ela gosta e se diverte! Mesmo sendo ainda pequenina, ela está captando tudo à sua volta e sabe bem do que gosta e o que não gosta, além de ser capaz de armazenar essas doces memórias…

Pode vir chuva, neve ou canivete, a gente se diverte! ;)

 

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Janeiro – mês 1, nação 1, culinária 1 – Vietnã

Muitos vietnamitas já cruzaram meu caminho aqui no Canadá e com aproximadamente 56 mil imigrantes na grande Toronto, existem muitos restaurantes espalhados por toda a cidade com a culinária deles. É muito comum que o restaurante seja na verdade uma mistura de comidas vietnamita e tailandesa (as vezes ate outras cozinhas também). O que é o caso do meu restaurante vietnamita favorito: Ben-Thanh.  Conheci o Ben-Thanh quando ainda trabalhava na BlackBerry e meu amigo de carpool me levou para conhecer a filial de Cambridge.

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Restaurantes visitados em Janeiro:

Ben-Thanh: Já perdi a conta de quantas vezes fui ao Ben-Thanh. Eles têm mais de uma localização, e já fui às unidades de Cambridge e em Mississauga (Confesso que acho a unidade de Cambridge melhor). O atendimento é sempre super rápido e eficaz. Os preços também são bem accessíveis e uma das coisas que mais me agrada neste restaurante é o tempero dos pratos.

Pho Mi 89: O Pho Mi 89 é super conveniente, pois está a menos de 5 minutos da nossa casa, mas apesar disso, sempre íamos ao Ben-Thanh que fica mais longe, mas com a ideia do projeto aqui no blog, fomos lá conferir.  O restaurante é bem simples com pratos super baratos e atendimento super rápido. Pedi uma Pho e ela chegou em menos de 10 minutos.

Pratos experimentados em Janeiro:

Pho – Se você perguntar alguém aqui em Toronto pelo menos um prato vietnamita que eles conhecem, a grande maioria dirá que é Pho. A Pho (ou será O Pho rsrs) nada mais é que uma sopa feita com macarrão de arroz e caldo de carne super quente.  Existem varias opções de acompanhamento para a sopa como cebolinha, cebola, broto de feijão, coentro, manjericão etc…. Se você se interessou, leia mais sobre a Pho aqui.

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Appetizer Plate do Ben-Thanh – Apesar de ser uma entrada, gosto muito deste prato, pois são várias coisas que gosto em um só prato. Ele vem com spring roll (rolinho primavera), shimp roll (rolinho de camarão na folha de arroz), crispy cheese wontons (uma massa parecida com a de pastel recheado com cream cheese), satay skewer (frango grelhado no palito) e salada de manga.

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Vermicelli Platters – O Vermicelli é um macarrão de arroz, mas neste caso o Platter são folhas da massa que você pode rechear com o que desejar. O prato é bem grande e dá inclusive para dividir para 2 pessoas. As opções que mais gostamos foi com camarão grelhado, churrasco de porco e bife.

Pork Chop on Rice –  Costeleta de porco com arroz. Este é uma ótima opção para quando você recebe uma visita do Brasil e a pessoa não curte muito experimentar diferentes culinárias. Este prato ainda vem acompanhado com uma pequena salada e tem a opção de ter um ovo frito ainda (olha ai o verdadeiro PF vietnamita).

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Shakes de frutas – Apesar de não ser uma especialidade Vietnamita, normalmente os restaurantes tem uns sucos estilo shakes bem gostosos. Já experimentamos vários sabores do Ben-thanh e todos sempre aprovados (Manga, Coco, Maracujá, e até lichia)

Vietnamise Iced Coffee – Nunca fui daquelas pessoas que adoram um cafezinho depois de uma refeição, mas se você é, ou pelo menos ficou curioso, não deixe de experimentar um café vietnamita com leite condensado e gelo.

Espero que tenham gostado e Fevereiro teremos outro país no nosso pequeno projeto gourmet.

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R.E.S.P. – Economizando para a educação dos filhos

Aqui no Canadá, a escola é garantida gratuitamente até o segundo grau (high school). A partir daí a educação é paga, e posso disser que bem paga. Este alto custo da educação superior é um dos grandes motivos pelo qual muitos jovens começam suas carreiras profissionais com uma dívida na casa dos CAD$40.000 (empréstimo estudantil). Diferente do Brasil onde a grande maioria dos jovens trabalham e estudam ao mesmo tempo, os canadenses, dedicam 100% do seu tempo aos estudos, não restando muito tempo para que eles possam trabalhar (exceto nas férias e as vezes finais de semana).

O RESP (Plano Registrado de Poupança para Educação) vem justamente para ajudar as famílias a planejar a educação universitária de seus filhos. Como o nome diz, o RESP é uma poupança que os pais abrem no nome da criança com o intuito de pagar cursos pós segundo grau (College, Universities, Trade Schools, etc).

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A grande diferença de uma RESP para uma poupança qualquer é que o governo do Canadá também contribui. É através do programa chamado CESG (Canada Education Savings Grant), ao qual o governo contribui 20% para a poupança (tendo o limite de CAD$500 anuais por filho e limite de CAD$7200 total por RESP, com algumas exceções para famílias com baixa renda). Além do CESG, para as famílias de baixa renda, o governo ainda tem um adicional no CESG e também o CLB (Canada Learning Bonding).

Através da RESP, os pais podem contribuir ao teto máximo de CAD$50.000 por criança.

Exemplo:

Se você contribuir $2.500/ano ou $209/mês (Jan a Dez) e sua renda familiar é:

Acima de $87.907, então o governo contribui 20% = $500/ano (2.500×20%)

Entre $43,953 e $87,907, então o governo contribui 30% nos primeiros $500, e 20% no restante $2.000 = $550/ano (500×30% + 2.000×20%)

Menor que $43.953, governo contribui 40% nos primeiros $500, e 20% no restante $2,000 = $600/ano (500×40% + 2,000×20%)

Vale ressaltar que não existe valor mínimo para contribuir. Os valores do exemplo acima são para se ter o benefício total do governo, mas se você contribuir menos, ainda assim o governo entrará com seu %.

A RESP pode ser aberta em bancos, credit unions, mutual funds companies, investment dealers e scholarship plan dealers. Basta levar o número SIN seu e da criança. São 3 tipos de opções de RESP: Individual, familiar e grupos. Cada instituição financeira e plano tem seus prós e contras. Vale pesquisar no CANLEARN, para o que mais se encaixe no seu perfil de investidor. No CanLearn você também encontra todos os detalhes de o que fazer se caso a criança não necessitar ou não utilizar seu RESP.

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Viajando com Manu – Niagara Falls

Com 1 mês e meio de vida, nossa filha Manuela já fez sua primeira viagem. Ficamos um pouco receosos, pois estamos no inverno canadense, mas mesmo assim aproveitamos a visita dos meus sogros e a folga de final de ano e fomos passar 3 dias em Niagara Falls.

Apesar de já termos ido muitas vezes (muitas vezes MESMO rsrsrs), esta foi a primeira vez que ficamos hospedados na cidade. Por Niagara ficar somente a 104kms da nossa casa em Mississauga (1 hora de viagem), o normal é sairmos cedo, passar o dia por lá e voltar a noite.

O que não faltam são opções de hospedagem e pacotes promocionais para Niagara. A cidade respira turismo e com certeza você encontrará algo para o seu budget. Escolhemos uma promoção do Groupon que nos dava direito a 2 noites no Ramada hotel e alguns coupons de descontos em restaurantes (que nos fizeram economizar bastante em nossa alimentação).

Ramada visto do Skylon

Ramada visto do Skylon

O Hotel – A localização do Ramada não é perfeita e o hotel é simples, mas como a promoção era muito boa, escolhemos ele mesmo assim. Posso dizer que já vi várias vezes promoções para ficar em hotéis bem melhores e com vista para as cataratas. Como disse, vale a pesquisa.

Assim como vários outros hotéis, o Ramada tem um IHOP anexo ao prédio e isto é bem conveniente para o café da manhã (que não era incluso na hospedagem, mas no nosso pacote tínhamos $15 de coupon). Nós particularmente não gostamos muito do IHOP. Achamos os preços caros para o que oferecem e pratos nada saudáveis, além de muita coisa doce, que para nosso paladar não rola de manhã. Tomamos café da manhã lá somente um dia, pois queríamos experimentar, já que eles são especializados em panquecas (IHOP = International House Of Pancakes).

Carinha de sono da galera :-P

Carinha de sono da galera :-P

Atividades – Mesmo no inverno, o que não faltam são atividades para fazer para tudo que seja gosto. Como Manu ainda é muito pequena e estava um frio de uns -8 graus, Aline ficava o mínimo possível exposta com ela ao ar livre e eu ia passeando pelo calçadão das cataratas com meus sogros e cunhada. Acho muito legal ver a reação das pessoas quando veem as cataratas pela primeira vez.

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Minha sogra e a Luísa foram a um dos museus de cera que fica localizado no Clifton Hill. Aliás, o Clifton Hill é um dos pontos altos de Niagara. A rua é repleta de atrações. Clique aqui para ver a lista.

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Niagara SkyWheel proporciona uma bela vista das cataratas

 

 

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Parada obrigatória para comer um beaver tail, mesmo fazendo -10 graus :-)

 

Fomos ao Bird Kingdom que apesar de simples e não tão grande, valeu a visita por ser um lugar fechado e agradável de passear.

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Um lugar também que achamos bem legal levar as visitas é para um almoço no restaurante giratório do Skylon. Achamos o preço um pouco salgado para o que oferecem, mas ter a visão 360 graus de toda a cidade vale o preço. O Skylon também tem um buffet, mas não é giratório, então se você quer a opção de almoçar girando (1 hora para fazer um giro completo), precisa ir ao Revolving Dining Room que é a la carte (preço médio de prato principal é uns CAD$35.00. A vantagem é que almoçando ou jantando no restaurante, você não precisa pagar para subir).

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Manuela se comportou super bem durante toda a viagem. Dormiu tanto na ida como na volta e não se importou com o frio ou passeios (ela adora ficar na sua cadeirinha enquanto a empurramos para cima e para baixo).

Manu nem ai, mas o papai ficou de olho neste passaro.

Manu nem ai, mas o papai ficou de olho neste passaro.

Acho que o sol estava incomodando Manu

Acho que o sol estava incomodando Manu

Que venham mais viagens com Manu :-)

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Projeto 12 meses, 12 nações, 12 culinárias.

Em 2015 teremos um novo projeto aqui blog. Uma das marcas mais fortes do Canada é sua diversidade cultural e mesmo assim harmonia entre todos os povos que escolheram aqui como home sweet home. Tendo isto em mente e sempre conhecendo pessoas de diferentes países, um dos assuntos mais comuns de se falar é sobre a culinária e como muitas destas se ajustaram ao estilo canadense.

Capa projeto

Então a ideia do projeto é que durante todo o ano de 2015, todo mês nós traremos um post sobre a culinária de uma nação que podemos achar aqui na GTA (Grande Toronto).  Os 12 países escolhidos ainda não estão fechados por completo, e eles irão variar entre países com culinária bastante popular e outros nem tanto.

Vale lembrar que Toronto proporciona a maior diversidade e opções de restaurante, mas como moramos na querida Missisauga, vamos tentar mesclar as duas cidades. Então não necessariamente iremos aos melhores/mais famosos restaurantes, pois a ideia é mesmo apresentar a culinária dos países escolhidos. Estamos contando com amigos destas culturas para nos indicar alguns locais “escondidos” na cidade.

Vamos tentar ser bem pontuais e postar sempre no ultimo dia de cada mês. Aguardem…

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Parto Manuela – Como nosso presente chegou

By Cris & Aline

Este post foi escrito à 4 mãos. Resolvemos escrever juntos a aventura do parto. E já vamos avisando que será longo, porém especial.

Cristiano escreveu a visão dele como telespectador e coadjuvante e Aline fez os comentários logo abaixo das observações dele, como protagonista.

Gravidez Manuela

Cris: A due date (dia que a gestação completa 40 semanas) era 14 de Novembro, mas na noite de sexta para sábado, 8 de Novembro a bolsa da Aline se rompeu por volta de 1:30am. A Aline me chamou bem levemente e com uma voz super serena dizendo: “Meu bem, acho que minha bolsa estourou”. Como as contrações ainda não tinham começado, voltamos para a cama e tentamos dormir um pouco mais, pois sabíamos que as próximas horas seriam bastante desgastantes. Porém, em menos de 1 hora depois, a Aline começou a ter as primeiras contrações e voltar a dormir ficou fora de cogitação.

Aline: De acordo com a médica e parteira, a due date era 16 de novembro, mas o resultado do ultrasom dizia que seria uns dias antes. E assim eu sempre disse que ela nasceria por volta do dia 10. E dito e feito! Dia 9 ela deu o ar da graça. Coisas de mãe… tipo, sexto sentido :)

Sobre a bolsa estourar, eu acordei e a sensação foi como se eu tivesse fazendo xixi na cama e não conseguisse controlar. Sensação mega estranha… Como dormir se na minha cabeça o único pensamento era : “Daqui a pouco eu terei meu bebê nos braços!”.

Cris: Se a bolsa rompesse durante a madrugada, a instrução era de contatar nossa midwife somente quando as contrações estivessem regulares a pelo menos 4 minutos uma da outra. Por volta das 3:30am as contrações começaram a vir mais fortes e bem regulares, então fizemos o primeiro contato. Fomos direcionados ao hospital e lá a midwife fez a primeira avaliação da situação, e como a Aline ainda não estava com 4cm de dilatação, não poderíamos ser admitidos no hospital, tinhamos a opção de voltar para casa ou ficar perambulando por lá. Optamos ir para casa.

Aline: Como o Cris adora números, tabelas e etc, contar o tempo das contrações foi uma tarefa que ele gostou muito (Hahahaha!!!). A parte da dor ficava por minha conta… Me lembro dele perguntando a cada contração: “Como foi essa? Razoável, forte ou muito forte?”. Nessas horas dá vontade de mandar a pessoa ‘pastar’, ora bolas, sentindo dor e ainda tenho que fazer uma avaliação em escala?!? Mas eu sabia que isso era necessário e ele estava ali ajudando. Me recordo bem da primeira vez que eu disse: “Muito forte!” e saí correndo pro banheiro pra ‘chamar o Juca’… aquela foi das brabas!

Minha mãe ficou revoltada em termos que voltar pra casa com a bolsa já estourada. Esse foi um dos primeiros aprendizados que ela teve sobre “Como ter um bebê no Canadá”…rs.

Cris: Tudo estava programado para Manuela nascer no Credit Valley Hospital, que fica a menos de 10 minutos de casa, mas como nossas parteiras fizeram uns 3 partos nas mesmas 24 horas e estavam no Trillium Hospital, fomos direcionados para lá, que apesar de ser um pouco mais antigo que o Credit Valley, nos atendeu perfeitamente. Aliás, todo o acompanhamento da gravidez foi feito através do serviço público de saúde de Ontario (OHIP), que outra vez achamos ótimo e não temos do que reclamar (exceto que para os padrões brasileiros, bem que poderíamos ter uns ultrassons a mais né…rsrsrs… aqui são somente 2 durante toda a gravidez, se tudo estiver correndo bem).

Aline: A única coisa que achei ruim de não ser no hospital que escolhemos foi porque o outro hospital era mais longe. Pra quem está com contrações, cada segundo dentro de um carro é um suplício!!

Cris: Lá pelas 11 horas da manhã, voltei a monitorar os intervalos das contrações e então fizemos o segundo contato e agendamos de chegarmos no hospital por volta de 1:00pm. Desta vez, a Aline estava com a dilatação mínima necessária para ser admitida e ficamos lá até o nascimento.

Aline: Cris pulou muito essa parte (Hehehe!). Muita dor durante essas horas. Havíamos sido informados uma semana antes que Manu estava na posição back-to-back, ou seja, as costelas dela estavam viradas para as minhas e também havia sido informada que essa era a posição mais dolorida de um parto normal… Nessas horas, eu percebi/senti isso na pela, ou melhor, nas costas! Usei bola de pilates, fiz exercícios de agachamento, tomei banho, mas a bendita dor nas costas era de matar!

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Cris: As próximas horas foram de monitoramentos e alguns exercícios para que o trabalho de parto não durasse muitas horas. Por volta das 18:30 horas, Aline já estava tão exausta que ela conseguia RONCAR entre uma contração e outra (lembrando que elas vinham a cada 3-4 minutos) e foi aí que após tentar algumas técnicas naturais para suportar a dor, ela resolveu tomar a anestesia peridural. Apesar dela querer um parto o mais natural possível, naquele momento foi a melhor decisão, pois estávamos todos exaustos com todo o longo processo. Foi aí que eu, Aline e Rosangela conseguimos tirar um cochilo por umas 2-3 horas.

Aline: Eu preferia um parto sem anestesia, por diversos motivos que não cabe detalhar aqui, porém não contava que a bonequinha estivesse numa posição tão desconfortável para mim. Minhas maiores dores eram nas costas, não na barriga, por causa da posição que ela se encontrava. Para tentar alivia-las, a midwife fez um processo de aplicação de água com uma injeção em quatro pontos nas minhas costelas. Não me lembro do nome do procedimento, mas é simples, porém, muito, muito doloroso. Ela usa uma injeção e aplica água (com alguma outra substância) debaixo da pele, então pode-se imaginar a dor. A ideia é ‘enganar’o cérebro e desviar a atenção da dor. A dor dura 30 segundos, mas foram os 30 segundos mais dolorosos da minha vida. Valeu a pena. A dor nas costas melhorou bastante. Mesmo assim, depois de um tempo resolvi tomar a anestesia por uma questão de exaustão. Pra mim, a imagem que ficou na minha cabeça desse momento do processo foi quando a midwife chegou na sala de novo (depois da aplicação da anestesia) e viu minha mãe e o Cris cochilando nos sofás e sentindo frio. Ela prontamente trouxe lençóis quentinhos para os dois. A cara de felicidade deles era como se eles tivessem parido a Manuela…hehehe.

Cris: Por volta das 21:30 a midwife fez mais um novo check-up e finalmente Aline estava com a dilatação ideal para entrar na fase final do trabalho de parto. Então tudo foi preparado para tal e por volta das 22:30 realmente chegou a parte mais tensa rsrsrs (pelo menos para o pai aqui). Aline ficou por 1 hora e 30 minutos tentando fazer Manuela nascer e nada. Dia 8 de Novembro já tinha passado e saberíamos que Manuela então viria no dia 9 :). As midwives disseram que o bebê já estava muito estressado devido a tanto tempo e esforço e que ela teria que nascer nos próximos 30 minutos (Uau! Neste momento eu pirei o cabeção….  era uma suadeira só). As midwives então tiveram que chamar a obstetra e sua equipe (que por sinal chegaram super rápido) e de repente a sala que somente tinham 5 pessoas (2 midwives, eu, Aline e Rosangela) passou a ter pelo menos umas 10. Mais uma vez muita tensão no ar. A médica disse que iria tentar utilizar o vaccum (um sugador) antes de optar por uma cesária. Aqui no Canadá, contanto que a mãe e o bebê estejam bem, cesariana é sempre a última opção, não importa quantas horas dure o processo, inclusive não podemos optar por cesária, a não ser que realmente seja necessário (e algumas desculpas que os médicos brasileiros utilizam para fazer com que os pais optem por cesariana, aqui não colam. Ex. cordão ao redor do pescoço do bebê).

Aline: Por incrível que pareça, essa não foi a pior parte pra mim, pois eu estava anestesiada (com uma dose bem suave conforme eu havia pedido porque eu queria participar do parto). Porém, foi um pouco frustrante. Eu fazia toda a força do mundo e Manu só mostrava a cabecinha e depois escondia de novo. Eu pensava comigo mesma: “Não sei mais o que fazer”. Foi quando a midwife percebeu que ela estava na transversal, então ela não conseguia sair e por isso teve que chamar uma médica para fazer algum tipo de procedimento mais detalhado que ela não está apta a fazer. A médica rapidamente me explicou o que seria feito e como eu não queria cesariana, orei a Deus pedindo que o vaccum desse certo. A médica me confortou dizendo que eu estava fazendo tudo certinho, mas o bebê não sairia sem algum tipo de ajuda.

Cris: Foi então que as 00:39 de 9 de Novembro de 2014, Manuela nasceu pesando 2,891 quilos e 49 centímetros. Apesar de toda a tensão, tudo correu super bem e já fomos liberados para ir para casa 3 horas depois do parto, sendo que no final do dia tivemos a primeira visita em casa das nossas midwives (este é um dos grandes benefícios das parteiras, nas primeiras 5 consultas elas vão até a casa dos pais e levam todos os equipamentos para inclusive fazerem o teste do pezinho). Umas 4:30am já estávamos em casa. E quem disse que eu conseguia dormir?!?!….rsrsrs… Já Manuela, só queria dormir e tinha inclusive que ser acordada para amamentar nos 2 primeiros dias.

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Aline: Que sensação maravilhosa!! Ela nasceu!! Eu comecei a chorar compulsivamente, daqueles choros de soluçar e ficar vermelha. Aquilo era um milagre… A primeira coisa que eles fizeram, foi colocá-la em meus braços ainda presa ao cordão umbilical e eu continuei chorando de alegria. Ela era bem pequenina, mas ali eu sabia que dali por diante ela era de minha total responsabilidade (e do pai tb, claro!). Ela ficou pele-com-pele (skin to skin) por duas horas comigo, sem tomar banho, sem nada; só coberta num lençol quentinho e de cara começou a mamar. Eu ainda meio sem jeito a ajudava, mas ela se mostrou esperta desde o início.

Amei vir pra casa rapidinho. Sem dúvida alguma, a casa da gente é o melhor lugar para se recuperar. E assim, começava uma linda estória…

P.S. da Aline: Não posso deixar de registrar aqui minha eterna gratidão pela enorme ajuda que minha mãe nos deu antes, durante e depois do parto. Mãe, você é uma bênção de Deus nas nossas vidas! Também agradecer a super disponibilidade da minha irmã Adriane que nos ajudou na finalização da decoração do quarto da Manu e recebeu a pequena com muito amor. Por fim, agradecer ao meu eterno namorado pelo carinho e cuidado comigo e com nossa filhota. Amo vocês!

A Deus toda honra e glória!!

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