1ª Carta para Manuela

(Post escrito em Novembro de 2015, sim estamos 3 meses atrasados no blog)

Oi filha,

Papai resolveu deixar registrado através de cartas, alguns momentos especiais da sua vida, para que no futuro, se te interessar saber mais detalhes da sua infância, elas estarão registradas aqui.

Resolvi fazer esta primeira carta em um período super especial. Sua mãe voltou a trabalhar em 5 de Outubro de 2015, depois de 11 meses de licença maternidade, e o papai tirou 2 semanas de licença paternidade para poder curtir você ainda mais.

Confesso que nossos primeiros dias juntos foram um pouco tenso, pois o papai ainda não tinha muitas habilidades, mas com jeitinho a gente sempre aprende. No final de semana que antecedia a primeira segunda-feira que ficaríamos juntos, você teve febre e durante a semana fomos descobrir que você estava com roseola, nada grave, mas se o papai estava tenso, ficou ainda mais.

Você está em uma fase muito especial e de muitas descobertas, mas a que mais marcou o papai na nossa primeira semana juntos, foi que você aprendeu a abraçar forte. Bastava eu te pegar no colo e pedir um abraço, que você o dava com a maior força do mundo.

Amora também ganhou vários abraços apertados!!

Amora também ganhou vários abraços apertados!!

Meu maior desafio foi conseguir te fazer dormir. Tentava todas as técnicas possíveis e quem disse que você tirava uma soneca (ficar acordada brincando comigo era mais divertido né..), a sorte do papai era que as temperaturas ainda estavam amenas então minha saída era sempre te colocar no carrinho e ir dar uma volta no parque. Não demorava muito e você já estava dormindo. Teve dias que saímos até 3 vezes durante o dia somente para você dormir um pouco (acho que os vizinhos até achavam que o papai era meio exagerado em sair tanto com o bebê, mas não estava nem aí).

Hora da comida também era uma festa.

Hora da comida também era uma festa.

Fotos importadas 3 Dezembro 2015 005

Tentei manter uma rotina com você, mas muitas vezes saimos dela. Nossos dias juntos foram cheios de idas ao parque e seu brinquedo favorito era o balanço (era o único brinquedo que você podia ir nesta idade…rsrs). Assistimos alguns DVD’s também juntos; Galinha Pintadinha, Casa de Brinquedos Toquinho e MPBaby. Todos sempre em português, aliás nosso objetivo foi que você tivesse um bom português.

Lot's of fun!!

Lot’s of fun!!

As duas semanas passaram tão rápido e papai voltou ao trabalho, mas a vovó chegou e cuidou de você durante 1 mês e meio (mamãe inclusive já até fez um post sobre isto, leia aqui).

Espero estar sempre presente no seu processo de crescimento e sempre que possível, estarei registrando aqui estes momentos.

Beijos,

Papai

Fotos importadas 3 Dezembro 2015 013

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In her shoes

(Post escrito em novembro de 2015 e só agora publicado)

mat leaveEssa foi a expressão que veio à minha cabeça enquanto as duas primeiras semanas de outubro se passavam. Em português, a ideia seria ‘estar na sua pele’.

Desde o início da nossa gravidez da Manuela, Cris e eu desejávamos compartilhar a licença maternidade. Aqui no Canadá, a mãe e o pai têm direito de tirar dias para cuidar do bebê durante o primeiro ano de vida dele e Deus nos concedeu esse privilégio quando achávamos que não seria mais possível.

Quando engravidei, estava trabalhando sob contrato, portanto, não tinha emprego garantido depois de 1 ano de licença maternidade. Recebi uma oferta de emprego no meio da licença, mas recusei, já que usufuir do nosso direito de ficar 1 ano inteirinho com a Manu sempre foi nossa prioridade.

No final do mês de agosto, comecei a procurar emprego novamente e fiz algumas entrevistas durante o mês de Setembro e.. Bum! I got a job! Recebi uma oferta de trabalho para começar na primeira semana de outubro. E o que tudo isso tem a ver com o título do post?! Bem, foi aí que começou a “troca de papéis”.

Eu ainda teria direito a duas semanas de licença maternidade e pensamos que seria o momento perfeito pro Cris “tomar posse” dos seus direitos como pai e tirar a licença paternidade. E assim o fizemos. Muitas decisões num curto espaço de tempo.

Ajustes aqui e ali e assim invertemos os papéis por 2 semanas: Cris ficaria em casa com Manu e eu iria trabalhar fora o dia inteiro.

Sem dúvida alguma, a melhor forma de você saber como a outra pessoa se sente em determinada situação é se colocar no lugar dela, fazer o que ela faz , pensar como ela. Tenho o péssimo hábito em às vezes, julgar as pessoas em pensamento e vira e mexe me pego fazendo de vítima ou me sentindo mais especial do que alguém (xiii… acabo de me confessar. Faz parte do meu lado ‘podre’ que luto contra ele). Não foi diferente dessa vez. Estar em casa de licença maternidade é maravilhoso, um privilégio, porém tem também os momentos sombrios que toda mãe passa por eles.

Enquanto ainda em casa com Manuela, eu tentei desfrutar da presença dela o máximo que pude; ensinei várias coisas – e aprendi muitas outras, fiz vários testes: desde qual o melhor horário da soneca até sopa de aspargos; descobrimos parques de nossa vizinhança; participamos de grupos de mães e bebês; exploramos nosso quintal, e claro, demos muitas, mas muitas risadas. Mas tem dias que você se pega trocando a fralda pela oitava vez e se pergunta: Será que eu quero isso pro resto da vida? (óbvio que Manuela deixará as fraldas daqui um tempo, só estou usando isso para figurar). Talvez sim, muitas mães escolhem sabiamente abandonar suas carreiras para educar seus filhos de uma maneira mais próxima e isso é uma escolha linda. Talvez eu faria (ou farei no futuro), mas certo é que a situação financeira agora precisa de um salário extra, então ficar em casa cuidando exclusivamente do bebê não é uma opção no momento.

Por mais que ficar cuidando da Manu o dia inteiro seja uma delícia, tem coisas que são básicas de um ser humano (principalmente para a mulher!) que não são preenchidas. Tem dias que eu queria dar uma volta em algumas lojas, conversar um papo de adulto, ouvir músicas que não fossem infantis ou assistir um filme no cinema. Por causa do frio em alguns desses meses ou por causa da falta do carro à nossa disposição, por algumas vezes passamos 2 ou 3 dias sem sair de casa, e isso cansa. Por que estou contando tudo isso? Pelo fato de que muitas vezes só olhamos o lado bom das coisas dos outros e nos esquecemos que todos temos nossos “perrengues”. Geralmente, o pai só enxerga uma coisa: a mãe ainda dormindo quando ele sai pra trabalhar. Quem é pai aí pode confessar que se identificou com essa afirmação. Mas certo é que fora todo o prazer que é estar em casa com o bebê, tem todo o trabalho adicional: casa pra arrumar, roupas e louças pra lavar, comida pra fazer, bebê que quer mamar, bebê que resolve não dormir ou não comer, fraldas pra trocar e por aí vai. Quem está fora de casa geralmente não percebe todas essas tarefas.

Já a visão da mãe (eu!) geralmente é assim: o pai sai de manhã sem preocupações com tudo que esta por fazer na casa; não tem que aprender um monte de coisas novas de como cuidar do bebê; ele pode ouvir música de adulto no carro; ele conversa com os colegas durante o dia sobre variados assuntos; ele dirige; vai na academia, no vôlei, chega em casa e (na maioria das vezes) as coisas estão no lugar ou se não estão, podem esperar e deixar pra amanhã porque a mamãe estará em casa mesmo. É claro que ele curte o bebê e também cuida dele.

A realidade é que voltando a trabalhar, minha visão mudou. Durante essas duas semanas que o Cris ficou com a Manuela e até o presente momento, todas às vezes que vou sair de casa é como se eu estivesse abandonando-a. Já chorei e meu coração aperta. Pra quem fica o dia todo fora – são 11 horas! – a sensação é de que estou perdendo momentos muito especiais da vida do bebê. E isso é fato. Todos os dias ela aprende uma coisa nova. Eu fico no trabalho louca pra saber a que horas acordou, se já comeu, se gostou do cereal novo, se vai passear, qual o brinquedo está gostando mais, se já fez o #2, se bebeu água, se já voltou a dormir, etc, etc. E aí quando chego em casa, corro pra abraça-la (e ela faz o mesmo!! Quase me derreto!!) e fico apenas duas horinhas do dia com ela. Mundo cruel… E aí penso: era mais ou menos assim que o Cris se sentia.

Como podem ver, meus pensamentos ainda estão meio fora de ordem, ainda não sei falar sobre meus sentimentos em relação à essa situação. Vamos dar tempo ao tempo. Agora começou outra fase: a de ir pra creche. Cris já escreveu um primeiro post sobre isso e depois falaremos mais detalhado sobre nossa experiência da Manu na creche de Mississauga.

Num outro momento, o Cris vai falar da experiência dele sobre essas duas semanas de licença paternidade.

**Para aqueles que gostam de filmes, tem dois que falam sobre troca de papéis. O famoso brasileiro “Se eu fosse você” e o americano “In her shoes”.**

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A procura de uma creche

Escolher um daycare significa decidir onde seu filho(a) ficará durante todo o dia (ou parte dele), então é super importante buscar uma creche que proporcione um ambiente educativo, amigável e de preferência, que você tenha alguma referência.

Day CAre image ad

Um colega de trabalho um dia me disse que o preço que iria pagar no daycare era o menor dos “problemas”, pois segundo ele, é impressionante a frequência com que as crianças ficam doentes. Porém é preciso dizer que aqui em Mississauga, as creches estão em média custando $1.100,00 por mês (em Toronto este valor fica ainda mais caro). Uma parte deste valor pode ser abatido no imposto de renda. Para saber detalhes sobre deduções no imposto de renda, clique aqui.

Quando Manuela completou 8 meses, começamos a pesquisar melhor sobre o assunto e fazer visitas a creches próximas à nossa casa. A Aline fez um workshop no Early Child Care Centre para entender melhor os tipos de creches existentes e os benefícios de cada tipo. Vamos lá as opções:

Tipos de daycare:

  • Licensed home child care: A creche é na casa da pessoa que está prestando o serviço e apesar de não ser licenciada pelo governo, a creche é licenciada através da filiação com um agente licenciado pelo governo.

Alguns dos benefícios:

  • Inspeções são feitas na creche para garantir que estão seguindo os padrões estabelecidos pelo governo.
  • Grupos menores (no máximo 6 crianças)
  • Pode ser subsidiada pelo governo

  • Licensed child care centre: São as creches que possuem um lugar mais amplo com as crianças divididas de acordo com a classificação etária delas. São licenciados pelo governo.

Alguns dos benefícios:

  • Seguem uma regulamentação do governo.
  • Crianças ficam em salas com outras da mesma faixa etária e atividades são preparadas de acordo com o desenvolvimento das crianças
  • Profissionais com formação para cuidar de crianças
  • Pode ser subsidiada pelo governo

  • Unlicensed care: A creche é nomalmente na casa da pessoa que está prestando o serviço e ela não é licenciada pelo governo. Porém, o serviço é legal e deve seguir algumas regras básicas.

Alguns dos beneficios:

  • Máximo de 5 crianças, incluindo os filhos do dono da creche (se for o caso)
  • Preços normalmente mais baixos

Classificação etária das crianças:

Infant (de 0 a 17 meses)

Toddler (de 18 meses a 2,5 anos)

Preschool (de 2,5 anos a 5 anos)

School age (de 6 aos 12 anos)

Apesar da idade escolar ser a partir de 6 anos, o governo de Ontário providencia jardim de infância (Kindergarten) gratuito em tempo integral à partir do ano em que a criança completa 4 anos. Neste caso, normalmente os pais providenciam um before and after school care, que pode ser na própria escola onde a criança está matriculada ou em um dos tipos de creche que informei acima (pagos, é claro).

Para procurar creches licenciadas: http://www.ontario.ca/page/find-and-pay-child-care  ou http://www.iaccess.gov.on.ca/LCCWWeb/childcare/search.xhtml

Manu completou a primeira semana de creche e depois iremos fazer um outro post sobre como tem sido a nossa experiência.

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O que seria do mundo sem as avós?

A melhor babá do mundo?

Ela ama, cuida, dá carinho e atenção. Ela ensina músicas novas, dança, pula e dá cambalhotas. Ela brinca de carrinho, de ‘carrão’ e de bonecas (Amora, Neném, Ana, Ginger… alguns dos nomes das bonecas). Ela passeia no parque, desce no escorregador e brinca no balanço. Ah! E no jacaré também. Ela dá rapadura, camarão e divide seu panetone. Ela pega ônibus, vai pro Square One Mall, na Apple, na Victoria’s Secret, no Metro e na Shoppers Drug Mart. Ela vai nas aulinhas de música com bebês, canta e dança músicas em inglês, conversa com as professoras e as outras avós e mamães, mesmo sem entender 100% da língua. Ela segue direitinho os horários de dormir, de comer e de brincar do bebê. Ela ensina o bebê a cantar & dançar “Meu pintinho amarelinho”, a fazer carinha de assustada e a dizer “Ai, ai, ai!”. Ela assiste Galinha Pintadinha, Casa de Brinquedos, MPBaby, Palavra Cantada, 3 Palavrinhas e Turma do Cristãozinho – na TV ou no iPhone. Ela se sente livre, sem invadir o espaço do outro.

Além de tudo isso, ela arruma a casa, lava roupas, faz comidinhas gostosas, cata folhas do quintal. Ela lava a garagem, costura roupas desembainhadas, lava banheiro e passa roupas. Ela compra pão e tofu. Ela ajuda nas lições de Escola Dominical e na decoração da festa de aniversário de um ano. E quando sobra um tempinho, dá uma passadinha na Dollarama. Tudo isso de rímel, baton, unhas pintadas e um vestidinho fofo.

Pra completar, ela gerencia a casa dela há milhares de quilômetros de distância. Ela estuda com a filha mais nova, dá assistência a filha mais velha quando hospitalizada, conversa com o filho do meio. Cuida do marido mesmo de longe e o empresta seus ouvidos quando ele precisa desabafar ou somente trocar ideias.

Mas acima de tudo isso, ela ora por todos nós, todos os dias. Ela sabe que o poder não está nas mãos dela e sim, do Pai. “Uma mulher de saltos é poderosa, mas uma mulher de joelhos é invencível.”

Quem é ela? A vovó da Manuela, minha mãe.

Mãe, sem palavras pra agradecer o carinho e cuidado seu com a gente durante esses últimos 44 dias. Nossos corações estão cheios de gratidão pelo seu desprendimento e apoio. Que dias como esses se repitam muitas outras vezes!! O-B-R-I-G-A-D-A!

*P.S. Minha mãe veio pra cá cuidar da Manu por 6 semanas enquanto eu me adaptava no meu novo trabalho e o Cris retornava ao seu antigo emprego. Agora, Manuela irá para um Home Daycare, que falaremos em posts mais adiantes.

mamis e Manu

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“Só faltou a Luísa que está lá no Brasil…”

De agosto de 2014 a junho de 2015 tivemos o privilégio de ter minha irmã caçula morando aqui nas terras geladas com a gente. Após 3 meses da chegada dela aqui fizemos esse post aqui, e agora já se passaram 3 meses (na verdade, 4 meses desde que escrevi o post e não publiquei :)) que ela voltou pro Brasil e achamos que seria legal ter um post novo contando a experiência de uma estudante internacional de 13 anos, no ponto de vista dela. Veja aí abaixo o depoimento dela:

“Sobre a minha estadia no Canadá tenho muito a dizer, mas vou tentar resumir o máximo possível. Quando cheguei fui muito bem recebida pela minha irmã e meu cunhado. Não gostei muito da data em que fui porque naquele dia fazia quatro anos que minha vó havia morrido.

Tive tempo suficiente para me preparar para a escola e emocionalmente para mudança de vida. Mas, acho que não foi o suficiente…quando cheguei do meu primeiro dia de aula (2 de setembro de 2014), descobri que nem contar de um até dez eu sabia, e me senti muito sozinha. Graças a Deus, eu encontrei a Tashmi, uma garota de Scarborough (Canadá) que se tornou minha melhor amiga e mais, me ajudou no início do ano letivo. Ao decorrer do ano fiz novos amigos que me ajudaram muito assim como a Aline, Cris e Manuela, sendo eles Anissa, Sania, Vicky, Jide e Muhammad.

Sobre minhas dificuldades, a pior delas era me acostumar com a escola. Tudo era diferente: as pessoas, a comida, as classes, os professores, os colegas, os horários e etc… Em dezembro, meu inglês já tinha melhorado bastante, e parece que o meu cérebro mudou automaticamente do português para o inglês. Comecei a falar inglês em casa com os amigos da igreja e até sonhar em inglês.

 Foi quando eu tinha me acostumado que comecei a falhar na escola, mas me recuperei logo. Em março foi uma correria, depois que voltei do Brasil (fizemos uma viagem de duas semanas pro Brasil) tive que recuperar com um monte de matéria e estava louca para ir a Montreal no final de ano letivo com meus colegas. Só se falava nisso, até que o grande dia chegou. Eu estava cansada, tinha viajado muito e não conseguia parar de pensar na minha volta ao Brasil, que infelizmente estava perto. Minha mãe já havia chegado com suas amigas que aliás foi um prazer estar com elas. Me diverti muito em Montreal e em todos os outros lugares que fomos, mas era hora de dizer adeus. No dia 26 de junho, meu último dia de aula, chorei muito ao lado de minhas amigas e me despedi com muita tristeza no coração.

Fui embora no dia 29 de junho de 2015 e até hoje não me arrependo de ter sofrido com inglês de ser muitas vezes rejeitada e por ter falhado, por que hoje só consigo me lembrar dos momentos com meus amigos, das risadas da Manuela, das músicas que eu e o Cris cantávamos no carro, da santa paciência da Aline e das conquistas que fiz. “Olhar para o passado com gratidão, e para o futuro com esperança – Pr. Estevam Fernandes” By Luísa 

luisa

Luísa é uma mocinha muito inteligente, proativa e comunicativa e como em todo lugar que ela passa, deixou aqui pessoas que se tornaram grandes admiradores  dela: professores, bibliotecária, vizinhos e etc. Com uma incrível capacidade de se adaptar a qualquer lugar, se deu tão bem na escola e com a nova cultura que não queria ir embora quando esse momento chegou. Mas como ‘tudo que é combinado não sai caro’, ela sabia que precisava voltar.

Hoje, está já fazendo as provas finais do oitavo ano no Brasil e o gostinho de ‘quero mais’ permeia na vida dela e as nossas.

Luísa (não posso mais te chamar de Xuxu!! Vc já tem quase 14 anos!!), you’ll always be welcome in our house and lives!! We love you!!

Beijinhos, Lininha

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Viagem Vancouver (6 anos de Canadá)

Para comemorar 6 anos de Canadá, fizemos uma viagem super especial de 6 dias para Vancouver, BC com os meus pais.

Nosso Roteiro:

1º dia: Viagem Toronto-Vancouver: 5 horas de viagem + compras

2º dia: Stanley Park e Aquário

3º dia: Whistler

4º dia: False Creek, Granville Island, Canada Place e Fly-Over Canada

5º dia: Capilano Suspension Bridge e Grouse Mountain

6º dia: Sea to Sky Gondola, Shannon Falls e Queen Elizabeth Park

Hospedagem: Pela primeira vez usamos o Airbnb e aprovamos muito o serviço deles. Alugamos um apartamento de 2 quartos todo mobiliado em Vancouver Downtown com garagem e pagamos a metade do valor de um hotel na mesma região.

Nosso apartamento ficava do lado do BC Place e tinha vista para o Vancouver Science World.

Nosso apartamento ficava do lado do BC Place e tinha vista para o Vancouver Science World.

Tivemos um super problema com o apartamento que alugamos bem no quarto dia de hospedagem e fomos obrigados a sair, porém tanto o dono do apartamento, quanto a Airbnb nos deram todo o suporte para acharmos outro local para nos hospedar e nos reembolsaram valores até mesmo maiores do que os que pagamos devido ao inconveniente – empresa séria é assim, preza sempre pelo cliente.

Nos últimos 2 dias ficamos hospedados em North Vancouver no Comfort Inn. Hotel bem simples, mas confortável e com uma localização perfeita para os passeios que iríamos fazer nestes dias da viagem.

1º dia: Viagem Toronto-Vancouver (5 horas de viagem)

Nosso voo da Air Canada saiu de Toronto 9am e 11am ja estavámos em Vancouver, isso é devido a diferença de fuso horário. Voo direto e bem tranquilo. Alugamos um carro com a Enterprise . Eles tem um serviço para te pegar no aeroporto e te levar a agência, basta seguir as placas no aeroporto de ‘Rent a car‘.

Vovô era sempre o colinho preferido para as sonecas :-)

Vovô era sempre o colinho preferido para as sonecas :-)

Pegamos as chaves do apartamento que alugamos e tiramos o restante da tarde/noite para descansar e fazer algumas compras.

2º dia: Stanley Park e Aquário

Fizemos um tour completo pelo parque e confirmamos que ele é realmente bem bonito e tem muita coisa para se fazer, mesmo com tempo nublado e chovendo. Paramos para ver os Totem poles, Farol, Lion Gate Bridge, Prospect Point, Jardim das Rosas e Aquário.

Mamãe ficou encantada com os jardins, mesmo nesta época do ano.

Mamãe ficou encantada com os jardins, mesmo nesta época do ano.

Vancouver Setembro

Impressionante o tamanho das árvores.

Impressionante o tamanho das árvores.

Jardim de rosas ainda estava assim :-)

Jardim de rosas ainda estava assim :-)

Almoçamos neste dia com meus primos (Warley e Fabiene que estão em uma temporada de estudos em Vancouver) em uma churrascaria brasileira bem próxima ao parque chamada Rio Brazilian Steakhouse.

Família reunida.

A disputa foi forte entre papai e Warley de quem comeu mais!!!

E fechamos o dia visitando o Vancouver Aquarium. Vale a pena a visita, principalmente a exposição de águas-vivas. É impressionante! Mas preciso confessar que o aquário de Toronto é mais legal :) . Uma coisa bem bacana no aquário de Vancouver é que eles se dedicam muito à pesquisa e resgate de animais. Ponto pra eles!

Vancouver Setembro2

Cavalo-marinho grávido!; Águas-vivas; Show das baleias Belugas; Pinguins africanos; Nós…rs; Logo do aquário

3º dia: Whistler

Apesar do tempo fechado, saímos cedo com destino a vila da estação de ski em Whistler. São 120 kms de viagem pela rodovia 99 chamada Sea to Sky (do mar ao céu). Ficamos super decepcionados pois esta rodovia é uma das mais famosas no Canadá pela sua beleza, mas as nuvens e neblina encobriam tudo.

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Chegando em Whistler não foi diferente, choveu aquela chuva fininha durante o tempo todo e resolvemos somente caminhar pela vila e não fazer o Peak2Peak, pois a visão das montanhas estava totalmente bloqueada pela neblina. O Peak2Peak é um passeio de gôndola pelas montanhas, aliás a maior ligação do mundo de gôndola entre duas montanhas. Motivo pra voltarmos a Vancouver :)

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Então fica a dica, Whistler com tempo nublado e chuva é não, não.

4º dia: False Creek, Granville Island, Canada Place e Fly-Over Canada

Fomos para a ilha de Granville com o táxi aquático (Aquabus) e aproveitamos para passear no False Creek. Almoçamos no mercado da ilha, que é bem legal e vale a pena a visita. Tem bastante artesanato, comidas diferentes e coisas legais para se ver, como os silos pintados por brasileiros.

Passeio pelo False Creek

Passeio pelo False Creek

Mercado em Granville

Mercado em Granville

Achamos bem legal também o Canada Place. Ficamos admirando as montanhas, os hidroaviões que saem toda hora do aero-porto, o centro de convenções de Vancouver (Aline é da área de eventos, então não podíamos perder a visita) e para fechar fomos ao Fly-Over Canada. Muito legal a experiência do FlyOver Canada – saimos de lá admirados. É como se você estivesse sobrevoando todo o Canadá, e assim conhece as maravilhas de ponta a ponta do país sem sair da cadeira.

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5º dia: Capilano Suspension Bridge e Grouse Mountain

Finalmente o dia amanheceu com céu azul e fomos fazer atividades ao ar livre. Primeiro visitamos a famosa ponte suspensa Capilano e na parte da tarde fomos passear no alto da montanha Grouse. Para os aventureiros de plantão, você pode subir a Grouse Mountain pela trilha (1 hora e meia) e descer pela gôndola ($10.00 somente para descer). Muito gostoso poder andar pelas e através das árvores! O ar super puro nos fez ganhar mais umas duas semanas de vida…hahaha!

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Andando pelas árvores

Andando pelas árvores

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Manu foi a convidada especial do show dos lenhadores :-)

Manu foi a convidada especial do show dos lenhadores :-) e até ganhou uma ‘mini cadeira’…rs

6º dia: Sea to Sky Gondola, Shannon Falls e Queen Elizabeth Park

Novamente tivemos dia de céu azul e partimos cedo para a entrada da cidade de Squamish onde está localizado o Sea to Sky Gondola. No caminho pudemos finalmente admirar as vistas da rodovia 99 e o passeio valeu muito a pena (na minha opinião, foi o que mais gostei da viagem). Almoçamos por lá mesmo e depois fizemos uma rápida parada para conhecer a cachoeira Shannon que fica do lado do Sea to Sky Gondola.

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Voltamos para Vancouver e fomos nos despedir no ponto mais alto da cidade no parque Queen Elizabeth.

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Agora que conhecemos um pouquinho do lado oeste do Canadá, espero irmos mais vezes, pois a beleza natural da região realmente impressiona.

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Dragon Boat Race – Corrida de barcos dragão

Nunca tinha ouvido falar deste tipo de corrida de barco antes de vir para o Canadá e apesar de já ter visto o pessoal treinando e competindo, somente agora tivemos a oportunidade de participar desta competição.

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São 22 pessoas no barco, sendo 20 pessoas remando, 1 pessoa ditando o ritmo (com um tambor na parte da frente do barco) e 1 pessoa em pé atrás controlando a direção do barco e também ajudando na coordenação.

As corridas são normalmente de 500, 1.000 ou 2.000 metros, sendo a mais comum a de 500 metros. Não pense que por ser uma distância curta é tranquilo, pois é explosão e força total que nos deixa sem fôlego no final. O legal desta competição é que o time precisa estar bem sincronizado para ter maior sucesso e vencer a corrida.

No final de semana passado ocorreu no lago Ontário a 21ª edição do desafio anual GWN de barco dragão (21st Annual GWN Dragon Boat Challenge Presented by CIBC) e tivemos a Bombardier Transportation Cup e o nosso barco (Bombardier Steel Wheels) foi o campeão da categoria (Uau!! Ok, não precisa se empolgar pois eram somente 2 barcos na nossa categoria Kkk….).

We are the champions!!!

We are the champions!!!

Se você se interessou, entra no site da GWN e dê uma olhada nas diversas competições que eles promovem. Lá você encontra também uma lista dos clubes espalhados pela GTA e que estão aceitando novos integrantes. Posso dizer que as competições são super organizadas, com muitas equipes bem preparadas e muito trabalho em equipe.

Aline topa qualquer parada!!!

Aline topa qualquer parada!!!

“ As corridas de Barcos Dragão estão profundamente enraizadas nas tradições milenares chinesas. Na sua origem está a celebração da morte de um grande poeta e diplomata: Wât-Yun.

Depois de ter apoiado uma deslocação do imperador a um reino vizinho, enquanto conselheiro real, que foi mal sucedida, Wât-Yun retirou-se para a sua terra natal, onde se suicidou atirando-se ao rio Mek Lo. Quando os barcos que o iam resgatar se aproximavam do corpo, os remadores atiraram bolinhos de arroz para saciar os monstros marinhos, ao mesmo tempo que batiam com os remos para os afugentar.

O barco simboliza o dragão que representa a virilidade, o vigor, a fertilidade; é um ser benéfico, apanágio dos deuses.” By Wikipedia

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