Corridas de Rua

Já tem um tempo que correr tem cada vez mais aderido novos amantes a atividade e as corridas de rua tem crescido não somente no Canada, mas no Brasil também (será um fenômeno mundial?).

Foi na primavera de 2013, depois de olhar algumas fotos que percebi que realmente precisava fazer alguma atividade física (a coisa estava feia viu rsrsrs). Sou bem tranquilo com esta questão de comida e nunca me privei de nada, mas realmente a barriga e os quilos estavam em plena ascensão. Então além de melhorar minha alimentação, resolvi também adicionar atividades físicas que gosto de fazer. Comecei a jogar vôlei regularmente no centro comunitário (já falei brevemente sobre isto aqui no blog) e depois de conversar bastante com um colega de trabalho corredor, resolvi começar a treinar para fazer corridas de 5km.

Olha o tamanho da criança!!

Olha o tamanho da criança!!

Em 2014 foram 3 corridas oficiais de 5kms:

– Maratona de Mississauga: Esta é a corrida mais tradicional de Mississauga. Além da maratona (42kms), eles tem provas de meia maratona (21km), 10kms, 5kms e a kids 1km race. Já não participava de uma competição oficial esportiva há muito tempo (fui nadador na adolescência) e já tinha me esquecido de quão bom é. Fiz o tempo de 27m:23s e foi meu melhor tempo nos 5km até então.

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– Bread and Honey de Streetsville: Empolgado com a primeira competição, fui para a corrida de Streetsvile com o objetivo de baixar meu tempo e se possível fazer os 5km abaixo de 25 minutos. Cheguei perto, mas fiz em 25m:16s.

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– Toronto Island Race: Não estava tão preparado para a corrida, pois me machuquei justamente na semana da corrida e ainda no dia anterior fiz um try-out para uma liga de voleibol de Mississauga e apesar de não ter baixado meu tempo, foi a corrida com a vista mais bonita que fiz (Toronto Island tem seus encantos ne). Fiz 28m:44s.

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Desde o outono passado que não corro na rua aqui no Canadá. Fiz uma prova de 5km em Belo Horizonte no mês passado e devido a falta de treino, meu tempo voltou para a casa dos 28 minutos :-( Mas foi minha primeira corrida em terra brasilis e foi muito bom correr na terra natal. Tempo de 28m:16s

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Com a chegada da primavera, quero voltar com os treinos e agendar novas corridas para este ano. Se você tem interesse em fazer as corridas de rua, tem um site super bacana que tem a lista da maioria das corridas previstas na grande GTA (Grande Toronto). E o que não faltam são corridas. Vejam aqui ou aqui.

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Projeto Gourmet – Mês 3 – Culinária Etíope

Como mês passado o país escolhido foi de uma cozinha super tradicional e conhecida, neste mês resolvemos fazer o oposto. Infelizmente (ou felizmente) ficamos a maior parte do mês no Brasil e não tivemos muito tempo para experimentar restaurantes diferentes, mas o que fomos já valeu a aventura.

Março foi mês de Etiópia para nosso projeto gourmet. Convidamos um casal de amigos corajosos (Carol e Conrado do blog Bem no Canada) e fomos comer com a mão, literalmente.

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Fazendo minha pesquisa inicial de qual restaurante ir, já me surpreendi de cara com tantas opções. Tem inclusive um post do blogto com a lista dos melhores restaurantes Etíopes de Toronto (vejam aqui).

flagge-aethiopienO restaurante visitado foi o Lalibela que fica localizado na 869 Bloor St W (eles possuem uma segunda filial na Danforth). Pelo que vi em alguns reviews, o restaurante parece ser bem requisitado para jantar, mas fomos almoçar e não tivemos nenhum problema em conseguir uma mesa (vale lembrar que eles fazem reserva através do site deles).

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Como qualquer coisa que pedíssemos do menu seria novidade para gente (e mais uma vez nos surpreendemos com tanta opção), eu escolhi um platter (prato grande) com pequenas porções de carne de carneiro e frango (doro wat), lentilha, beterraba, alface, tomate, molho de milho, ervilha, repolho.

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Aline, Carol e Conrado foram de diferentes variações de tibs. O da Aline era uma carne de carneiro grelhada com cebola (confesso que mais gostoso do que o meu, pois o sabor se assemelhava mais ao que estamos acostumados). Conrado foi também de carne de carneiro com um molho apimentado e Carol foi de cubos de frango ao molho de manteiga, limão e cebola.

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E nada de talheres para comer. Tínhamos 2 opções: a nossa própria mão ou a injera (definição by Wikipedia = ”Injera são uns grandes crepes feitos com farinha fermentada em água durante 2-3 dias e depois assados numa chapa de ferro ou numa placa de barro, que se colocam sobre um fogão; devido à fermentação, as injera são húmidas e fofas e são colocadas sobre um prato onde se serve o wot ou outra comida da culinária da Etiópia”).

E para fechar nossa aventura culinária, pedimos um café Etíope que é servido com uma pequena cerimônia. Eles torram os grãos na hora e trazem a nossa mesa para cheirar e aprovar o aroma e depois nos servem o café fresquinho junto com pipoca, isto mesmo, pipoca levemente salgada. Se ficou curioso, da uma olhada no processo desta cerimônia clicando aqui.

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Turistando no Brasil – Março 2015

Lendo um blog de viagens, o autor falava de como é bom ser turista e disse: “É tão comum a gente viajar para um lugar, gostar e ficar com vontade de morar lá. Acontece que as vezes a gente mora e ai já não da tanto valor, gosta mas despreza os programas clichês do lugar e chega até a reclamar de algumas coisas”.

Ir ao Brasil como turista trás sempre este sentimento de querer voltar a morar ali. Vamos sempre aos lugares legais, fazendo um tanto de programa bacana (sem nos preocupar se são programas clichês), revendo várias pessoas que amamos e nos fazendo sentir em casa.

E mais uma vez, estas duas semanas que passamos no Brasil foram cheias de muita coisa boa. A grande maioria da família conheceu Manu, tivemos vários almoços, jantares e cafés com pessoas queridas e rolou até comemoração antecipada do meu aniversário:

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Tiramos 4 dias para descansar em um lugar tranquilo e no meio do mato. Queríamos um hotel fazenda que fosse próximo a Belo Horizonte e escolhemos o Tauá Resort. Foram dias super agradáveis com muito papo, brincadeiras (confesso que perdi em quase todos os desafios, seja no boliche, arco e flecha, imagem e ação, ou ate mesmo jogando buraco).

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E é claro que ainda rolou bastante esporte. Corri os 5km da prova das 4 estações na Pampulha, joguei peteca com a turma do Leo (quer esporte mais mineiro do que peteca), rolou squash na casa do André e Maria Paula e ainda arrastei levei meu pai para vermos um jogo da semifinal da superliga de vôlei entre Cruzeiro e Minas (até aparecemos na transmissão do Sportv :-) ).

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Ahh como é bom estar em terra brasilis. Deixo aqui registrado o nosso muito obrigado a nossos familiares e amigos que como sempre nos receberam com braços abertos e fizeram desta viagem super especial. Que venham as próximas!!!

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Escolhas

E assim, no meio do caos, resolvi dar uma paradinha pra escrever um rápido post. Este post é dedicado aos amigos queridos e aqueles amigos desconhecidos que sonham em morar fora da pátria amada.

Caos porque chegamos de viagem à dois dias atrás, então você pode imaginar a sujeira da casa, a pilha de roupas pra lavar, malas por desfazer, dispensa e geladeiras vazios, etc. e lógico, adicione a tudo isso, a linda e árdua tarefa de cuidar de um bebê super fofo.  E enquanto faço todas essas coisas e mais algumas, reflito sobre a vida. Tenho certeza que várias mães sabem bem o que é isso: pensar consigo mesma enquanto faz as tarefas diárias. Ops! Paradinha pra colocar mais roupas pra lavar. Volto já!

Pronto! Voltei. A ideia essencial desse post é sobre sentimentos, categoria que eu mais escrevo aqui no blog – dá uma olhada na tabelinha aí do lado :) . Como eu disse, voltamos do Brasil na segunda-feira, e sempre que voltamos de uma viagem de lá, nos primeiros dias surge a dúvida: “Será que está valendo a pena?” e a resposta é sempre a mesma: “Sim.”

Dessa vez, me peguei ocilando em dar uma resposta tão precisa. Calma amigos revoltados com o Brasil, eu sei sim como está a economia, corrupção, violência, educação e blá blá bla. Assisto a Globo Internacional daqui e cada vez que vejo o JN dá vontade de chorar. Mas não estou falando da situação atual do país (até porque, creio fielmente que isso vai mudar. Fé em Deus, gente!). Estou falando de algo que não tem como medir. A cotação alta do dólar, os bilhões roubados da Petrobrás, o valor absurdo da gasolina, isso tem como mensurar; agora a falta que a família e os amigos fazem… isso nenhum economista conseguiu transformar em gráfico ou fazer uma tabela comparativa.

E esse sentimento de ‘faz falta’ bateu forte dessa vez por conta da Manu. Realmente, quando as pessoas falam que quando se tem filhos tudo muda, é a pura verdade. As nossas escolhas são pensadas e repensadas e o medo é grande se por acaso optarmos  pelo caminho errado, ou talvez, não propriamente errado, mas simplesmente por abrir mão do outro que também era muito bom. A grande pergunta que permeia no momento na minha cabeça é: “Será que ficar aqui onde talvez (sim, talvez, porque no Brasil também se tem muitas oportunidades) a Manu tenha mais oportunidades e mais qualidade de vida seja tão mais precioso que ter a família – vovó, vovô, titio, titia, primo e prima – por perto? Será que ela vai ama-los com a mesma intensidade se convivesse com eles diária ou semanalmente? Será que passar duas ou três semanas de férias no Brasil será capaz de permiti-la ter doces lembranças da infância junto com eles?” Oh, dúvida cruel! Por quê não se pode ter os dois?!?. Seja qual for nossa escolha, peço à Deus que Manuela entenda no futuro que nossa intenção sempre foi proporciona-la o melhor.

E assim caros amigos aspirantes à  imigrantes, fico por aqui deixando que cada um de vocês façam suas escolhas. E à nossa amada, fiel e compreensível família, o nosso muito obrigado. Vocês fazem toda a diferença! E claro, aos amigos daqui que fizemos nesses últimos 5 anos. Sem dúvida alguma, vocês foram e são peças fundamentais na nossa escolha de estarmos aqui.

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Terra Nostra – Culinária Italiana – Mês 2

Ok. Tô atrasada com o post porque era pra ter sido postado no final de fevereiro e meu maridinho está bravo comigo por causa do atraso. Mas vamos colocar a culpa no mês de fevereiro, afinal, ele só tem 28 dias, ou então na internet que não funcionou por dois dias aqui em casa ou nas malas de viagem que eu estava a fazer. Podemos escolher em quem colocar a culpa…hehehe.

Vamos ao que interessa. Esse mês escolhemos minha culinária predileta: italiana!! Massas, massas e massas!!! Amo muito! A culinária italiana é bem conhecida e apreciada no mundo inteiro, então não preciso ficar entrando em detalhes. Aqui em casa sempre rola algum tipo de macarrão, seja formato lasanha, penne, espaguete, conchinha, gravatinha e por aí vai. Além de serem pratos deliciosos, são no geral rápidos e fáceis de fazer e cada pessoa tem seu ‘segredinho’ de fazer um belo molho – vermelho ou branco – que faz toda a diferença na hora de por na mesa.
Mas nem só de massas vive a culinária italiana. Tem também os queijos, vinhos, pães, cafés e sobremesas. Até hoje não sei como ainda não fui visitar esse país.

Aproveitamos o Winterlicious que é um evento onde vários restaurantes fazem cardápios a preços especiais e visitamos dois restaurantes novos. O terceiro já é um velho conhecido nosso.

O primeiro restaurante foi o Archeo. Esse restaurante fica numa localização privilegiada, na Distillery District que é uma região em Toronto onde há muitos anos atrás funcionava uma destilaria e hoje abriga restaurantes, butiques e bares.

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O prédio do restaurante é todo estilo rústico com tijolos à vista e piso de cimento queimado. Então, antes mesmo de você começar a comer, já valeu a pena ter ido lá.

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O cardápio do evento é bem restrito na maioria dos restaurantes, então como estávamos em 4 (eu, Cris, Manu e Luísa – embora Manu não experimentou nada por conta dela…rs), pudemos saborear de quase todos os pratos. Era um troca-troca, enfia colher e garfo no prato do outro sem fim.

Na entrada pedimos Sopa Minestrone (vegetariana), Salada César  e Bruschetta com tomates e queijo. Tudo bem gostoso. A sopa então, delícia! E olha que eu adoro uma carninha!

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Como prato principal, escolhemos Sanduíche de frango a parmegiana, Sanduíche de carne Angus e um ‘Flatbread’ Margherita. Como optamos por ir no horário de almoço, as opçoes são mais, digamos, singelas, e todas eram um tipo de sanduíche, porém com um toque especial. Mesmo estando todos os pratos gostosos, fiquei um pouco decepcionada quando vi que não tinha nenhum tipo de massa-macarrão no cardápio de almoço… mas as sobremesas me surpreederam.

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Maçã caramelizada com mel, uma espécie de pudim de chocolate e o meu predileto: Crème Brulee de Tiramisu! Uau! Divino!! Eu amo crème brulee, mas não é todo lugar que sabe fazer um que se preze. Como a Luísa não é muito fã de doces em geral, comi o meu e o dela :)

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Nosso segundo restaurante foi o Toula. Localização privilegiada também, mas um estilo totalmente diferente do anterior. Esse fica no alto do prédio do Westin Harbour Castle Hotel com vista pra cidade de Toronto e a ilha. Super bacana. No dia que a gente foi estava meio nublado :/ mas ainda assim deu pra ver o skyline lá de cima.

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Em questão de comidinha, vamos lá. De entrada, fomos de Carpaccio de Salmon, Polenta com Champignon ao molho de vinho e Salada com Presunto de Parma, alface, nozes e outras coisinhas.

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De prato principal, saboreamos um frango crocante com espinafre, passas e castanhas; o outro foi um raviolli com espinafre e queijo e o mais gostoso (meu prato, diga-se de passagem) foi um nhoque genuíno com molho de tomate fresco e muçarela de búfala. Humm!! Delicinha.

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Nas sobremesas, adivinhem só! Fui de crème brulee de novo!! Tava gostoso, mas o anterior era mais saboroso. Cris optou por um cheesecake de cappuccino com frutas vermelhas e a Luísa foi no tradicional e gostoso sorvete de baunilha.

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Pra fechar nosso ‘Italian Tour’, fomos na nosso velha conhecida Pizzaria Sempre. Essa pizzaria foi indicada pela nossa corretora e há uns 3 anos atrás e desde então, vira e mexe estamos batendo cartão lá. Eu aaammmoo pizza, mas não é qualquer pizza que me agrada, tem que ter sabor, muito sabor. Na Sempre, a pizza é daquelas bem fininhas, feitas no forno de pedra. O Cris pediu a preferida de calabresa e linguiça toscana; Luísa foi numa estilo havaiana; e eu na de presunto cru com alcachofra. Sim, alcachofra na pizza. Parece estranho mas é muito bom.

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Esse foi nosso mês italiano, bambino! Que venha março e a próxima cozinha! Ah! Estaremos de férias por duas semaninhas na Pátria Amada. Acho que a culinária desse mês será mineira…rsrs. Tô brincando, vamos apresentar um outro país nesse mês. Aguardem! Buon Appetito!

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Bolsa Família Canadense

Você que mora no Brasil está achando que o bolsa família é privilégio somente seu? Está enganado, pois o governo canadense também tem seu “bolsa família”, e o melhor de tudo, ele é independe da sua renda familiar.

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Brincadeiras a parte, o objetivo deste post é realmente destacar os benefícios que o governo do Canadá proporciona para as famílias com filhos. Vale lembrar que este post é para famílias que moram em Ontario, sei que o pessoal do Quebec tem benefícios ainda melhores do que os daqui J.

UCCB (Universal Child Care Benefit) – Benefício de CAD$100 mensais por filho para todas as famílias com crianças menores de 6 anos. Ao que tudo parece, a partir de Julho de 2015 este valor está previsto  aumentar para CAD$160, retroativo a Janeiro de 2015 e também incluirá um beneficio de CAD$60 mensais por filho para todas as famílias com crianças entre 6 e 17 anos. Este benefício independe da sua renda familiar, e para saber se você é elegível, acesse aqui. Vale lembrar que o UCCB é taxable income e deverá ser lançado como renda na sua declaração de imposto de renda.

Além do UCCB, existem outros vários programas para beneficiar as famílias de baixa renda e ou com crianças que possuem necessidades especiais, são eles:

CCTB (Canada Child Tax Benefit) – No site do CRA (Canada Revenue Agency) tem todos os detalhes e inclusive um calculador para você ver se é elegível. Mas para ser sincero, eu nem perco muito tempo, pois tudo é ligado com seu imposto de renda, e se você for elegível ou não, você vai receber uma cartinha do CRA informando os detalhes.

NCBS (National Child Benefit Supplement) – Igualmente ao CCTB, detalhes no site do CRA. Tanto o CCTB quanto o NCBS a renda familiar precisa ser realmente super baixa para se ter direito.

CDB (Child Disability Benefit) – Este beneficio são para as famílias com crianças que possuem certas deficiências físicas e mentais. Todos os detalhes basta clicar aqui.

E para finalizar, exitem as deduções no imposto de renda (Income Tax) –  Vários gastos com crianças podem ser deduzidos do seu imposto de renda. Vale pesquisar bastante, e mais uma vez o site do CRA é a melhor fonte de informações. Falei um pouco sobre imposto de renda no Canadá aqui.

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Aventuras de uma mãe e um bebê no Canadá – Passeios no frio

Nossa Manuela está com apenas 3 meses, mas já tivemos algumas boas aventuras. Pra começar, já cheguei a conclusão que bebê e frio não combinam na mesma frase. É ‘trash’ você não poder ir passeando até a padaria com seu baby porque lá fora está fazendo -20 graus. Porém, o frio não nos impede de divertir e colocar a carinha pra fora. Tenho feito algumas aulinhas com Manu num programa do governo (vou falar sobre isso daqui a pouco) umas duas ou três vezes por semana e quando a temperatura não está horrível (leia-se, até -15 graus), eu saio com ela de carro ou de ônibus. Sim, busão. Vamos começar falando dele.

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Os ônibus daqui são adaptados para as mamães entrarem com carrinhos de bebê. O motorista pára bem pertinho do passeio e abaixa a rampa da porta de entrada para facilitar sua vida, afinal, um carrinho + um bebê são bem pesados. Aí, é só você achar um cantinho nas fileiras da frente e estacionar sua Ferrari. Bebês e cadeirantes dividem esse espaço :). Como geralmente não pego o bus em horários de pico, ele está sempre bem vazio, o que ajuda bastante. Claro, que os passeios nas ruas também são ótimos, não tem buracos e são bem lisinhos tendo em todas as quinas uma rampinha de acesso. Mas quando neva muito, andar no passeio pode se tornar uma aventura. A maioria das pessoas limpam seus passeios (como você deve saber, isso é lei), mas às vezes, o morador ainda não limpou a frente da sua casa e você precisa passar por lá, então eu tenho que acionar a tração nas 4 rodas do carrinho… hahahaha! O que significa muito braço para empurrar. Manu adora andar de carrinho; a cadeirinha dela é equipada com um cobertor tipo saquinho bem potente e que a mantém quentinha, quentinha. Então, quando saimos de bus, não vamos muito longe e as paradas são bem próximas de onde vamos, assim a gente não fica muito tempo expostas ao ar livre. Ah sim! E quando a gente chega em casa, ainda tem que limpar as rodinhas do carrinho pra não sujar a casa toda…

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Se saimos de carro, o que acontece uma vez por semana, como combinado com o papai, fica muito mais fácil. Porém, encontramos outras dificuldades. O bebê tem que ficar sozinho lá trás e às vezes, preciso parar o carro no meio da rua se ela começa a chorar. Aí, fico ali por uns minutos até ela acalmar e prosseguirmos viagem. Outra coisa, é que o carro precisa ser aquecido antes, senão a gente passa um aperto e pra te falar a verdade, Manu chora de montão quando ela sente frio (e acreditem, isso acontece quando estamos de carro e não de ônibus). Ainda tem a saga de tirar e colocar o carrinho do bagageiro e tirar e colocar bebê + cadeirinha. Ufa! Tarefa árdua, literalmente. Chego a sentir calor depois disso tudo, mesmo estando -20 graus.

Sobre o programa do governo que falei aí em cima, ele se chama Ontario Early Years Centre (OEYC) e na nossa região, trabalham em parceria com o Mississauga Parent Child Resource Centres (MPCRC). Eles promovem vários tipos de cursos, workshops, palestras. Além disso, oferecem locais onde você pode ir com seu bebê ou criança (até 6 anos) e simplesmente passar um tempo lá, com brinquedos e aulinhas de diversos tipos. A maioria dos locais funcionam de segunda à sábado e tem programação o dia todo (e alguns dias à noite). Todo mês tem palestras ou cursos para os pais sobre diversos temas que afligem qualquer um de nós, tais como: Primeiros Socorros; Meu filho não quer comer!; Amamentação; Como avaliar uma creche; Depressão pós-parto e muitos outros. Além desses cursos que acontecem uma vez por mês, também existe cursos semanais, como Massagem em bebês; Eu e meu bebê; Papai e eu e por aí vai. Por fim, tem as aulinhas, que são momentos de descontração com seu bebê onde a gente canta músicas seguidas de gestos, ouvimos historinhas ou simplesmente brincamos com nossos filhos com objetos/brinquedos e atividades que as monitoras nos proporcionam. Digamos que você está cansada de ficar em casa e precisa respirar um ar novo. Você pega seu bambino e vai até algum desses centros e fica por lá o tempo que quiser na área de brinquedos. Simples assim. É claro que para os workshops, como um bom canadense organizado, você precisa se inscrever antes para garantir sua vaga e material, mas não te custa nem um centavo. Tudo custeado pelo governo e com ajuda de algumas empresas. E doações são sempre bem-vidas, claro!

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Pra mamãe, é muito importante esse momento fora de casa, pois você tem contato com outras mães e também pode dar uma fugida do esquema mamar+trocar fraldas+arroto+sonequinha. Parece bobagem sair da sua casa quentinha e aconchegante e levar seu filhote num outro lugar qualquer, mas a gente aprende muita coisa. Estou aprendendo a pedir mais ajuda quando preciso de uma mãozinha extra (ex. quando tem degraus e preciso de alguém pra me ajudar com o carrinho), aprendendo músicas infantis em inglês, trocando experiência com outras mamães, respirando um ar diferente, me exercitando sem perceber, e o mais importante disso tudo, investindo um tempo precioso com minha pequena.

Se eu for pensar muito antes de sair, desanimo fácil. Tem que ser na raça, cara e coragem. Mas o que mais me motiva mesmo, é ver a carinha de felicidade dela quando estamos nas aulinhas. Como ela gosta e se diverte! Mesmo sendo ainda pequenina, ela está captando tudo à sua volta e sabe bem do que gosta e o que não gosta, além de ser capaz de armazenar essas doces memórias…

Pode vir chuva, neve ou canivete, a gente se diverte! ;)

 

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