Não basta ser Pai, tem que participar…

2014 foi um ano de grande mudança nas nossas vidas. Já em Fevereiro descobrimos que Deus tinha nos presenteado com o crescimento da nossa família e que a partir dai tudo mudaria. Desde o começo, decidi que seria o mais presente possível em todo o processo da gravidez e também quando nosso bebê nascesse. E assim o fiz: fui a todas as consultas que a Aline teve com a Midwife, me cadastrei no site do babycenter para receber todas as atualizações semanais da gravidez (muito engraçado, pois o site parte do pressuposto de que somente as mães se cadastram, então a linguagem era tipo assim: Cristiano, esta semana você deve estar sentindo isto, isto e isto… hahaha) e também fiz algumas outras pesquisas para saber o que estava por vir.

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As Midwifes (parteiras) foram sempre super pacientes e dedicavam bastante tempo para responder a nossas perguntas (mesmo que elas fossem um tanto sem noção do papai de primeira viagem aqui) e eu até fiquei “famoso” com elas, pois normalmente sabia os números melhores que a Aline (peso, dimensões, etc), eu os lembrava de uma consulta para outra antes mesmo delas dizerem se tinha aumentado ou diminuído :-).

Em casa também tivemos diversas mudanças, pois com o passar do tempo, Aline ia diminuindo suas atividades da casa e eu aumentando. Nunca fui muito fã de serviço domestico (quem eh?), mas não tinha escolha, era arregaçar as mangas e ir para a faxina.

Com relação às compras, quem me conhece sabe que sou bem contido (para não dizer pão duro) com os gastos e Deus é tão bom que pudemos economizar bastante com muita coisa, seja com promoções, presentes ou doações (que foram muitas por sinal). Neste quesito eu e Aline nos alinhamos super bem e foi bem tranquilo.

Durante todos os 9 meses tentei ao máximo processar a informação de que nossa filha estava a caminho e este amor crescia cada vez mais dentro de mim, mas na minha opinião, para o homem a ficha realmente cai quando vemos e podemos pegar no colo aquela criaturazinha tão linda e indefesa. Na verdade minha ficha ainda não caiu por completo, muitas vezes ainda me pego sem acreditar no tamanho da benção que Deus nos deu. Impossível explicar com palavras.

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É impressionante como um pai se sente quando o filho tem algo, sentimento totalmente novo para mim e novamente indescritível. Manuela tem sentido umas cólicas com certa frequência, e como gostaria de poder passar aquela dorzinha para mim e vê-la dormindo como um anjinho. Instinto protetor.

Aline tem relatado a experiência dela como mãe e acho importante descrever aqui também o que tenho sentido como pai. Depois que a Aline fizer o post sobre o parto, venho relatar minha visão do parto também (que aventura viu rsrsrs).

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Algumas coisas que não me contaram sobre gravidez

Gente, post atrasadíssimo!! Era pra ter sido publicado a umas 4 semanas atrás, mas muito corre-corre nesses últimos dias e não finalizei a publicação. Então, resolvi permanecer com o texto original, mesmo já tendo nosso ‘pacotinho’ nos braços :). Sim, Manuela já nasceu, mas quero dedicar um outro post só para contar essa experiência única. Por enquanto, fiquem com o texto sobre a gravidez até o nono mês.

Ainda faltam alguns dias para finalizarmos essa etapa, mas já posso dizer que já aprendi a maioria das coisas sobre essa fase (o parto não está incluso na lista, afinal ainda não passei pelo Gran Finale).

Bem, fiz uma listinha com uns tópicos interessantes, contando alguns sabores e dissabores que essa fase pode trazer. Vale a pena lembrar que essa foi minha experiência nessa gravidez e ela pode variar a cada filho e de mulher pra mulher.

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Azia/queimação e outras coisinhas– Meu primeiro item da lista já que ela tem me acompanhado desde o início e pelo visto vai até o dia que minha pequena vier ao mundo. Tentei todas as dicas que li e ouvi e nada resolveu: travesseiros extras, pequenas refeições, evitar frituras, refri, etc. Manhã, tarde e noite ela me acompanha e a única coisa que resolve é o famoso e santo TUMS, um anti-ácido que parece uma balinha. O problema é que não aguento mais ver e sentir o gosto desse troço… Mas ao mesmo tempo, fico desesperada se não o tenho por perto. Funciona tira e queda pra mim. Cinco minutos depois de colocá-lo na boca, a bendita azia some… que alívio! Mas também tem uns outros sintomas que eu desconhecia, tipo, olhos secos, dor de cabeça, câimbra e formigamento nas mãos e pernas, esquecimento/falhas na memória, etc, etc. A listinha parece não ter fim!

Higiene e beleza – Nunca imaginei não ser capaz de amarrar meus próprios sapatos… o que significa também que não consigo fazer as unhas do pé, depilar as pernas (faço, mas fica bem ruinzinho) e outras partes do corpo que você pode imaginar. O lado bom da estória é que eu me dei ao luxo de ter uma pedicure desde o segundo semestre :) logo após a primeira e única tentativa de pedir ao Cris pra cortar minhas unhas do pé :/ …. Você pode imaginar como ficaram ‘lindas’ as minhas unhas…. Outro ponto desse tópico são os cabelos. Muito se discute sobre o que pode e o que não pode durante a gravidez. Muita coisa ainda não comprovada, mas eu prefiro pecar pelo excesso de cuidado, sem comprometer minha auto-estima. Então, retoquei minhas mechas depois do primeiro trimestre com o mínimo de química possível, mas evitei uma escova progressiva, por exemplo. Mais perto do parto, resolvi ficar morena novamente (usando uma tinta orgânica) por achar que será mais fácil de manter durante o primeiro ano da Manuela.

Vestuário – Estou “ansiosa” para poder vestir todos os meus modelitos novamente. Sinto falta das calças que não cobrem a barriga toda…rs. Roupa de grávida pode ser linda (e cara!), por isso, uma boa pesquisa antes de sair comprando ajuda bastante. Fui em algumas lojas de maternidade e investi uma graninha em um bom jeans, uma legging preta básica e uma outra calça larguinha. Ah! E dois shorts porque fomos pra praia nesse meio tempo. Para a parte de cima, comprei umas duas blusinhas de malha e uma mais tipo ‘casual business’. Depois fui nas lojas de atacado tipo Target, Old Navy e H&M e achei umas blusinhas de malha/algodão bem baratinhas que dá pra usar pós-gravidez também. Comprei dois vestidos coringas e ganhei um da minha irmã Dri. Tive o privilégio de ter duas calças emprestadas pela minha amiga e já mamãe Dayana. Ajudou demais, né? Esse foi meu guarda-roupa por todos os meses…rs. Claro que por algum tempo ainda consegui usar minha roupas normais, mas na reta final, é só essas roupas sairem da máquina que vão direto pro corpo. Agora, quando o assunto é sapato… aí eu digo que sinto muuuito falta dos meus saltos altos. Dei bye, bye pra eles a algum tempo e um welcome para as sapatilhas e rasteirinhas (enquanto o verão me permitiu usá-las). _MG_2219

Parceiro – Como tenho aprendido a importância de ter um companheiro leal, cúmplice nessa fase! Tenho tido a ‘sorte’ de ter um maridão que me apoia, se interessa e está disposto a fazer mudanças quando elas são necessárias, sejam elas sair atrasado para o trabalho porque estou super lenta ou adotar umas tarefas pesadas de casa. Confessso que não sabia que ia precisar tanto do Cris. Até pra pegar uma travessa que está mais no alto do armário preciso chamá-lo…

Movimentos do bebê – Nunca soube que um bebê mexia tanto na barriga e que essa sensação é simplesmente indescritível! Eu a chamo de minha ‘água-viva’ porque essa é a sensação que tenho de vez em quando, que tenho uma espécie de gelatina na barriga que se movimento pra lá e pra cá. Tento explicar pro Cris os tipos de movimento que ela está fazendo, mas vejo na carinha dele uma interrogação de todo tamanho… e sinto muito por ele nunca poder experimentar essa maravilhosa sensação. Tentamos chegar perto dele poder sentir isso; deitados na cama, o abracei e deixei barriga com barriga e ele abriu um grande sorriso. Sentiu os movimentos bizarros que a Manu faz lá dentro. Fica a dica!
E os soluços? Fico com pena quando ela começa a soluçar. Os médicos dizem que é super normal e que não machuca o bebê, mas desde quando soluço é legal?!? Ela fica alguns bons minutos soluçando de vez em quando… Oh dó…

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Consultas – Não sabia que são tantas visitas ao médico ou profissional de saúde que está te acompanhando que como já falei aqui antes, optamos pela ‘parteira’ (midwife). Isso porque minha gravidez não é de risco, mas são muitas as vezes que você tem que sair mais cedo ou chegar mais tarde no trabalho. Não estou reclamando, porque acho super importante o acompanhamento, só nunca percebi que seriam tantas vezes. Além das consultas normais, tem os exames, ultrassons, aulas de pré-natal, etc. Então, contar com um empregador compreensivo é muito importante!

Compras pro bebê em geral – A gente entra em outro mundo a partir do momento que começamos a pesquisar sobre o que e onde comprar as coisas pro bebê. Desde o berço até as mamadeiras, são tantas informações e opções que você pode ficar bem perdido. É importante pesquisar, mas é importante focar no que é importante. Entendeu? Tem coisas que você simplesmente se pergunta: “Mesmo? Um bebê precisa disso?”. Fiz minha listinha baseada em uns três baby’s websites e durante a gravidez fomos comprando (ou ganhando!) as coisas. Ficamos abertos a aceitar coisas ligeiramente usadas e assim poder economizar e comprar outras que realmente gostaríamos de ter novas. Fizemos uma viagem a Buffalo nos EUA como o Cris mencionou aqui e compramos bastante coisas por um preço bem mais acessível. Um objeto que digamos, deu trabalho pra comprar, foi o combo carrinho + bebê conforto. Deixei a árdua função de pesquisar e comparar marcas, qualidade, características e preços para o Cris. No final da estória, acho que gastamos mais tempo pesquisando pra comprar o carrinho da Manuela do que pra comprar nosso próprio carro…rs. Ainda não fizemos o test drive, então espero que tenhamos feito uma boa escolha. A verdade é, que como diz nosso amigo Anton, tudo que compramos é para facilitar a vida dos pais porque o bebê mesmo, só precisa da gente e do nosso amor <3

_MG_2327Quarto – Eu chamo o quartinho dela de ninho. Me sinto como um passarinho a colocar graveto por graveto para montar o ninho para receber os filhotes. De novo, tem tantas opções no mercado que mais uma vez você precisa focar no que quer. Confesso que no início foi um pouco difícil saber exatamente o que eu queria e conciliar com o pensamento do Cris, mas depois as coisas foram se encaixando e com a ajuda da minha personal-arquiteta-irmã Adriane, conseguimos montar o quarto, escolhendo o que deveria ter lá, o lugar dos móveis, a cor da tinta da parede e objetos de decoração. Gastamos algumas horas fazendo teste de tintas até chegarmos nas cores/tons que agradavam nossos olhos. E o nosso super pintor-amigo William Dias, fez um trabalho lindo nas paredes do quarto dela. O quarto está praticamente pronto, mas ainda faltando uns objetos decorativos que vou esperar minha irmã chegar pra contribuir com os ‘palpites’.

Informação/conhecimento – Se preparar para qualquer situação na vida é sempre a melhor coisa que podemos fazer. Inclusive para esse momento tão especial e importante. Não, não existe fórmula mágica e muitas vezes o que os livros e especialistas dizem são examente o contrário do que o que acontece. Mas muitas vezes eles acertam também. Como somos marinheiros de primeira viagem, resolvemos adotar uma linha de pensamento e segui-la, mesmo que algumas coisas fossem totalmente novidade para nós. Estamos seguindo os conselhos das nossas parteiras/midwives, raramente não fazemos o que elas nos sugerem. Posso dizer que tem feito sentido as coisas que elas dizem. Como já é óbvio, as parteiras tendem seguir uma linha mais, digamos, ‘natureba’, evitando medicamentos e explorando mais o que o nosso próprio corpo produz durante a gravidez e pós-gravidez. Fizemos uma aula de pré-natal com uma doula (um outro tipo de parteira) durante um final de semana e amamos a forma que o conteúdo foi transmitido. De forma simples, natural e divertida, a doula nos fez pensar no momento do parto e como devemos encará-lo. Também nos ajudou a entender melhor o corpo da mamãe e do bebê e quão fascinante é essa interação. Fiquei admirada na perfeição e cuidado do Criador quando pensou em como pessoas deveriam vir ao mundo…rs. Por exemplo, nosso corpo libera umas substâncias ou hormônios pra cada estágio do parto (sim, o parte é composto de 3 estágios, mas não vou falar disso aqui pra não me alongar ainda mais). Às vezes, a substância é pra dizer: “Segura firme! Vai doer um pouquinho mas já-já passa”, às vezes é um outro tipo que é liberado dizendo: “Tá na hora!”. Outra coisa que fiquei admirada em saber é que quando o bebê está com febre, as características do leite materno mudam, sabor, cor, textura, temperatura e vitaminas. O corpo da mãe percebe que o bebê não está bem e imediatamente produz um leite mais forte. Incrível! Pelo menos eu achei…

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Também nessa linha de conhecimento, adotamos leitura diária e semanal dos artigos do site Baby Center. Muito bacana e informativo o site. Ele tem em várias línguas, e nos registramos tanto no site do Canadá como no do Brasil. Em termos de artigos, eles mantém sempre a mesma ideia, porém o que muda de um pro outro é quando as informações são locais, específicas para a região que se vive. Achei interessante comparar o modo como a gravidez e cuidados com o bebê podem se diferenciar dependendo do país.

Em suma, pensei que o Brasil poderia investir mais em educação pré-parto, promovendo aulas como essas que tivemos. Iria ajudar muuuitas mamães e talvez o índice de cesáreas iria diminuir (não sou contra a cesariana, mas sempre defendo o modo natural das coisas).

Comida – Não mudei muito minha alimentação durante esses meses por entender que normalmente eu me alimento razoavelmente bem. O que fiz foi comer mais vezes durante o dia, fazer pequenos lanches entre as refeições principais. Não tive muitos desejos loucos, mas minha vontade de tomar sorvete aumentou muuito :). Uma coisa que eu adquiri o hábito foi de sempre ter por perto uma garrafinha com água. A todo momento eu tomo um pouquinho, desde manhã e durante a noite também. Água tem sido minha BFF :).

Pessoas – família, amigos e todos os demais. Cada um tem sua opinião e todos fazem questão de compartilha-la (mesmo se você não pedir! Hahaha!). Eu gosto de ouvir as experiências , principalmente as boas, mas tem gente que não consegue transmitir nada de bom. Então, é importante os pais saberem filtrar o que ouvem e seguirem o seu instinto. Eu creio que se Deus permitiu sermos pais, Ele também nos capacita para tal função. Se vamos errar?? Com certeza, mas erros fazem parte de qualquer aprendizado.

Vou ficando por aqui mesmo ainda tendo vários tópicos pra compartilhar, mas já tá muito grande esse post. O próximo tópico vocês já sabem: P-A-R-T-O!

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“Só falta a Luísa que está lá no Canadá”

Antes de falar mais sobre a Manuela, quero deixar registrado como foram esses últimos dois meses aqui em casa. A Manu não nasceu ainda, mas já estamos com mais um novo membro na família, uma ‘filha adotada’.  Luísa, minha irmã de 12 anos está morando com a gente desde quando voltamos de férias do Brasil. Ela ficará aqui estudando por um ano, cursando o Grade 7.

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Fazendo homework, Visitando a escola, Ultrassom 3D da Manu, Toronto Islands, Cirque du Soleil – Kurios

Tem sido uma experiência muito gostosa e desafiadora para todos nós: ela, eu, Cris, minha mãe e Isac. Tudo ainda muito novo e todos ainda aprendendo a lidar com as mudanças. Luísa sempre foi uma criança muito obediente e determinada. Desde quando viemos pro Canadá, ela disse que um dia queria morar conosco. E cá estamos, nós 4, hoje aqui J

O processo para estudante internacional não é muito complicado, mas um tanto quanto de$$pendioso. Como a Luísa ainda está na 7ª série, ela não pode estudar em escolas católicas a não ser se for batizada em alguma igreja católica (que não é o caso dela). Mas a partir do High School, o estudante tem o direito de estudar nas escolas católicas ou públicas. Vale lembrar que as escolas católicas também são gratuitas (para canadenses ou residentes), porém com  o ensino religioso focado no catolicismo. Para aqueles que estão interessados em saber valores, basta fazer umas pesquisas básicas na net, mas por alto, o valor do estudante internacional é de 15 mil dólares só pra escola e seguro de saúde. Os demais gastos depende de cada pessoa (passagem, hospedagem, alimentação, lazer, etc).

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Toronto Islands, Copacabana Restaurant, Demetre Sorveteria, Skyline de Toronto, Cora Breakfast, Lisgar School

Podemos dizer que o saldo dos primeiros meses foi bem positivo, mais do que esperávamos pra ser sincera. Em termos de adaptação, tem sido incrível como ela se parece um camaleão, no bom sentido, claro. Cabeça fresca e aberta a novas ideias e desafios. Tudo que a gente propõem, ela topa. Já fizemos carteira da biblioteca, está participando de aulas de conversação, entrou para o coral da escola (vai fazer até solo?!?), só ainda não se engajou em nenhuma atividade esportiva – mas isso não é o forte dela…rs.

Na escola, também não tem sido diferente. Todas as coisas são novas, desde o formato da sala até não ter uniforme passando por horários maiores de aulas (8:30h às 14:30h) e ter guarda-volumes pra guardar os livros. Sem contar as aulas de música e francês. Sim, além do inglês ela está aprendendo francês…rs. Ela foi super bem recebida pelos professores, colegas e funcionários da escola. Inclusive, a vice diretora foi super simpática em fazer um tour na escola com a gente uma semana antes das aulas começarem. No dia do ‘Open House’ na escola, que é um dia que a escola abre as portas para que os pais conheçam os professores e as instalações do lugar, conversamos bastante com alguns professores e só ouvimos elogios; “Ela é muito dócil, comunicativa, aprende rápido, ótima em matemática…”etc, etc. Isso nos deixou muito orgulhosos e felizes como pais postiços J. Inclusive, a professora comentou que ela já aprendeu a cantar o hino nacional canadense e que muitos dos alunos nascidos aqui não sabem ainda…

Depois de um mês de aulas, podemos dizer que a rotina está começando a ser formada. Começamos levando-a bem cedinho pra escola e ela voltando a pé sozinha. Depois de dois dias a vizinha ofereceu carona para ir e voltar. Ficamos todos muito gratos e contentes com isso. A vizinha é bem simpática e poucos meses mais velha que a Luísa e estuda na mesma escola. Cedo pela manhã, ela sai de café da manhã tomado e tem que levar o almoço já quentinho numa vasilha especial e na lancheira térmica. A adaptação mais uma vez foi mais fácil do que o que esperávamos. Quando chegamos em casa, são várias estórias para serem relatadas e para casa a serem feitos também. Já fez provas e trabalhos e todos com notas excelentes.

Ainda está bem no início, mas já percebemos que a escola tem uma linha mais voltada pra estimular a criatividade da criança. As aulas não são estilo convencionais, tipo, em uma aula de matemática a professora ensina volume pedindo para as crianças mediram toda a sala e calcular quantos marshmallows caberiam lá. Sempre há uma forma divertida inserida no aprendizado, seja através de jogos, brincadeiras, desenhos ou atividades. E desse jeito, ela vai aprendendo a enxergar o mundo de uma maneira diferente. E eu e o Cris temos aprendido muito também.

Claro que a saudade do restante da família, amigos, comida, colegas existe, mas ela tem administrado isso com louvor. Os pais é que ficam de lá chorosos…rs. Não é pra menos, né?

Também está super empolgada com o nascimento da primeira sobrinha e digo que eu também, afinal, terei mais uma ‘mãozinha’pra cuidar da Manu.

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Licença Maternidade no Canadá

No Canadá a licença maternidade pode variar um pouco entre as províncias, então vou falar sobre como funciona aqui em Ontário.

No total, a licença maternidade é de 1 ano e é dividida em dois tipos de licença:

- Licença gravidez (pregnancy leave): 17 semanas antes ou a partir da data do nascimento do bebe e somente a mãe tem o direito a esta licença. As regras para a elegibilidade estão aqui.

- Parental leave (como traduzir esta? Licença para pais?): 35 semanas a partir da licença gravidez ou nascimento do bebe e neste caso o pai ou a mãe podem tirar a licença ou podem dividir as 35 semanas como quiserem.

Quem paga o empregado as licenças é o governo, sendo que alguns empregadores podem ter como beneficio a complementação da licença (top-up benefit), uma vez que o governo somente paga um certo valor máximo do seu salário (atualmente no máximo $514.00 por semana, sendo este valor passível de pagamento de taxas).

Para se ter direito as licenças, é necessário que o empregado tenha trabalhado por pelo menos 600 horas nas ultimas 52 semanas antes de aplicar para o benefício. E deve-se aplicar para a licença assim que parar de trabalhar.

 Apesar de não receber 100% do salário, o grande benefício é realmente ter o privilégio de passar pelo menos o primeiro ano de vida do seu filho/a cuidando dele/a. E o mais legal é que o pai pode fazer parte deste momento e usufruir um tempo com o bebê.  Nossos planos são que a Aline passe maior parte do tempo com Manuela, mas se tudo correr bem, eu espero aproveitar um pouco da licença também.

Existe muita informação na internet sobre a licença maternidade, mas o melhor lugar é sempre o site do governo, que aliás tem tudo bem explicadinho.

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5 anos

DSC03523E assim se completam 5 anos nas terras geladas.

No dia 16 de setembro de 2009 saimos do Brasil com destino a Toronto, sem lenço (e com) documento :). Não sabíamos o que viria pela frente e por quanto tempo ficaríamos aqui. Depois de 5 anos, as duas afirmações da sentença anterior continuam sendo perguntadas por nós mesmos frequentemente, mas com a certeza que estamos no lugar certo, na hora certa. Eu diria que 5 anos para um imigrante são como 10, pelo fato de tudo ser novo e você ter que reaprender coisas que já estava careca de saber. Como tudo na vida, dores e delícias compartilham do nosso dia a dia e o bom da vida é isso. Seria muito ‘boring’ se a vida fosse sempre do mesmo jeito, vivesse sempre nos mesmos lugares, tivesse sempre os mesmos amigos e as opiniões não mudassem nunca. Creio piamente em raízes, valores e relacionamentos duradouros, mas isso não tem nada a ver com se enraizar a tal ponto que caso precise mudar de jardim, você irá morrer porque as raízes estão profundas e firmes demais. Viajei agora, mas é porque é tempo de reflexão nas nossas vidas. Eu e o Cris adoramos uma rotina e adoramos surpresas e mudanças. Engraçado isso, né? Parece contraditório, mas nosso conceito é viver a vida, Carpe Diem, todos os dias. E a vida só faz sentido quando temos a certeza do que nos espera após ela. Sim. A gente acredita que somos peregrinos nessa terra e que o futuro é algo inimaginável!

Agradecidos somos ao nosso bom Deus por nos permitir sonhar e realizar nossos sonhos (ou seria os sonhos dEle??). Sem Ele, nada disso faz sentindo. Também eterna gratidão as nossas lindas famílias que acreditam, oram, torcem, lutam, gastam (literalmente, rsrs) junto a com a gente desde o início. Thank you, thank you. Aos amigos, que estão sempre dando e perguntando sobre notícias e também torcem por nós; que graça teria a vida sem amigos? E por fim, a Manuela, que ainda nem chegou nesse mundao, nem sabe o que a aguarda, mas ja contribui imensamente para a nossa felicidade. Obrigada por vir coroar esse ano onde comemoramos 7 anos de casados e 5 de imigrantes._MG_1644

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Niagara Falls – NY

Quando fomos a Buffalo-NY, não tivemos muito tempo para visitar Niagara Falls do lado americano, mas dedicamos uma tarde do nosso fim de semana para andar pelo Niagara Falls State Park (bem grande por sinal).

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Se você já foi a Niagara Falls do lado Canadense, sabe aquelas pessoas que vemos do tamanho de uma formiguinha descendo umas escadas vermelhas pertinho da queda americana? Pois é, fomos lá conferir (Este é o passeio a Cave of the Winds Trip).

Assim como o lado canadense, os americanos tiram bastante proveito do turismo em Niagara Falls e o que não faltam são coisas para se fazer. Por $36.00 dólares você pode comprar o Discovery pass que te dá direito a 5 atrações:

- Niagara Adventure Theater: Filme de 40 minutos que conta a história de Niagara e algumas aventuras de seus desbravadores. Eles providenciam fones de ouvido em outras línguas, infelizmente o Português não está na lista.

- Aquarium of Niagara: Sou fã de aquários, e já até escrevi sobre o aquário plantado que tínhamos no Brasil, mas não sei porque este aquário de Niagara não me atraiu muito, mas como não fomos, não posso comentar.

- Cave of the Winds Trip: Neste passeio você pega um elevador e desce 53 metros para poder andar nas plataformas de madeira que te levam bem pertinho da queda americana. As plataformas são reconstruídas todas as primaveras para o verão.

- Niagara Gorge Discovery Center: Centro de informações sobre a natureza de Niagara e sua geologia. É também o ponto de partida para algumas trilhas no parque.

- Maid of the Mist: Famoso barco que leva os visitantes até bem perto das quedas. Se prepare para molhar. Do lado canadense não é mais possível fazer o passeio com o Maid of the Mist. Desde a primavera de 2014 uma nova empresa (Hornblower) está operando os passeios do lado canadense. Pelo que tudo indica, os barcos são mais novos e com maior capacidade.

Como era feriado prolongado, vocês imaginam como tudo estava lotado, mas não queríamos perder a oportunidade e encaramos a fila para irmos ao Cave of the Winds Trip (1 hora e meia de espera). A atração realmente é bem legal e vimos as quedas de um ângulo bem diferente, vejam as fotos abaixo:

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Ainda aproveitamos para caminhar pela Goat Island, que aliás é bem grande e nos deu uma canseira. Tivemos que voltar para a entrada do parque de Trolley ($2 por pessoa), uns trenzinhos que ficam rodando o parque, pois Aline e Manuela não aguentavam mais caminhar rsrs.

Faltou bastante coisa para fazer e ver, mas o parque está logo ali (bem ali de mineiro mesmo) e se tivermos oportunidade iremos voltar com certeza.

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Compras em Buffalo –NY

Há 5 anos morando no Canadá, ainda não tínhamos feito a travessia da fronteira em Niagara Falls para fazer compras no vizinho debaixo. Já fizemos algumas viagens ao EUA e inclusive escrevi sobre elas aqui e aqui, mas o objetivo era sempre turismo. Desta vez atravessamos a fronteira com o objetivo de fazer compras (é claro que não deixamos de lado a oportunidade e fizemos um pouco de turismo também).

Na região de Niagara Falls, existem 3 opções para você atravessar a fronteira:  Via Peace Bridge (em Fort Erie), Rainbow Bridge (Niagara Falls) e Queenston mais ao norte de Niagara. Nesta viagem fomos via Peace Bridge e voltamos via Rainbow Bridge. Sugiro sempre consultar os sites da fronteira dos dois lados para saber qual o tamanho da espera (aqui e aqui).

Ficamos hospedados no Residence Inn by Marriot próximo ao Walden Galleria e achamos super conveniente a localização. Como a maioria das compras eram para nossa filha que nascerá em Novembro, próximo ao hotel tínhamos Walden Galleria, Carters, Target, Sears, Walmart, Burlignton Baby Depot. E também fomos a região de Niagara Falls Boulevard onde também estão várias outras lojas e entre elas fomos a Baby R Us. E na nossa volta ao Canadá, antes de atravessar a fronteira, fomos ao Fashion Outlets of Niagara Falls.

A grande pergunta é: realmente vale a pena fazer compras na fronteira? Obviamente depende do que irá comprar, mas na minha opinião, a melhor opção seria se você estivesse de passagem para alguma viagem e parar para fazer umas compras (no nosso caso, iriamos para Washington, mas com a Aline de 7 meses de gestação, achamos que a viagem seria muito cansativa e optamos por somente ficar na fronteira mesmo). Os preços no geral estavam entre 30% a 40% mais baratos que no Canada e várias lojas com promoção de Labour Day.

Lembre-se sempre de verificar o site do governo sobre os valores que poderá trazer para não pagar imposto quando retornar ao Canadá. Se ficar nos EUA menos de 24 horas, não tem direito a trazer nada sem pagar imposto, entre 24 horas e 48 horas 200 dólares e acima de 48 horas 800 dólares.

Seguem algumas fotos do pouco turismo que fizemos em Buffalo:

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Prefeitura

Prefeitura

Lafayette Square

Lafayette Square

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Em frente a Lafayette Square, você pode pegar o metro e ir até o Coca Cola field…

No próximo post, vou falar sobre Niagara Falls do lado americano…

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